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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Fábricas de confecção do Agreste e da RMR fornecem novas 300 mil máscaras de tecido a ações do Governo de Pernambuco para combate à Covid-19

Foto: Divulgação/Reprodução
Oitenta por cento do primeiro lote dos itens comprados pela AD Diper diretamente dos fornecedores virão de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Surubim e Limoeiro.

Doze fábricas dos Agrestes Setentrional e Central serão as primeiras fornecedoras de máscaras de tecido, vendendo diretamente à Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), por meio de credenciamento público ainda aberto aos interessados. Juntos, esse grupo produziu 240 mil itens, ou seja, 80% do total de 300 mil que formam a encomenda inicial para diversas ações em curso do Governo do Estado no combate aos efeitos da Covid-19. Os 20% restantes virão do Recife. Nesta quinta-feira (21/5), está prevista a chegada da primeira remessa de 20 mil máscaras. As fábricas têm até 5 de junho para entregar todos os pedidos. A meta da AD Diper é comprar até 1 milhão de peças. 

Nesta primeira rodada de fornecimento, a produção foi adquirida de cinco empresas de Caruaru, localizado no Agreste Central; quatro de Santa Cruz do Capibaribe, uma de Limoeiro; outra de Toritama e uma de Surubim, municípios integrantes do Agreste Setentrional. Representando a Região Metropolitana, a lista conta com três confecções do Recife.

O presidente da AD Diper, Roberto Abreu e Lima, convoca mais empresas para ampliar o alcance do processo. “Queremos que as confecções de vários municípios participem. Encontramos uma forma de ajudar as pequenas fábricas e quem está na ponta do combate à pandemia”, completa.  
Segundo as regras do edital, disponível para os interessados no site da AD Diper (www.addiper.pe.gov.br), serão adquiridos lotes com 20 mil máscaras cada, por empresa, podendo chegar a 50 (cinquenta) lotes com a mesma quantidade. Dessa forma, um número bem maior de empresas poderá se habilitar a fornecer o insumo.

Os interessados em participar deverão encaminhar o Formulário de Credenciamento disponibilizado no site da AD Diper, preenchido eletronicamente e acompanhado dos documentos de habilitação indicados,  para correio eletrônico mascaraparatodos@addiper.pe.gov.br.

A Agência está comprando somente produtos das empresas do ramo que detenham o selo de qualidade que atesta padrão de conformidade reconhecido pelo Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (NTCPE), em virtude da parceria já estabelecida com essa entidade. Desde abril, as duas instituições, juntamente com a SDEC, vêm desenvolvendo o Programa Máscara Para Todos, por meio do qual mais de 100 empresas do Polo de Confecções de Pernambuco, concentrado no Agreste, receberam, até o momento, a chancela que atesta padrão de conformidade das máscaras. Por tal acordo, inclusive, a AD Diper já havia comprado 200 mil unidades desse tipo de protetor facial, que já foram repassadas a diversas secretarias e órgãos estaduais.

O NCTPE é uma organização social contratada pela SDEC para executar as políticas públicas desenhadas para o setor de têxteis e confecções. Por conta da pandemia, o Núcleo tem disponibilizado às empresas, gratuitamente, cadernos técnicos que ensinam como fabricar máscaras e outros equipamentos de proteção contra o novo coronavírus, a exemplo de batas e protetores para os pés. Os manuais estão disponíveis no site www.ntcpe.org.br e descrevem com detalhes as modelagens e insumos necessários para a fabricação de cada produto. 

A ação é um desdobramento das medidas previstas pelo Decreto Estadual nº 48.969/2020. Por meio desse instrumento, o governador Paulo Câmara atribuiu à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC), a função de formar rede de atuação colaborativa entre cidadãos, empresas, sobretudo as integrantes do Polo de Confecções do Estado, e entidades da sociedade civil, para incentivar a produção, a distribuição e a entrega de máscaras, mesmo que artesanais, para a população, por conta do coronavírus. O decreto em questão estabelece a obrigatoriedade do uso de máscara para o exercício de atividade essencial no período de enfrentamento da emergência em saúde pública.

Da Assessoria

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

27ª Rodada de Negócios da Moda Pernambucana amplia oportunidades para confeccionistas e fornecedores de produtos têxteis da região

Foto: Divulgação/Reprodução
Edição outono/inverno será realizada de 20 a 22 de fevereiro, no Polo Caruaru

As perspectivas para a indústria têxtil e de confecção em 2019, um dos setores produtivos mais afetados pela crise dos últimos anos, fazem com que a cadeia retome o fôlego para novos negócios. Os números são otimistas. A expectativa de crescimento no geral é de 3% e para o faturamento é de 7%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Para confeccionistas de Pernambuco, Paraíba, Goiás, Ceará e de Santa Catarina, a retomada começa com a 27ª edição da Rodada de Negócios da Moda Pernambucana (RNMP).

Até o momento, a Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic), realizadora da iniciativa, contabiliza para a próxima edição: 120 estandes tradicionais; 12 na ala Pernambuco que Cresce, voltada para micro e pequenas empresas; e 8 no espaço InoveTex, para fornecedores de produtos e serviços nas áreas têxtil, financeira, logística e de tecnologia. Além da Alameda da Moda, ambiente aberto ao público em geral que proporciona uma imersão na moda e na cultura da região, especialmente, no que se refere a Caruaru, com uma programação que contempla processos criativos e soluções tecnológicas para o setor. A 27ª RNMP apresentará para lojistas de todo o Brasil as tendências para a temporada outono/inverno nos segmentos surfwear, streetwear, praia, fitness, moda íntima, bebê, infantil, jeans, modas feminina e masculina, além de calçados e acessórios.

