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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Renda média do trabalho em Pernambuco é de R$ 2.827, aponta IBGE

Foto: Marcelo Casal Jr. (Agência Brasil)
Dados da PNAD Contínua de 2025 mostram que estado tem renda média 25% abaixo da nacional; Em Recife a média é de R$ 4.075, enquanto a média estadual é de R$ 2.771


A renda média do trabalho em Pernambuco foi de R$ 2.827 em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. O valor representa 75% da média nacional, que foi de R$ 3.776 no mesmo período.


No Nordeste, a renda média do trabalho foi de R$ 2.605, deixando Pernambuco acima da média regional, mas abaixo de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, que puxam a média nacional para cima.


O rendimento domiciliar per capita em Pernambuco foi de R$ 1.568 em 2025, posicionando o estado na 19ª colocação entre as 27 unidades da federação. Esse patamar coloca Pernambuco acima de Maranhão (R$ 1.245), Piauí (R$ 1.312) e Alagoas (R$ 1.389), mas ainda distante de São Paulo (R$ 2.891), Santa Catarina (R$ 2.654) e Distrito Federal (R$ 3.102), onde a renda per capita supera R$ 2.500.


A renda média de aposentadorias e pensões em Pernambuco foi de R$ 2.374 em 2025, acima da média nordestina (R$ 2.261), mas abaixo da nacional (R$ 2.697). No contexto regional, Bahia registrou R$ 2.401, Ceará R$ 2.298 e Paraíba R$ 2.187, mostrando que Pernambuco está em posição intermediária entre os estados do Nordeste.


Recife puxa média para cima


Dados mais recentes, referentes a 2026, indicam que a renda média do trabalhador em Recife foi de R$ 4.075. No estado como um todo, o indicador ficou em R$ 2.771. Essa diferença de quase R$ 1.300 entre a capital e a média estadual reflete padrão observado em outros estados nordestinos: na Bahia, a renda média em Salvador é de R$ 4.312, enquanto no estado é de R$ 2.689; no Ceará, Fortaleza registra R$ 3.845 contra R$ 2.534 na média estadual.


Pernambuco tem uma força de trabalho de 3,8 milhões de pessoas ocupadas em todas as regiões do estado. No contexto nacional, São Paulo concentra 19,5 milhões de ocupados, Minas Gerais 9,8 milhões e Bahia 3,9 milhões, número próximo ao de Pernambuco.


Cenário nacional


Levantamento com microdados da PNAD Contínua do segundo trimestre de 2026 mostra que 69,1% dos trabalhadores ocupados no Brasil ganham até R$ 3.242 por mês, valor equivalente a dois salários mínimos em 2026. No Nordeste, esse percentual é superior à média nacional, enquanto no Sul e Sudeste é inferior.


Estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentam os menores percentuais de trabalhadores nessa faixa de renda, enquanto Maranhão, Piauí e Alagoas registram os maiores índices.


Do Diario de Pernambuco






sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Pernambuco lidera crescimento do comércio no Brasil no primeiro semestre de 2026, aponta IBGE

Estado ocupa a primeira colocação nacional em quatro das seis principais comparações anuais da Pesquisa Mensal do Comércio



Os dados oficiais da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmam o forte desempenho de Pernambuco no comércio varejista durante o primeiro semestre de 2026. No acumulado de janeiro a junho, em comparação com o mesmo período de 2025, o estado registrou crescimento de 10,7% no varejo restrito e de 9,6% no varejo ampliado, alcançando a primeira colocação nacional em quatro das seis principais comparações anuais analisadas pela pesquisa.


O resultado coloca Pernambuco muito acima das médias registradas no país. No mesmo período, o comércio varejista brasileiro apresentou expansão de 2,9% no varejo restrito e de 1,9% no varejo ampliado. Os números reforçam a trajetória positiva do setor pernambucano e evidenciam um ritmo de crescimento superior ao observado na maior parte dos estados brasileiros.


O desempenho ganha ainda mais relevância quando considerado o cenário nacional. Enquanto diferentes segmentos do comércio enfrentam desafios relacionados ao consumo, aos custos e às condições econômicas, Pernambuco vem apresentando resultados consistentes, impulsionados pela atividade de setores importantes para a economia estadual.


“O comércio de Pernambuco demonstra uma resiliência e um dinamismo impressionantes. Estar no topo do ranking nacional no acumulado do primeiro semestre não é apenas um número, mas o reflexo de um ambiente de negócios fortalecido pelo Governo de Pernambuco e da confiança do setor produtivo em investir no nosso estado”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto.


Resultado também aparece no mês de junho

O desempenho positivo não ficou restrito ao acumulado do primeiro semestre. Em junho de 2026, o varejo ampliado de Pernambuco apresentou crescimento de 0,8% na série com ajuste sazonal, enquanto o resultado nacional apontou retração de 1,0% no mesmo período.


Na comparação mensal, o resultado pernambucano demonstra a capacidade de resistência do comércio estadual diante de um ambiente nacional menos favorável. O avanço foi sustentado principalmente por atividades ligadas à comercialização de veículos, produtos alimentícios e materiais utilizados na construção civil.


Entre os principais destaques de junho estão veículos, motocicletas, partes e peças, com crescimento de 9,3%; atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 4,2%; e material de construção, que também avançou 4,2%.


Esses segmentos possuem forte impacto sobre a movimentação econômica e ajudam a explicar o resultado positivo registrado pelo estado. O crescimento das vendas de veículos e motocicletas, por exemplo, sinaliza maior movimentação no mercado de bens duráveis, enquanto o avanço do setor de materiais de construção acompanha a demanda por obras, reformas e investimentos.


