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sábado, 10 de agosto de 2019

Adutora Interestadual beneficiará 9 municípios do Agreste de Pernambuco

Foto: Assessoria Compesa
O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento – Compesa, Roberto Tavares, cumpriu agenda nesta sexta-feira (9), no interior, realizando visitas de inspeção das obras de saneamento em execução pelo Governo Estado. Na agenda desta semana, ele inspecionou a obra da Adutora do Alto Capibaribe, em Barra de São Miguel, na Paraíba, e a obra de esgotamento sanitário no município de Santa Cruz do Capibaribe.

Acompanhado do diretor Técnico e de Engenharia da Compesa, Rômulo Aurélio, e de técnicos, Tavares esteve no trecho de captação no Rio Paraíba, distante quase 50 km da cidade de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco. Um empreendimento de R$ 85 milhões, que irá transportar água da Transposição do Rio São Francisco para nove cidades do Agreste pernambucano e um município da Paraíba, Barra de São Miguel.

“Estamos acompanhando de perto o andamento da obra  para organizar a visita que deverá ser feita pelos governadores Paulo Câmara, de Pernambuco, e João Azevedo, da Paraíba. Já foram assentados quase 50% das tubulações, de um total de 70 quilômetros de extensão. Estamos acelerando o ritmo das ações para que possamos entregar a adutora no primeiro trimestre do ano que vem”, informa Tavares.

A Adutora do Alto Capibaribe é uma das obras hídricas estruturadoras pensadas pelo Governo Paulo Câmara para antecipar a chegada da água da Transposição do Rio São Francisco para o Agreste, a região que detém o pior balanço hídrico do Estado. A adutora irá transportar 371 litros de água, por segundo, captada no Rio Paraíba, perto do Açude Boqueirão, no município de São Miguel, Paraíba.

O empreendimento irá beneficiar 230 mil pessoas nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Jataúba, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério e no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus, além de Barra de São Miguel, no Cariri paraibano.

De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, a Adutora do Alto Capibaribe é uma obra especial, pois é uma das poucas do país com grandes extensões em dois estados diferentes. Inspecionar obras, segundo o presidente Roberto Tavares, é uma recomendação do governador Paulo Câmara para que todos os projetos hídricos se tornem realidade e tragam mais rápido os benefícios à população.

Além da visita à adutora, a equipe da Compesa também inspecionou a obra de esgotamento sanitário no município de Santa Cruz do Capibaribe, que já está 80% concluída. A cidade, a mais populosa do Agreste Setentrional, já deverá contar com serviços de esgotamento sanitário no começo de 2020, quando deve ser concluída a fase de pré-operação.

Segundo Tavares, essa obra é um grande anseio da população local, que terá mais qualidade de vida com esse empreendimento, um investimento de R$ 100 milhões. “No Todos por Pernambuco, que acontecerá nos meses de agosto e setembro, a população poderá conhecer melhor o maior Plano de Investimentos da história da Compesa, que tem sido priorizado pelo governador Paulo Câmara”, finalizou.

Da Assessoria

terça-feira, 10 de julho de 2018

Primeiras tubulações da Adutora do Alto Capibaribe começam a ser assentadas

Imagem: Divulgação/Reprodução
Obra hídrica estruturadora para região Agreste inicia pelas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Jataúba e Taquaritinga do Norte.

Mais uma obra projetada para levar segurança hídrica à região Agreste começa a ser executada pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Nesta semana, a Compesa inicia o assentamento das primeiras tubulações da Adutora do Alto Capibaribe - obra estruturadora que vai trazer água do Rio São Francisco - captada na Paraíba - para 9 municípios do Agreste Setentrional Pernambucano e 1 do Cariri Paraibano. Os serviços de implantação de quinze mil metros de tubos serão realizados na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, às margens da rodovia PE-160, seguindo sentido a Jataúba e a Taquaritinga do Norte, na estrada de acesso à Barragem de Mateus Vieira, com cerca de cinco mil metros de tubos. 

Essa obra é inédita no país. Pela primeira vez, uma adutora captará água em um rio de outro estado para atender à uma dezena de municípios. A Adutora do Alto Capibaribe vai trazer para Pernambuco água do Rio Paraíba, próximo ao Açude Boqueirão, na cidade de Barra de São Miguel, na Paraíba. 