“A expectativa é muito positiva, não apenas pelo resultado registrado no final de 2018 nas vendas no varejo, mas, também, pela expectativa do próprio setor de avanço já no primeiro trimestre do ano. Este cenário nos dá um prognóstico favorável de, pelo menos, 10% de crescimento. Estamos na 27ª edição de um evento consolidado e que faz parte do calendário nacional de moda e do calendário brasileiro de Exposições e Feiras, que é divulgado internacionalmente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Além disso, é um dos maiores eventos do setor no Norte/Nordeste”, ressalta o coordenador do evento, Wamberto Barbosa.

Ao longo de 13 anos, os números da Rodada confirmam os melhores resultados entre fabricantes de roupas, calçados e acessórios e lojistas de todas as regiões do país. Foram gerados mais de R$ 350 milhões em negócios durante o evento, mais de 22 milhões de peças foram comercializadas e 85 mil pedidos foram registrados. 10 mil lançamentos são apresentados para 600 compradores com potencial de compra pré-analisados pela Acic a cada edição, que cresce, em média, 10% em faturamento. Porém, os números expressivos não devem ser confundidos com os resultados de uma iniciativa voltada apenas para grandes marcas. Todos os anos, a Acic tem investido em atender as necessidades de micro e pequenas empresas. Um exemplo disso foi a criação da ala Pernambuco que Cresce. O projeto tem possibilitado aos empreendimentos de menor porte acesso ao mercado nacional de forma organizada.

“Apesar dos grandes números, é preciso destacar que é um projeto feito também para pequenos empresários. A força da Rodada de Negócios é a união dessas empresas que já despertaram para o interesse de conquistar novos mercados. Não tem oportunidade melhor para quem comercializa na região e quer se tornar mais competitivo, pois aqui mesmo, em Caruaru, o confeccionista tem contato com o varejo do Brasil todo”, explica Wamberto Barbosa.

A Rodada de Negócios da Moda Pernambucana reposicionou a imagem do Polo de Confecções do Agreste. O evento é uma vitrine do trabalho contínuo de desenvolvimento e de qualificação das gestões e dos produtos das marcas que fazem parte do segundo maior polo têxtil do Brasil. “A RNMP é a materialização do que a união do setor consegue fazer na prática. O confeccionista sozinho, em nível nacional, talvez não consiga fazer muito. No entanto, quando você junta dezenas de profissionais, a realidade é transformada pelo associativismo. É um case de sucesso para a indústria brasileira e tem sido um evento reconhecido, inclusive, por outras entidades. Nos últimos anos, recebemos delegações para conhecer o evento e replicar o formato nas suas regiões no mesmo segmento ou em segmentos diferentes. É um mecanismo real e concreto de se fomentar um segmento”, enfatiza o presidente da Acic, Luverson Ferreira.

A RNMP tem como correalizador o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e conta com o apoio da Prefeitura de Caruaru. O Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (NTCPE), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), a Associação Comercial e Industrial de Toritama (Acit), a Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe (Ascap) e o Sindicado das Indústrias do Vestuário do Estado de Pernambuco (Sindivest/PE) são parceiros da iniciativa.

Serviço

27ª Rodada de Negócios da Moda Pernambucana
Data: de 20 a 22 de fevereiro
Local: Polo Caruaru - Rodovia BR -104, Km 62, Nova Caruaru 
Horário: das 09 às 19 horas
Mais informações: http://www.rnmp.com.br


Da Assessoria

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Novidade | Empresas de confecção poderão vender a varejistas com Cartão BNDES

Imagem: Divulgação/Reprodução-Rodada Moda PE
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (26) que empresas de confecção poderão se cadastrar para vender a varejistas com financiamento do Cartão BNDES.

A medida vale para itens de fabricação nacional e resulta de colaboração técnica entre o banco e a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Os primeiros segmentos que poderão vender e receber dos compradores via Cartão BNDES são malharia, meias e tricotagem e moda íntima. Esses setores reúnem cerca de 8 mil empresas. A meta, segundo o BNDES, é incorporar gradualmente todo o setor de vestuário.

“A gente está criando um canal de financiamento para que as pequenas confecções possam vender seus produtos com segurança e, de certa forma, reduzir inclusive a dependência delas das grandes redes, porque elas têm uma relação mais individual”, disse à Agência Brasil o chefe do Departamento de Operações de Internet do BNDES, Ricardo Albano. “É um canal de vendas mais potente para as pequenas redes de varejo.”

O Cartão BNDES é voltado exclusivamente para micro, pequenas e médias empresas e permite o financiamento em até 48 meses. O fornecedor recebe o pagamento à vista, em 30 dias após a compra.

Podem solicitar o credenciamento no portal do banco empresas constituídas há mais de dois anos. Os produtos cadastrados passarão pela análise do BNDES. Os varejistas interessados em comprar os itens podem pedir o Cartão BNDES no mesmo site.

Em março e abril, o BNDES vai promover workshops no município de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, considerado o maior polo de moda íntima do país; e na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, que também concentra empresas têxteis.

Portal
Mais de 270 mil itens estão cadastrados no Portal de Operações do Cartão BNDES por 72 mil fornecedores credenciados. Entre os itens mais comprados estão máquinas e equipamentos, materiais de construção civil, computadores, softwares, móveis comerciais, insumos têxteis e motocicletas para serviços de entrega.

Do Diario de PE

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