Desempenho acima da média nacional

Os números da PMC mostram que Pernambuco iniciou 2026 com um ritmo de expansão significativamente superior ao observado no conjunto do país. No varejo restrito, a diferença entre os resultados estaduais e nacionais chegou a 7,8 pontos percentuais: 10,7% em Pernambuco contra 2,9% no Brasil.


No varejo ampliado, que inclui atividades como veículos, motocicletas, materiais de construção e comércio atacadista especializado de alimentos, bebidas e fumo, a diferença também foi expressiva. Pernambuco registrou 9,6% de crescimento, enquanto a média brasileira ficou em 1,9%, uma vantagem de 7,7 pontos percentuais.



O desempenho do primeiro semestre reforça a importância do comércio para a economia pernambucana e evidencia a expansão da atividade em diferentes segmentos. Para o setor produtivo, o cenário representa um ambiente de maior movimentação comercial e de oportunidades para empresas instaladas no estado.


Com os resultados de janeiro a junho, Pernambuco consolida um primeiro semestre de forte crescimento no comércio varejista e se destaca no cenário nacional, combinando avanço acumulado expressivo com desempenho positivo também no resultado mensal de junho.


Da Folha de Pernambuco






quinta-feira, 13 de junho de 2024

Vendas do varejo crescem 0,9% em abril, aponta IBGE

As vendas no comércio varejista no país cresceram pelo quarto mês consecutivo, registrando alta de 0,9% em abril. Segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (13/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta foi de 2,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. 



No acumulado do ano, a expansão é de 4,9%, enquanto nos últimos 12 meses a alta é de 2,7%. Apesar de positivo, o dado veio abaixo do consenso dos analistas de mercado, que esperavam uma alta mensal acima de 1%.



Das oito atividades pesquisadas, cinco avançaram em abril, com destaque para hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que avançaram 1,5%, e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com alta de 14,2%, exercendo as principais influências sobre o resultado geral.


O setor de móveis e eletrodomésticos também registrou alta expressiva de 2,4%, voltando ao campo positivo após a queda de 1,9% em março. O segmento de combustíveis e lubrificantes, por sua vez, registrou a primeira alta do ano em abril, de 2,2%. Já os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria avançaram 0,6%.


Pelo lado das quedas, atividades de livros, jornais, revistas e papelaria (-0,4%) e de tecidos, vestuário e calçados (-0,7%) ficaram no campo negativo no mês. Para o setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,0%), o cenário foi de estabilidade. Nesse segmento estão, por exemplo, as lojas de departamento, óticas e joalherias.



No comércio varejista ampliado, que inclui, além das atividades do varejo, aquelas de  veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve queda de 1,0%.


Por: Rafaela Gonçalves - Correio Braziliense | Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

terça-feira, 4 de junho de 2024

Economia do país cresce 2,5% no primeiro trimestre, aponta IBGE

A economia brasileira cresceu 2,5% no primeiro trimestre do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao último trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) apresentou alta de 0,8%.


No acumulado de 12 meses, o crescimento da economia do país soma 2,5%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB chega a R$ 2,7 trilhões de reais.


Em um recorte setorial, a indústria e os serviços cresceram 2,8% e 3% respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a agropecuária foi o único setor que registrou queda, de 3%.


"Pelas questões climáticas, especialmente o El Niño [aquecimento das águas do oceano Pacífico], já se sabia que não seria um ano bom para a agropecuária", explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Ela ressalta que a pecuária está crescendo este ano, mas o comportamento da agricultura pesa mais no PIB.


O crescimento da indústria foi influenciado pelas indústrias extrativas (5,9%), que registraram o melhor resultado influenciadas pela alta tanto da extração de petróleo e gás como de minério de ferro. Houve destaque também na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (4,6%), especialmente para o consumo residencial.



A queda da agropecuária se explica por alguns produtos agrícolas que têm safras significativas no primeiro trimestre, mas apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como soja (- 2,4%), milho (- 11,7%), fumo (- 9,6%), e mandioca (- 2,2%).


O consumo das famílias (4,4%) e as despesa do governo (2,6%) tiveram alta na comparação com o primeiro trimestre de 2023.


A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mostra o nível de investimento da economia, avançou 2,7%. As exportações cresceram 6,5%; enquanto as importações, 10,2%.


 

“Em 2022 e 2023, o setor externo havia contribuído positivamente, com as exportações crescendo mais do que as importações. Nesse primeiro trimestre essa contribuição virou negativa. Estamos importando muitas máquinas e equipamentos e bens intermediários e o Real se valorizou”, contextualiza Rebeca Palis.


No primeiro trimestre de 2024, a taxa de investimento foi de 16,9% do PIB, abaixo dos 17,1% registrados no primeiro trimestre de 2023.



Da Agência Brasil | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil




quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Emprego com carteira no setor privado aumenta em 335 mil vagas em um trimestre, aponta IBGE

O trimestre encerrado em janeiro de 2024 mostrou uma geração de 335 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em outubro de 2023. Em um ano, 1,137 milhão de vagas com carteira assinada foram criadas no setor privado. O total de pessoas trabalhando com carteira assinada no setor privado foi de 37,950 milhões no trimestre até janeiro.


Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE).


A população trabalhando sem carteira assinada no setor privado alcançou 13,443 milhões, 129 mil a mais que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até janeiro de 2023, foram abertas 335 mil vagas sem carteira no setor privado.


O trabalho por conta própria encolheu em 29 mil pessoas em um trimestre, para um total de 25,553 milhões. O resultado significa 254 mil pessoas a mais atuando nessa condição em relação a um ano antes.


O número de empregadores diminuiu em 29 mil em um trimestre. Em relação a janeiro de 2023, o total de empregadores é maior em 11 mil pessoas.


 

O País teve um aumento de 126 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,945 milhões de pessoas. Esse contingente é 62 mil pessoas maior que no ano anterior.