Por meio dessa engenharia, criada pelo Governo Pernambucano, será possível fazer a “transposição da transposição” e acelerar a chegada da água do Rio São Francisco para 230 mil pernambucanos nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Jataúba, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério e no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus, além de atender ao município de Barra de São Miguel, na Paraíba. Essa obra vai beneficiar um importante polo de confecção de Pernambuco, concentrado nas cidades de Santa Cruz e Toritama. 

“Com criatividade, compromisso e planejamento o nosso Governo tem dedicado atenção especial ao abastecimento de água para a população pernambucana. A Adutora do Alto Capibaribe é um dos melhores exemplos desse trabalho incansável da nossa equipe técnica e da decisão política da gestão em enfrentar os obstáculos que surgem”, argumentou o governador Paulo Câmara. 

"Dessas nove cidades, seis seriam beneficiadas com água da Transposição somente com a segunda etapa da Adutora do Agreste, fase ainda não conveniada e sem previsão de início de obras. Por isso, o Governador Paulo Câmara solicitou a Compesa alternativa para antecipar a chegada da água para essa população, que sofreu com um período severo de sete anos de seca", informou o presidente da Compesa, Roberto Tavares. Serão aplicados R$ 82 milhões na obra, recursos do FGTS, e o prazo de conclusão do empreendimento é de 15 meses. 

A obra consiste na implantação de uma adutora com 70 quilômetros de extensão e de três estações de bombeamento. O trecho mais longo da adutora terá 51 quilômetros e vai transportar 350 litros de água, por segundo, da captação, na Paraíba, até o município de Santa Cruz do Capibaribe - atendendo a cidade e o distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus. De lá, uma derivação da adutora segue até a Barragem de Poço Fundo, para abastecer a cidade de Jataúba. Em Santa Cruz, a Adutora do Alto Capibaribe será interligada às tubulações da Adutora do Agreste para levar a água à ETA Toritama. No meio desse percurso, será implantado um trecho complementar (de cinco quilômetros) para abastecer Taquaritinga do Norte e o distrito de Pão de Açúcar. De Toritama, a água também seguirá pelo Sistema de Jucazinho, de forma invertida, para atender Vertentes, Santa Maria do Cambucá, Frei Miguelinho e Vertente do Lério. 

Convênio - O Governo de Pernambuco assinou um convênio de cooperação técnica e administrativa com o Governo da Paraíba, que permitirá a captação da água da Transposição do Rio São Francisco no estado vizinho. A parceria também inclui o desenvolvimento de estudos para ações de melhoria de abastecimento das regiões de fronteira entre os dois estados. A Compesa e a Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba) são as responsáveis pelo convênio.

Da Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Agreste | Chuva não altera quadro de colapso em Jucazinho

A região de influência da Barragem de Jucazinho, localizada no município de Surubim, no Agreste, não recebeu chuvas suficientes para alterar o quadro do maior reservatório para abastecimento humano operado em Pernambuco, que continua seca. A barragem está situada na região que possui o pior balanço hídrico do Brasil e não resistiu à estiagem extrema por sete anos consecutivos, entrando em colapso em setembro do ano passado. Ao contrário de outras barragens do Agreste, Jucazinho ainda não conseguiu se recuperar e atravessa o pior cenário desde a sua inauguração, em 2000. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima - Apac, no estado de Pernambuco ocorre uma má distribuição espacial das chuvas, ou seja, há regiões que há grande concentração pluviométrica e, em outras não chove quase nada.

Ainda de acordo com a Apac, agora em agosto as chuvas começam a ficar mais fracas no Agreste e terão uma duração mais curta, de poucos minutos. "Na região da barragem é esperado que chova em torno de 80 milímetros, mas como este volume de precipitação geralmente não é concentrado, não deve contribuir significativamente para acumular água em Jucazinho. A partir de setembro, o volume de chuvas cai drasticamente, a média mensal histórica de precipitação é em torno de 25 a 30 milímetros de chuvas", explica o meteorologista da Apac, Roberto Carlos Pereira. A última vez que a Barragem de Jucazinho sangrou foi em setembro de 2011. De acordo ainda com a Apac, para reverter essa situação, seria preciso ocorrer fortes chuvas nos municípios da bacia do Rio Capibaribe - como Jataúba, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho e Riacho das Almas - chuvas tão intensas (e concentradas em um ou poucos dias) como as registradas em julho deste ano, na Zona da Mata Sul.

