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terça-feira, 19 de novembro de 2019

Maior escolaridade é prêmio salarial no Brasil

DinheiroFoto: Pixabay
A enorme vantagem salarial que um diploma universitário gera no Brasil é reduzida quase à metade se o profissional não consegue uma vaga no mercado de trabalho compatível com sua escolaridade.

Segundo análise da consultoria IDados, brasileiros em funções que exigem curso superior ganham, em média, R$ 8.561 mensais. Essa remuneração cai para R$ 4.861 se a vaga ocupada por esses trabalhadores não exigir formação.

A Folha de S.Paulo mostrou que profissionais qualificados têm encontrado dificuldade de inserção em suas áreas de especialização e migrado para ocupações menos sofisticadas.

De acordo com o levantamento da IDados, embora estejam em desvantagem salarial em relação a seus pares mais bem colocados no mercado, os trabalhadores com diploma universitário ganham o dobro daqueles com ensino médio completo em vagas similares.
Quem concluiu apenas o ciclo escolar básico recebe R$ 2.035 mensais em postos que não exigem formação, revela a análise feita pela economista Mariana Leite com base na Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que reúne dados do mercado formal, de 2018.

Esse resultado confirma estudos anteriores que apontam um grande prêmio salarial por maior escolaridade no Brasil.

"Esses números mostram que, mesmo deslocados das vagas que esperavam ocupar, esses profissionais têm alguma vantagem no mercado", diz Bruno Ottoni, pesquisador do Ibre/FGV e da IDados.

A babá Luciana Félix, 36, sentiu essa diferença após ter cursado pedagogia em meados da década passada.

Embora tenha desistido de trabalhar em escolas e voltado à função que já havia desempenhado antes de ingressar na faculdade, ela nota que ganha mais do que outras profissionais com menos qualificação.

A faculdade a ajudou a adquirir habilidades que usou com Lucas, 20, que tem autismo.
"Eu já tinha sido babá do Lucas antes e voltei, depois da faculdade, para ajudar no acompanhamento terapêutico dele na escola", diz ela, que ainda trabalha para a mesma família, cuidando de Pedro, 8.

Porém, a distância salarial que profissionais qualificados deslocados de sua área de formação amargam em relação a seus pares em cargos compatíveis com o ensino superior pode gerar frustração pessoal.

Outro risco é o de prejuízo financeiro. Há estudos para países como o Chile que mostram que o investimento feito para pagar uma faculdade pode nunca ser totalmente recuperado dependendo da trajetória do profissional.

O descasamento entre formação e ocupação tende também a punir o país como um todo, que deixa de aproveitar habilidades que os trabalhadores adquiriram e poderiam contribuir para o aumento da produtividade. Continue lendo, clique AQUI!

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