O setor público teve 18 mil ocupados a menos no trimestre terminado em janeiro de 2024 ante o trimestre encerrado em outubro de 2023. Na comparação com o trimestre até janeiro de 2023, foram abertas 315 mil vagas.


Por Estadão Conteúdo

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Pernambuco teve maior taxa de desocupação do país em 2023, aponta IBGE

A taxa de desocupação em Pernambuco no ano de 2023 foi de 13,4% da população de 14 anos ou mais, a mais alta do país. A média nacional, por sua vez, foi de 7,9%. Ainda assim, esse foi o menor percentual do estado desde 2015 e o resultado mostra uma tendência de queda nos dois últimos anos. Em 2021, com a economia ainda sob efeito da pandemia, o índice chegou a 20,2%; em 2022, a taxa foi de 15,9%. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada, nesta sexta-feira (16), pelo IBGE.



A pesquisa mostra ainda que a taxa de informalidade – trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar – foi de 50,1% da população ocupada. Ou seja, aproximadamente metade dos pernambucanos trabalhou na informalidade em algum momento de 2023, enquanto a média nacional foi de 39,1%.



Em 2023, o rendimento médio habitual de todos os trabalhos em 2023 foi de R$ 1.952, o quarto menor do país, atrás apenas do Ceará, do Maranhão e da Bahia. No Brasil, o montante é de R$ 2.979.



“Esses resultados da PNAD Contínua têm sido corroborados por outras pesquisas conjunturais do IBGE. Os indicadores de produção industrial, de serviços e de vendas do comércio já demonstravam, ao longo de 2023, um menor dinamismo na economia pernambucana, que acabam de refletir no nível de ocupação da população. O grande volume de pessoas no mercado informal, sem garantias trabalhistas e com menores rendimentos do trabalho, gera uma insegurança quanto ao futuro, refletindo em menores despesas e compras de menor valor. Isso reduz as perspectivas de investimento das empresas e diminui as chances de contratação, num ciclo de baixo desempenho econômico no estado”, pontua a gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita.


- Taxa de desocupação no quarto trimestre de 2023 em Pernambuco foi de 11,9%


O IBGE também divulgou os resultados da PNAD Contínua para o quarto trimestre de 2023 em Pernambuco e a taxa de desocupação foi de 11,9% da população de 14 anos ou mais. Em números absolutos, 505 mil pernambucanos procuraram emprego entre outubro, novembro e dezembro e não encontraram. Na Região Metropolitana do Recife, o percentual de desocupados chegou a 13,8%, o segundo maior do país, atrás apenas da Grande Salvador (14,6%). Já a taxa de desocupação na capital pernambucana foi de 11,9%, a terceira mais alta, superada por Salvador (14,1%) e Aracaju (13,2%).


Enquanto isso, o número de pessoas ocupadas no estado teve uma pequena variação, de três milhões e 647 mil pessoas no 3º trimestre para três milhões e 726 mil trabalhadores no 4º trimestre, mas essa diferença configura estabilidade do ponto de vista estatístico.


O nível da ocupação em Pernambuco, ou seja, o percentual de pessoas ocupadas na semana de referência em relação às pessoas em idade de trabalhar, foi de 47,5% no quatro trimestre do ano passado, aumentando 1,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.


Outro destaque na PNAD Contínua foi o aumento de 81 mil trabalhadores na iniciativa privada, exceto trabalhadores domésticos, passando de dois milhões e 349 mil para dois milhões e 430 mil, um avanço de 3,4%. Boa parte desse avanço se deve ao aumento de 10,2% no número de trabalhadores sem carteira assinada, de 561 para 618 mil. O grupo de trabalhadores familiares auxiliares, que trabalharam sem remuneração ajudando a atividade econômica de membro do domicílio ou de parente, também aumentaram 50,8%, passando de 48 para 73 mil pessoas entre o 3º e o 4º trimestre de 2023.


A taxa de informalidade foi de 50,7% da população ocupada no quarto trimestre de 2022. Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.


Do Diario de Pernambuco

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Setor de serviços cresce 2,3% em 2023, aponta IBGE

Os serviços cresceram 2,3% em 2023 no terceiro ano seguido de expansão do setor. Em dezembro passado, o volume de serviços no Brasil avançou 0,3%, sendo o segundo resultado positivo consecutivo. O acumulado nos dois últimos meses do ano representou avanço de 1,2%, o que permitiu a recuperação de parte da perda de 2,1% anotada entre agosto e outubro.


 

Em relação a dezembro de 2022 os serviços apresentaram recuo de 2,0%, que é o mais intenso desde janeiro de 2021, quando houve queda de 5,0%. No acumulado dos últimos 12 meses, os serviços diminuíram o ritmo. Eles apresentaram recuo na magnitude de crescimento de 3,1% em novembro para 2,3% em dezembro de 2023. Os números fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (9), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



A série histórica mostrou que, com a alta de 0,3% de dezembro, o setor de serviços ficou 11,7% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e 1,7% abaixo do ponto mais alto da série em dezembro de 2022.


Para o IBGE, a última vez que o setor de serviços registrou crescimento por três anos consecutivos foi entre 2012 e 2014. Naquele momento, houve ganho de 11,3%. No triênio atual - de 2021 a 2023 - a evolução foi ainda mais expressiva: avanço de 22,9%. O IBGE informou, também, que o crescimento de 2,3% registrado em 2023 foi o menos intenso da sequência. Em 2021, a alta ficou em 10,9% e em 8,3% em 2022.



Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, em 2021 e 2022 houve a construção de uma base de comparação elevada, que pode ser explicada tanto pela retomada do setor após o período de isolamento da pandemia de covid-19, como, sobretudo, por conta dos ganhos extraordinários dos segmentos de serviços de tecnologia da informação e o do transporte de cargas.