Fotos: Divulgação/Reprodução
A solução encontrada pelo Governo do estado e Compesa para regularizar o abastecimento de água nas 68 cidades da região foi a Adutora do Agreste, a maior obra estruturadora em Pernambuco para receber as águas da Transposição do Rio São Francisco. Mas para antecipar o uso das tubulações já assentadas da adutora, outras obras foram pensadas para garantir a sustentabilidade hídrica da região: a Adutora do Moxotó, Poços de Tupanatinga, Adutora do Alto Capibaribe e a Adutora de Serro Azul, essas duas últimas ainda não foram iniciadas. "Infelizmente não choveu na região da Barragem de Jucazinho como a gente esperava, por isso, a companhia está desenvolvendo projetos estruturadores para atender a região Agreste. Um deles é o Sistema Siriji que já entrou em operação e está abastecendo João Alfredo, Orobó, Bom Jardim e Surubim e também as cidades do Agreste Setentrional: Casinhas, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério, Frei Miguelinho e Vertentes", informa o diretor Regional do Interior da Compesa, Marconi de Azevedo.

Com o colapso de Jucazinho, algumas cidades atendidas por este sistema passaram a ser abastecidas por outras fontes de água, como Caruaru, Gravatá e Bezerros. Para melhorar o fornecimento de água para Caruaru e outras cidades da região, como Santa Cruz do Capibaribe, a companhia está realizando uma obra para ampliar as estações de bombeamento do Sistema do Prata/ Pirangi, que vai aumentar a capacidade de transporte de água do sistema. No caso de Toritama, essa obra vai possibilitar a retirada da população da cidade do colapso - a previsão é que Toritama volte a ser abastecida pela rede ainda no mês de agosto.

Já para as cidades de Riacho das Almas, Cumaru, Passira e Salgadinho, que estão sendo atendidas exclusivamente por carros-pipa, o retorno do abastecimento nessas cidades será viabilizado com a construção de uma unidade de bombeamento na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Salgado (ETA), em Caruaru, que vai possibilitar a inversão do sistema - que antes vinha de Jucazinho para Caruaru - para retornar o caminho da adutora levando água do Sistema Prata/ Pirangi para essas quatro cidades.

Da Compesa

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Municípios do Polo do Agreste vão ganhar reforço hídrico

Foto: Roberto Pereira/SEI/Divulgação
Os municípios que compõe o Polo de Confecções do Estado vão ganhar reforço hídrico nos próximos meses. É que o governador Paulo Câmara autorizou a construção da Adutora do Alto Capibaribe, que vai captar água na Paraíba para abastecer oito municípios do Agreste Setentrional do Estado. Com um investimento de R$ 70 milhões, o canal terá 51 quilômetros de extensão e captará água do Rio Paraíba, entre a cidade de Barra de São Miguel e o Açude Boqueirão. A ideia é que essa água venha do Eixo Leste da Transposição do Rio Francisco. A previsão é que a obra seja iniciada entre junho e julho; e concluída em seis meses.

"Já temos o projeto. Vamos cadastrá-lo no Ministério da Integração amanhã (hoje) e, já na quarta-feira, eu e Raul Henry (vice-governador) vamos a Brasília apresentá-lo ao ministro Helder Barbalho", disse o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares. A empresa vai ficar responsável pela obra, que se juntará com as adutoras do Agreste, do Sirigi, Barragem de Serro Azul e ao Sistema de Jucazinho para reforçar o abastecimento hídrico na região.

No detalhamento, beneficiará diretamente os municípios de Santa Cruz do Capibaribe, Jataúba, Toritama, Vertentes, Vertente do Lério, Santa Maria do Cambucá, Taquaritinga do Norte e Frei Miguelinho. Indiretamente, os municípios de Riacho das Almas, Cumaru, Passira e Salgadinho também serão beneficiados, pois haverá mais água disponível no Sistema Sirigi. A Adutora contará com duas estações de bombeamento, com uma vazão de 350 litros por segundo. 

Da Folha de PE

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