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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Crédito habitacional em Pernambuco cresce 18% e atinge valor recorde de R$ 35,4 bilhões, aponta BC

O crédito habitacional destinado a pessoas físicas em Pernambuco chegou a R$ 35,4 bilhões, o maior valor da série histórica do Banco Central do Brasil (BC) em julho de 2026. O montante representa crescimento de 18% em relação aos R$ 30 bilhões registrados há um ano: segundo maior percentual do Nordeste. Ao mesmo tempo em que a carteira avançou, a taxa de inadimplência das operações caiu para 0,94%, também a menor marca da série.


Artur da Silva Figueiredo, assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, destaca que o resultado ocorre mesmo em um cenário de juros elevados, que encarece os financiamentos e aumenta o custo das operações para as famílias.


“O crédito imobiliário tem uma característica diferente de outras modalidades porque está diretamente ligado a uma necessidade de longo prazo das famílias. Mesmo em cenários de juros mais elevados, existe uma demanda que permanece, seja para aquisição da moradia, seja para substituição ou ampliação do imóvel”, explica.


O crescimento ocorre mesmo com a poupança perdendo força como fonte de recursos para o crédito habitacional. Ainda assim, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança movimentaram R$ 1,7 bilhão em Pernambuco no primeiro semestre de 2026, alta de 15,9% em comparação ao que foi registrado no mesmo período de 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).


“Nos últimos anos, a estrutura de funding do crédito imobiliário passou por uma diversificação. Além da poupança, recursos do FGTS e instrumentos como LCIs e CRIs passaram a ter uma participação importante. Isso amplia as possibilidades de captação e permite que o mercado continue atendendo à demanda por financiamento”, afirma Figueiredo.


Para o sócio da Eco Construtora, Carlos Feitosa, esses números revelam a saúde do principal motor do mercado. “O financiamento transforma a demanda reprimida em venda concreta ao diluir o valor do imóvel em parcelas compatíveis com a renda, permitindo que o cliente que hoje aluga possa se tornar proprietário. Em um mercado que ainda enfrenta um déficit habitacional elevado, o financiamento é uma ponte entre o desejo pelo imóvel próprio e a realidade financeira do brasileiro”, afirma Feitosa.


Estratégia das cooperativas de crédito


Esse movimento também aparece nas cooperativas de crédito e ajuda a explicar o avanço no estado. Em Pernambuco, a carteira imobiliária do Sicredi cresceu 65% em 12 meses, alcançando R$ 6,3 milhões em julho de 2026. A cooperativa alcançou esses números ao permitir financiar até 90% do valor de imóveis residenciais em operações com prazos de até 35 anos, seguindo um sistema de amortização constante, em que o valor das parcelas tende a diminuir ao longo do tempo. 


O crescimento do mercado também está entre as estratégias do Sicredi para os próximos anos. A instituição projeta multiplicar por mais de dez vezes sua carteira de crédito imobiliário até 2029. “O crédito imobiliário é uma operação de longo prazo e, por isso, tem potencial de gerar um relacionamento mais duradouro. O associado que contrata um financiamento pode utilizar outros produtos e serviços financeiros da instituição ao longo desse período”, explica o especialista.


A estratégia também está relacionada à captação de recursos para novas operações. No Sicredi, a expectativa é ampliar a participação do crédito imobiliário e, com isso, fortalecer o ciclo entre captação e concessão de financiamentos.


Segundo o especialista, o financiamento também pode ser utilizado por associados que pretendem adquirir imóveis residenciais como parte de uma estratégia patrimonial. “Para quem busca diversificar o patrimônio, o imóvel residencial pode ser uma alternativa de investimento. O financiamento permite preservar parte da liquidez financeira e, ao mesmo tempo, estruturar a aquisição de um bem que pode fazer parte do planejamento patrimonial e sucessório”, afirma Figueiredo.







segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Crédito rural cresce 7,7% em Pernambuco e chega a R$ 3,61 bilhões, aponta BC

Com operações realizadas por instituições públicas e privadas, agricultura familiar responde por mais da metade dos recursos concedidos no estado



O crédito rural concedido em Pernambuco chegou a R$ 3,61 bilhões nos 12 meses encerrados em julho de 2026, alta de 7,7% em relação ao mesmo período anterior (quando totalizou R$ 3,35 bilhões). O avanço foi puxado principalmente pela agricultura familiar, que recebeu R$ 1,88 bilhão por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).