“Dessa forma, apresentar expansão sobre dois anos que cresceram substancialmente é algo relevante”, informou o IBGE.


Atividades


Quatro das cinco atividades da Pesquisa Mensal de Serviços tiveram taxas positivas em 2023. A pesquisa apontou ainda que 55,4% dos 166 tipos de serviços analisados tiveram crescimento. Os destaques ficaram por conta dos serviços de informação e comunicação (3,4%) e de profissionais, administrativos e complementares (3,7%).


“No primeiro, os principais impactos foram do aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de telecomunicações; desenvolvimento e licenciamento de softwares; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet; e portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet”, detalhou o IBGE.


A expansão de locação de automóveis; de serviços de engenharia; de cobranças e informações cadastrais; de atividades de intermediação de negócios em geral; e de agências de viagens favoreceu o resultado dos serviços profissionais, administrativos e complementares.


“Atividades que se fortaleceram no contexto do pós-pandemia colocaram o setor de serviços em patamares elevados. Houve, por exemplo, aumentos consideráveis nos serviços voltados às empresas, notadamente os serviços de TI [tecnologia da informação]”, observou o gerente.


Neste contexto, ele ressaltou o transporte rodoviário de carga, que influenciou o avanço de 1,5% nas atividades de serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e Correios. “É um segmento que cresceu, num primeiro momento na esteira do aumento do comércio eletrônico e que ganhou novos impulsos com a expansão da produção agrícola, na medida em que se cria a necessidade de transporte de insumos, como adubos e fertilizantes, além de operar o próprio escoamento da colheita”, explicou. Confira a matéria completa, clique AQUI! foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Produção industrial sobe 0,4% em agosto, aponta IBGE

A produção industrial brasileira subiu em agosto. A alta foi de 0,4%, eliminando parte da queda de 0,6% verificada no mês anterior. As informações são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça-feira (3) pelo IBGE.


No acumulado nos últimos 12 meses, há uma queda de 0,1%. Analistas esperavam alta de 0,1% no mês, segundo mediana das projeções. 


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do FGV IBRE caiu pelo terceiro mês consecutivo. Em setembro, cedeu 0,4 ponto, ficando em 91 pontos. Após três meses de quedas, atingiu o pior nível desde julho de 2020 (89,8 pontos).


"Apesar de uma melhora da percepção dos empresários com relação a situação atual, influenciada pela demanda externa de setores relacionados à produção de bens intermediários, isso ainda é insuficiente para que a confiança melhore no curto prazo", comenta Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.


Por Agência O Globo | Foto: Arquivo/Agência Brasil

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Setor de serviços cresce 0,5% em julho, aponta IBGE

Puxado pela alta do transporte de cargas, o volume de serviços prestados no país subiu 0,5% em julho, ante o mês anterior. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


No acumulado do ano, houve expansão de 4,5%


Em 12 meses, o setor de serviços cresceu 6%


Com o resultado, o setor opera 12,8% acima do patamar pré-pandemia


Três das cinco atividades pesquisadas ficaram no campo positivo em julho. Os serviços prestados às famílias avançaram 1%, enquanto transporte, armazenagem e serviços subiram 0,6% e outros serviços, 0,3%. No lado das quedas, os serviços de informação e comunicação recuaram 0,2%, enquanto os serviços profissionais e administrativos contraíram 1,1% em relação ao mês anterior.



Boom do e-commerce e escoamento da produção agrícola

A principal influência veio do setor de transportes dado o seu maior peso na pesquisa. O transporte de cargas, que avançou 1,4%, foi o que impulsionou o resultado. A atividade atingiu novamente o ponto mais alto da sua série histórica.


Segundo Rodrigo Lobo, uma das explicações para o crescimento da atividade de transporte rodoviário de cargas desde o pós-pandemia é a mudança de paradigma em relação ao comércio eletrônico, que teve um boom com a migração das lojas físicas para as plataformas digitais. Hoje esse fator perde para a questão agrícola, uma vez que a pesquisa de produção agrícola vem prevendo uma série de recordes de safra para o milho e a soja.


"Isso aumenta muito a demanda do transporte de cargas, tanto pelo fluxo de insumos, como os fertilizantes, quanto pelo próprio escoamento da produção agrícola" explica Rodrigo Lobo.


Já os serviços prestados às famílias avançaram em julho principalmente pela alta das receitas das empresas de restaurantes, hotéis e parques de diversão, que costumam crescer nos períodos em que as famílias saem de férias, segundo o pesquisador.



Apesar do avanço, o setor de serviços prestados às famílias segue como o único a não superar o patamar pré-pandemia. Em julho, ele operava 1,7% abaixo do nível de fevereiro de 2020, o menor distanciamento já registrado.


Já os outros serviços têm apresentado variações muito próximas da estabilidade. Segundo Lobo, do IBGE, a alta de julho foi impulsionada pelos serviços financeiros auxiliares, que é o segmento mais importante em termos de receita.


Por Agência O Globo | Foto: Marcia Foletto

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Taxa de desocupação em Pernambuco é a maior do país, aponta IBGE

A taxa de desocupação em Pernambuco entre a população de 14 anos ou mais no 2º trimestre de 2023 foi de 14,2%, a maior do país. No trimestre anterior, o estado havia ficado na segunda posição, atrás da Bahia, com 14,1%. A variação foi de 0,1% entre um período e outro, insignificante do ponto de vista estatístico. No Brasil, o índice foi de 8%. O dado atual foi divulgado nesta terça-feira (15), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 


O IBGE também divulgou a taxa de desocupação da Região Metropolitana do Recife, que foi de 16,9% no período, a maior entre as 20 regiões metropolitanas pesquisadas, e a do Recife (16,3%), também a mais expressiva entre as capitais brasileiras.


