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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Pernambucanos mais ricos ganham até 1.500% a mais que os mais pobres

Redução da desigualdade econômica é caminho para progresso.Foto: Rafael Furtado / Folha de Pernambuco
No Estado, 40% das pessoas ocupadas mais pobres vivem com um rendimento de apenas R$ 18 por dia

Apesar dos esforços para mitigar a desigualdade social que existe em nosso país, este problema ainda aflige muitos brasileiros. Parte destes, vive com uma renda inferior a um salário mínimo por mês, como acontece em Pernambuco (R$ 538). No Estado, 40% das pessoas ocupadas mais pobres vivem com um rendimento de apenas R$ 18 por dia, enquanto que os 10% dos pernambucanos mais ricos vivem com uma renda diária de R$ 210 - cerca de 1.066% a mais.

No Recife, a desigualdade é ainda mais gritante. A diferença chega a quase 1.500% na comparação da renda mensal entre os 40% mais pobres (R$ 730) e os 10% mais ricos (R$ 11.483). Vale ressaltar que esses índices são referentes à população que trabalha. Os dados são da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019 do IBGE.

Por outro lado, quando analisado o rendimento domiciliar per capita médio de 40% dos pernambucanos mais pobres, em 2018, o valor era de R$ 221. Já os 10% mais ricos ganhavam naquele ano, em média, R$ 3.583 - que representa um rendimento 1.500% superior aos mais pobres. A pesquisa ainda mostra a porcentagem de pernambucanos que vivem abaixo da linha da extrema pobreza, em 2018 (11,4%). A linha considera o valor que o Banco Mundial utiliza como parâmetro (US$ 1,9), que em Pernambuco seria o equivalente a R$ 148.

Nesse caso não é feito uma conversão exata. É que existe uma tabela que faz uma paridade ao valor do Banco Mundial. Quando observado a série histórica entre 2012 e 2018, somente em 2014 foi quando houve o registro do menor percentual de pessoas na linha da pobreza (8,6%).

Segundo o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos, a situação de quem vive abaixo da linha da pobreza traz efeitos negativos à economia. “A pobreza elevada faz com que as pessoas sejam menos produtivas, por não haver tempo para se qualificar. Os efeitos são uma economia que demora ainda mais para se recuperar”, destaca Ramos que ainda explica que os Estados com menor desigualdade são os que se recuperam mais fácil de uma crise econômica.

Entre 2012 e 2014 a média do rendimento domiciliar per capita médio das pessoas estava em crescimento contínuo partindo de R$ 888 e chegando a R$ 1.022 em 2014. No entanto, a partir de 2015, a média vem caindo ano após ano e chegou a R$ 855 em 2018. Para Ramos, a crise econômica contribuiu para o aumento da desigualdade. “Uma coisa puxa a outra. O desemprego elevado gera índices maiores de desigualdade, assim como a desigualdade puxa o desemprego”, explica. O economista ainda ressalta que a desigualdade dificulta o bem estar social e as chances de emprego. “Com o acesso à renda mais limitado, as pessoas se lançam na informalidade e perdem direitos e um salário melhor do que na formalidade”, detalha.

Em Pernambuco, a população total é de 9,4 milhões de habitantes. No Estado, a força de trabalho chega em números absolutos, a 4,62 milhões, enquanto que a taxa total de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, em 2018 era de 16,1%, quase o dobro de 2013, quando o índice registrava um percentual de 8,7%. Em 2018, a taxa de Pernambuco ficou acima da média nordestina, que foi de 14,5%, e da média brasileira, de 12%. “É preciso atrair políticas públicas para minimizar a desigualdade e o desemprego. Os mais pobres não têm acesso à cultura, lazer. Sem essas políticas sociais, a produção industrial, o comércio e a economia, de forma geral, são afetados”, acrescenta Ramos.

Da Folha de PE

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