Os dados são do Banco Central e reúnem operações realizadas por instituições públicas e privadas. Na comparação com o ciclo anterior, o volume destinado ao Pronaf aumentou 21%, passando de R$ 1,55 bilhão para R$ 1,88 bilhão. Com isso, o programa passou a representar 52% de todo o crédito rural concedido em Pernambuco no período.


Para Marcos Barbosa, Consultor de Negócios Agro da Central Sicredi Nordeste, a participação do Pronaf ajuda a dimensionar o peso dos pequenos produtores na movimentação do crédito rural pernambucano.


“Os números mostram que a agricultura familiar tem uma participação central no crédito rural de Pernambuco. O crescimento do Pronaf indica uma ampliação dos recursos destinados a produtores que dependem do financiamento para custeio, investimento e estruturação da atividade produtiva”, afirma o especialista.


Segundo ele, o crescimento também precisa ser observado em conjunto com as características da produção rural do Estado. “O crédito rural não representa apenas o recurso disponibilizado, mas a possibilidade de financiar etapas diferentes da produção. O comportamento das linhas mostra que há demanda tanto para a atividade produtiva quanto para aquisição de terra, armazenagem e outras estruturas”, diz Barbosa.


Fora do Pronaf, um dos maiores destaques de crescimento ocorreu no Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária), cujos recursos saltaram de R$ 21,79 milhões para R$ 62,05 milhões. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) avançou 22%, atingindo R$ 382,33 milhões. Por sua vez, o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF/FTRA), voltado ao acesso à terra e à estruturação de propriedades rurais, registrou R$ 77,03 milhões até julho de 2026.


Cooperativismo amplia crédito para o agro


No Sicredi, o crédito destinado ao agronegócio também apresenta crescimento. A cooperativa é a instituição financeira privada que mais concede crédito rural no país. Para o Plano Safra 2026/2027, o Sicredi prevê disponibilizar R$ 72,1 bilhões aos produtores rurais em cerca de 340 mil operações, 4,4% acima dos R$ 69 bilhões concedidos no ciclo anterior.


A carteira de crédito agro do sistema soma R$ 121 bilhões. A instituição também prevê R$ 13,3 bilhões para a agricultura familiar e R$ 14,6 bilhões para produtores de médio porte. Segundo os dados apresentados pelo Sicredi, pequenos e médios produtores concentram 88% das operações previstas.


Em Pernambuco, a carteira de crédito rural do Sicredi saltou de R$ 78,73 milhões em dezembro de 2024 para R$ 152,84 milhões em julho de 2026, registrando um crescimento de 94%. O apoio ao produtor inclui, além do crédito para custeio e investimento, produtos como consórcios para máquinas e equipamentos, seguros rurais, investimentos e soluções de meios de pagamento. 

“O crédito rural tem um papel que vai além do financiamento da produção. Quando o recurso chega ao produtor, ele movimenta toda uma cadeia econômica, gera renda no campo e contribui para a permanência das famílias na atividade rural. Também é um instrumento importante para a produção de alimentos e para a segurança alimentar, porque fortalece quem está diretamente envolvido na produção. Apoiar essas pessoas é também contribuir para o desenvolvimento econômico do Estado e para a sustentabilidade das comunidades rurais”, afirma Marcos Barbosa.







segunda-feira, 8 de maio de 2023

Pix bate novo recorde no número de transações com 124,3 milhões de operações diárias, aponta BC

O Banco Central anunciou nesta segunda-feira (8) um novo recorde no número de transações diárias do Pix — pagamento instantâneo brasileiro. Segundo a autarquia, foram feitas 124,3 milhões de operações de transferências e pagamentos em tempo real. Alcançado em 6 de abril de 2023, o recorde anterior era de 122,4 milhões de transações realizadas pelos usuários do Pix em um único dia. Segundo o BC, o número foi superado na quinta-feira passada (5).


No recorde anterior, de 10 de abril de 2023, as transações realizadas pelos usuários do Pix somaram R$ 62,9 bilhões, informou a autoridade monetária. Até a publicação desta matéria, não há o levantamento do volume financeiro do novo recorde.


Primeiro no ranking

Em 2022, o Pix foi o meio de pagamento mais utilizado no Brasil, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febrabran). No total, foram 24 bilhões de transações e R$ 10,9 trilhões movimentados. A ferramenta que foi lançada pela autoridade monetária, supera as operações somadas de  cartão de débito, boleto, TED, DOC e cheques.


Por: Fernanda Strickland - Correio Braziliense | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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