Em números absolutos, 600 mil pernambucanos procuraram emprego entre abril, maio e junho e não encontraram, uma estabilidade em relação ao trimestre anterior. Os dados são da PNAD Contínua Trimestral, divulgada nesta terça (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 


Outro dado presente na pesquisa é o aumento de 2,5% da população pernambucana fora da força de trabalho, ou seja, pessoas que não estão nem ocupadas nem procurando emprego. O percentual é equivalente a 88 mil pessoas a mais nessa situação, passando de 3 milhões e 505 pessoas no 1º trimestre deste ano para 3 milhões e 593 mil no 2º trimestre. 


Por posição na ocupação, houve uma redução de 3,9% entre a população empregada no setor privado no acumulado de abril, maio e junho, em contraste a um avanço de 67% no contingente de pessoas no setor público com carteira e de 24,8% entre as pessoas que trabalham por conta própria com CNPJ. 


Por outro lado, quando se comparam os resultados do 2º trimestre de 2023 com o mesmo período do ano passado, a PNAD Contínua mostra que houve um aumento de 8,4% no número de empregados com carteira de trabalho assinada e uma queda de 14,9% em relação ao número de trabalhadores sem carteira. 


O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos dos pernambucanos no 2º trimestre de 2023 foi de R$ 2.092, valor estável em relação ao trimestre anterior. Já na comparação com o segundo semestre de 2022, houve um crescimento de 13,5%, o equivalente a R$ 248 a mais.


A taxa de informalidade em Pernambuco foi de 48,1% no 2º trimestre de 2023, contra 48,8% no período anterior, uma variação negativa de 0,7% pontos percentuais. Com o resultado, Pernambuco assume o 11º lugar no ranking nacional. O IBGE estima que 1 milhão e 745 mil pessoas trabalham sem carteira assinada no estado. No Brasil, a taxa de informalidade é de 39,2% da população ocupada. 


“A variação do número de trabalhadores com carteira assinada e a queda de trabalhadores sem carteira, aliado ao aumento do número de trabalhadores por conta própria com CNPJ, resultaram na queda da informalidade no estado de 48,8% para 48,1%”, avalia Fernanda Estelita, gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco.


Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; trabalhador doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; trabalhador familiar auxiliar.


Do Diario de Pernambuco | Marcelo Camargo/Agência Brasil



quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Vendas do varejo em Pernambuco recuam 0,9% em junho, aponta IBGE

O volume de vendas do comércio em Pernambuco caiu 0,9% em junho, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (9) pelo IBGE. É o segundo percentual mais baixo do país, empatado com o Tocantins e à frente apenas de Minas Gerais, onde o recuo foi de 1,3%. No Brasil, o índice ficou estável.



Na comparação entre junho de 2023 e o mesmo período do ano anterior, Pernambuco registrou alta de 0,2%, próxima à estabilidade, em desempenho inferior à média brasileira (1,3%). Por outro lado, a variação acumulada do semestre no estado foi de 1,3%, igual ao índice do Brasil no período. No entanto, na variação acumulada dos últimos 12 meses (julho de 2022 a junho de 2023), o desempenho de Pernambuco voltou a ficar negativo, com retração de 1,1%, enquanto a média nacional foi de 0,9%.


Comércio varejista ampliado tem pior resultado do país em junho


No comércio ampliado, que inclui as atividades de material de construção, além de veículos, motos, partes e peças, e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (que englobam os atacarejos), Pernambuco teve o pior resultado do país, com queda de 1,8%. Por outro lado, a alta no Brasil foi de 1,2%. 


Pernambuco teve estabilidade em junho de 2023 no varejo ampliado frente ao mesmo mês de 2022, enquanto o Brasil observou alta de 8,3%. No acumulado do semestre, o volume de vendas do setor caiu 1,6% no estado; o país, por sua vez, voltou a ter desempenho positivo, com avanço de 4%. No acumulado dos últimos 12 meses, a situação se repetiu: retração em Pernambuco (-8,6%) e crescimento a nível nacional (1,1%).


Das 14 atividades comerciais e suas subdivisões investigadas pela Pesquisa Mensal do Comércio, sete tiveram alta em junho de 2023 na comparação com o mesmo mês de 2022. As com melhores resultados foram Combustíveis e lubrificantes (27,8%), Livros, jornais, revistas e papelaria (6,7%) e Hipermercados e supermercados (2,9%). Os percentuais mais baixos ficaram com Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-30,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-14,6%) e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-12,2%).


Na variação acumulada do ano (janeiro a junho), os Combustíveis e lubrificantes continuaram na dianteira, com alta de 22,6%, mas a segunda posição passou a ser ocupada pelos Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (22,6%), com Hipermercados e supermercados no terceiro lugar (3,8%). Os Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação tiveram o resultado mais baixo, com recuo de 23,2%. Na sequência estão Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-13,7%) e Tecidos, vestuário e calçados (-12,5%).


No acumulado dos últimos 12 meses, Combustíveis e lubrificantes ficaram na frente mais uma vez, com alta de 21,5%, seguidos por Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7%) e Material de construção (1,2%). Veículos, motocicletas, partes e peças (-22,1%), Tecidos, vestuário e calçados (-17,6%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-15,6%) registraram as maiores quedas percentuais.


Por: Diario de Pernambuco | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Setor de serviços no Estado apresenta crescimento de 3% em maio, aponta IBGE

Em maio de 2023, o volume de serviços em Pernambuco aumentou 3% em relação a abril, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Esse resultado posicionou Pernambuco em 11º lugar no ranking nacional, enquanto o aumento médio no Brasil foi de 0,9%.



Em comparação com o mesmo mês em 2022, a PMS registrou um avanço de 11,4% no estado, superando a média nacional de 4,7%. No acumulado de janeiro a maio, a alta em Pernambuco foi de 6,4%, também acima da média brasileira de 4,8%. Nos últimos 12 meses, de junho de 2022 a maio de 2023, houve um aumento de 8%, novamente superior ao resultado nacional de 6,4%.


Os setores de serviços de informação e comunicação se destacaram tanto na variação mensal quanto no acumulado do ano em comparação com os mesmos períodos de 2022. Entre as atividades abrangidas pela PMS, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram o maior avanço, seguidos pelos serviços de informação e comunicação, serviços profissionais, administrativos e complementares, outros serviços e serviços prestados às famílias.


Além disso, o volume de atividades turísticas em Pernambuco teve um aumento de 5,2% em maio em relação a abril, o segundo melhor resultado do país entre as 12 localidades pesquisadas. No entanto, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o crescimento foi menor, de 2,2%, enquanto a média nacional foi de 8,6%. No acumulado do ano, o crescimento em Pernambuco foi de 0,8%, inferior à média nacional de 8,4%. Nos últimos 12 meses, Pernambuco teve um aumento de 2,6%, o menor entre os estados pesquisados e o Distrito Federal, enquanto o Brasil teve um aumento de 14,5%.


Do Portal Folha de Pernambuco |  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Volume de serviços em Pernambuco recua no mês de março, aponta IBGE

Divulgada nesta terça-feira (16), a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou um recuo de 2,3% no volume de serviços em Pernambuco durante o mês de maio. O resultado estadual vai na contramão do desempenho nacional já que, no mesmo período, o Brasil registrou um avanço de 0,9%.


No estado, as maiores variações positivas ocorreram nos setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (12,0%) e serviços de informação e comunicação (11,8%). Já os demais segmentos contribuíram negativamente, as quedas foram registradas nos setores de serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,9%), serviços prestados às famílias (-7,5%) e outros serviços (-10,6%). 


ATIVIDADES TURÍSTICAS

Em março de 2023, o índice de atividades turísticas em Pernambuco apontou redução de 3,2% frente ao mês imediatamente anterior. No país, a contribuição positiva mais relevante ficou com o Paraná (2,6%), seguida por Minas Gerais (2,2%) e Bahia (1,8%).


Por: Diario de Pernambuco (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Indústria de Pernambuco recuou 2% em novembro, aponta IBGE

Pernambuco recuou 2% na indústria em novembro de 2022, comparado ao mês anterior na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE na última sexta-feira (13). Outros 4 dos 15 locais pesquisados apresentaram taxas negativas: Pará (-5,2%), Rio Grande do Sul (-1,3%), Rio de Janeiro (-0,9%) e Goiás (-0,3%). Paraná (8,5%) e Espírito Santo (7,6%) tiveram as maiores altas em novembro, com Ceará (4,3%), Mato Grosso (3,8%), Bahia (3,5%), São Paulo (3,1%), Minas Gerais (2,2%), Santa Catarina (0,3%) e Amazonas (0,1%) a seguir.


No acumulado no ano, a indústria geral em Pernambuco sofreu variação negativa (-2,3%) e as seções e atividades industriais que tiveram as maiores variações positivas foram fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (41,9%), fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (7,0%), fabricação de produtos de borracha e material plástico (4,9%) e fabricação de produtos alimentícios (3,5%). A fabricação de bebidas terminou sem variação (0,0%). Com variação negativa, a maior queda foi em fabricação de produtos têxteis (-18,5%), seguida por fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-18,4%), fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (16,6%), fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-12,9%), metalurgia (-12,1%), fabricação de produtos de minerais não metálicos (-8,7%), indústrias da transformação (-2,3%) e fabricação de outros produtos químicos (-2,1%). 


Por: Diario de Pernambuco | (Foto: Janno Nivergall/Pixabay)

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Pernambuco tem taxa de desocupação de 13,9% no terceiro trimestre de 2022, aponta IBGE

Divulgada nesta quinta-feira (17) pelo IBGE, a PNAD Contínua Trimestral apontou uma taxa de desocupação de 13,9% no terceiro trimestre de 2022 em Pernambuco. Com o resultado, o estado aparece com o segundo maior percentual do país pelo quarto trimestre seguido, permanecendo atrás apenas da Bahia que registrou desocupação de 15,1% no mesmo período. Já no  Brasil, a média ficou em 8,7%.


No entanto, como a oscilação com relação ao segundo trimestre de 2022 ficou em 0,3%, a variação é considerada dentro da estabilidade. “Esta variação na taxa de desocupação não é estatisticamente significativa, sendo considerada estabilidade”, explicou a gerente de planejamento e gestão administrativa do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita. 


Em comparação com os dados do terceiro trimestre de 2021, o resultado é positivo no estado, com queda de 5,3% nos indicadores. De agosto até outubro deste ano, a população empregada com carteira, que passou de 1 milhão e 26 mil trabalhadores para 1 milhão e cem mil trabalhadores, totalizando um avanço de 7,2%. Proporcionalmente, o estado tem 65% dos empregados do setor privado formalizados, a maior proporção do Nordeste. O outro segmento com alta foi o de empregados do setor público sem carteira, cuja alta foi de 29,2%, saindo de 117 mil para 151 mil pessoas. 


INFORMALIDADE

Segundo o levantamento, Pernambuco foi um dos cinco estados brasileiros onde a taxa de informalidade caiu no 3º trimestre de 2022. A redução no índice foi de 2,3 pontos percentuais na comparação com o trimestre anterior. Dessa forma, apesar da queda, cerca de 50,6% dos trabalhadores pernambucanos, ou seja, metade da população ocupada, exerceram atividades informais no período. Em números absolutos, o percentual equivale a 1 milhão e 875 mil pessoas. No Brasil, a taxa de informalidade é de 39,4% da população ocupada. 


O cálculo leva em consideração as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; trabalhador doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; trabalhador familiar auxiliar.


RENDIMENTO

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos dos pernambucanos no 3º trimestre de 2022 foi de R$ 1.844, valor estável em relação ao trimestre anterior, quando chegou a R$ 1.778. O mesmo ocorreu na comparação com o segundo trimestre de 2021, quando o valor era de R$ 1.863.


DESALENTO

A pesquisa também mostrou que o número de pessoas desalentadas chegou a 304 mil pessoas no 3º trimestre de 2022, o que equivale a 6,6% da população de 14 anos ou mais na força de trabalho. A população desalentada é definida como aquela que está fora da força de trabalho, que não havia realizado busca efetiva por trabalho pelas seguintes razões: não conseguir trabalho, ou não ter experiência, ou ser muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho em sua localidade e que, se tivesse encontrado trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.


Do Diario de Pernambuco - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil



segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Pernambuco é líder no índice de receita das atividades turísticas do Nordeste, aponta IBGE

Pernambuco se destacou, mais uma vez, no índice de receita das atividades turísticas de janeiro a setembro deste ano, entre os estados do Nordeste. Conforme um levantamento divulgado pelo IBGE, o estado registrou média de 113,1 pontos, garantindo liderança na região, à frente da Bahia (103,9) e do Ceará (99,8). Pernambuco também está acima da média nacional (93,3). No recorte geral, o estado pernambucano ocupa a terceira posição. 


“Esses resultados nos enchem de alegria e servem de força motriz para que possamos fazer cada vez mais para a recuperação total da atividade turística, apostando na promoção dos nossos destinos, investindo na interiorização do turismo e na capacitação profissional para bem receber visitantes de toda a parte do mundo”, comentou a secretária de Turismo e Lazer de Pernambuco, Milu Megale. O segmento do turismo representa 3.9% no PIB do Estado. 


Do Diario de Pernambuco - Casa dos Bonecos Gigantes/Olinda - Estado está à frente da Bahia e do Ceará (Foto: Arquimedes Santos)

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Setor de serviços cresce 1,7% em Pernambuco, aponta IBGE

O volume de serviços em Pernambuco subiu 1,7% em agosto, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (14). Foi o segundo mês consecutivo de alta.


Comparado a agosto de 2021, o setor de serviços no estado cresceu 13,8%, o quarto maior índice do país. No acumulado do ano, Pernambuco registrou alta de 12,7%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o avanço pernambucano foi de 12,3%.


As atividades de Serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram a maior alta em agosto, de 22,8%, em relação ao mesmo período do ano passado. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (19,4%), ficaram na segunda posição, seguidos por Serviços prestados às famílias (11,3%), Outros serviços (4,1%) e Serviços de informação e comunicação (1,8%).


Serviços profissionais, administrativos e complementares também estão em primeiro lugar na variação acumulada do ano, com alta de 20,1%. Os Serviços prestados às famílias passaram para a segunda posição, ao subirem 19,9%. Em terceiro lugar, estão Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,7%), seguidos por Outros serviços (10%), que abrange a compra, venda e aluguel de imóveis, atividades de apoio à agricultura, à pecuária e gestão de resíduos sólidos. Os Serviços de informação e comunicação ficaram próximos à estabilidade, com alta de 0,1%.


Por outro lado, no acumulado dos últimos 12 meses, os Serviços prestados às famílias ficaram na frente, com crescimento de 26,1%. Os Serviços profissionais, administrativos e complementares estão em segundo lugar (17,8%). Em seguida aparece Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (14,4%), Outros serviços (4,4%) e Serviços de informação e comunicação (1,3%).


Atividades turísticas do estado também cresceu

O índice de volume de atividades turísticas teve alta de 0,8% em em agosto comparado ao mês anterior. No país, apenas Pernambuco, Minas Gerais (3,9%) e São Paulo (0,6%) cresceram. 


Comparado ao mesmo período do ano passado, Pernambuco teve alta de 4% nas atividades turísticas. No entanto, o resultado foi o segundo mais baixo do país. Na variação acumulada do ano, o aumento para o estado foi de 24,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço foi de 29,9%. 


Por Diario de Pernambuco - Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Produção industrial pernambucana fica estável durante agosto, aponta IBGE

Pernambuco ficou com a produção industrial estável durante o mês de agosto. O Brasil, no entanto, registrou uma pequena queda, de 0,6%. O Nordeste, ao contrário, apresentou alta de 1,1%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-RG), divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (11). 


Na comparação entre agosto de 2022 e agosto de 2021, Pernambuco está em posição intermediária, em sexto lugar, com aumento de 5%; no Brasil, houve um aumento menos intenso, de 2,8%. Já a variação acumulada de janeiro a agosto em relação ao mesmo período d ano passado, apresentou retração de 3,6%, acompanhando o resultado nacional (-1,3%). A variação acumulada em 12 meses também teve variação negativa (-4,6%), assim como no Brasil (-2,7%).


Fabricação de outros veículos de transporte, exceto veículos automotores, é a categoria que mais se destaca


Metade das 12 atividades industriais pesquisadas tiveram resultados positivos em agosto, em comparação ao mesmo mês de 2021. O maior destaque ficou com a Fabricação de outros veículos de transporte, exceto veículos automotores, com alta de 123,7%. Em segundo lugar, está a Fabricação de produtos alimentícios (25,5%) e, em seguida, Fabricação de produtos de borracha e material plástico (13,6%). Já os piores resultados do período ficaram com Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-23,7%), Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-17,4%) e Fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-10,1%). 


A variação acumulada de janeiro a agosto de 2022 comparada ao mesmo período de 2021 também teve Fabricação de outros veículos de transporte na primeira posição, com avanço de 43%. Fabricação de produtos de borracha e material plástico passou para o segundo lugar, com 6,9%. As outras duas atividades em alta foram Fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (6,5%) e Fabricação de produtos alimentícios (5,3%). As quedas mais significativas ficaram com a Fabricação de produtos têxteis (-22,4%) e a Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-20,8%).


No acumulado dos últimos 12 meses, em comparação com o mesmo período do ano anterior, Fabricação de outros veículos de transporte continua na frente (41,2%), seguido pela Fabricação de produtos alimentícios (4,9%), pela Fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (2,6%) e pela Fabricação de produtos de borracha e material plástico (0,8%). 


Os setores industriais que se destacaram negativamente foram Fabricação de produtos têxteis (-25%) e Metalurgia (-19,6%).


Do Diario de Pernambuco - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Comércio perde 7,8% de empresas e reduz salários em 2020, aponta IBGE

O Brasil tinha, em 2020, 1.339.460 empresas comerciais, que somavam 1,5 milhão de lojas em todo o país. Naquele ano, o setor empregava 9,8 milhões de trabalhadores, aos quais foram pagos R$ 241,6 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



Influenciado pela pandemia de Covid-19, o resultado revela queda na comparação com os números registrados pela pesquisa anterior. O total de empresas caiu 7,8% - em 2019, foram contabilizadas 1,4 milhão de empresas no Brasil, com 1,6 milhão de lojas.


Também foi apurada redução real de salários, isto é, descontada a inflação, de 5,7%. Na PAC de 2019, havia 10,2 milhões de trabalhadores no comércio aos quais foram pagos R$ 246,4 bilhões em salários e outras remunerações.


Foi apurada queda de 9,9% no número de empresas do comércio de veículos, peças e motocicletas e de 8,7% no comércio varejista, em 2020, frente ao ano anterior. Somente o comércio por atacado apresentou elevação de 1,3% na mesma comparação. O total de unidades locais (lojas) também teve retração de 7%.


Receita


A PAC 2020 mostra que a maior parcela da receita operacional líquida - R$ 4,3 trilhões - foi gerada no comércio por atacado (47,4%), seguido do comércio varejista (43,9%) e do comércio de veículos, peças e motocicletas (8,7%). Nos dez anos compreendidos entre 2011 e 2020, o setor automotivo teve perda de representatividade, passando de 14,7% para 8,7% de participação na receita operacional líquida no período. O comércio por atacado, por outro lado, subiu a participação em 3,6 pontos percentuais, de 43,8% para 47,4%, enquanto o comércio varejista avançou 2,4 pontos percentuais (de 41,5% para 43,9%).


Dos 22 agrupamentos de atividades comerciais, os três que tiveram maior destaque na composição da receita operacional líquida, em 2020, foram os de hipermercados e supermercados (13,6%), revelando alta de 3%; o de comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes (10,1%), embora com retração de 1,1%; e o de comércio por atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo (8,5%), com aumento de 1%.


Margem


Analisando-se a margem de comercialização, que é a diferença entre a receita líquida de revenda e o custo das mercadorias revendidas, as empresas comerciais obtiveram R$ 942,7 bilhões, em 2020. Dessas empresas, a maior parcela da margem de comercialização, da ordem de R$ 511,7 bilhões, foi obtida pelo comércio varejista. Seguiram-se o comércio por atacado, com R$ 364,5 bilhões; e o comércio de veículos, peças e motocicletas, com R$ 66,5 bilhões.



As oito maiores empresas do comércio responderam, em 2020, por 8,9% da receita líquida de revenda total, o que corresponde a uma redução de 1,4 ponto percentual diante dos resultados obtidos em 2011. Essa redução de concentração foi observada nos segmentos de comércio de veículos, peças e motocicletas (de 5,3% para 3,4%), e de comércio por atacado (de 20,7% para 15,2%). Já o comércio varejista mostrou expansão da concentração de mercado em 10 anos, evoluindo de 8,8% em 2011, para 10,8% em 2020.


Dentre os 22 agrupamentos de atividades que compõem esses segmentos, destaque para o comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes (61,1%), com perda de 11,5 p.p. no indicador entre 2011 e 2020, mas ainda assim mantendo a liderança no ranking de concentração na série de dez anos da pesquisa. A segunda posição, em 2020, foi ocupada pelo comércio varejista de informática, comunicação e artigos de uso doméstico (43,2%), que subiu da terceira para a segunda posição, com aumento de 11,2 pontos percentuais  na concentração. O terceiro colocado foi o comércio por atacado de mercadorias em geral (33,7%), que apresentou pequena redução no indicador de concentração em dez anos (1,3 ponto percentual)


Regiões


A análise regional revela que a Região Sudeste teve, em 2020, a maior receita bruta de revenda do país (49,4%); número de unidades locais (47,7%); pessoal ocupado (50,7%); e salários, retiradas e outras remunerações (55,6%). O ranking permaneceu inalterado a partir de 2011 e é completado, em ordem, pelas regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte.



A sondagem aponta, entretanto, que o Sudeste foi a região que mais perdeu participação em dez anos em cada um desses componentes, com destaque para a redução de 3,5 pontos percentuais em participação na receita.


No Sudeste, a liderança fica com São Paulo (60,8%), seguido de Minas Gerais (19,1%), Rio de Janeiro (13,7%) e Espírito Santo (6,3%). Entre 2011 e 2020, o destaque foi o aumento da participação de Minas Gerais (+1,7 ponto percentual), enquanto o Rio de Janeiro perdeu representatividade (-2,1 pontos percentuais).


Em relação às atividades comerciais, embora a maior parte da receita bruta de revenda da Região Sudeste tenha se concentrado no comércio por atacado (47,6%), a PAC 2020 registrou prevalência do comércio varejista no Rio de Janeiro. Essa atividade representou 57,7% da receita bruta de revenda do estado. 


Da Agência Brasil - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil





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