© 2014 - Todos os Direitos Reservados ao Blog Negócios e Informes. Tecnologia do Blogger.

Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Patrimônio do Brasil, casarão secular está definhando em Surubim

Casa-grande da Fazenda Cachoeira do Taepe
em Surubim foi erguida no fim do século 17 ou início
do 18 - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
O casarão da Fazenda Cachoeira do Taepe fica na área rural do município, no Agreste pernambucano,e representa a arquitetura rural do período colonial

A construção é simples: um casarão de taipa (paredes feitas de barro e madeira) com uma varanda central ladeada por duas escadarias de acesso ao pavimento superior na fachada principal. A idade não é certa, possivelmente remonta ao fim do século 17 ou início do 18. Certeza mesmo é que ela é rara. Representa a arquitetura rural brasileira e é um testemunho da interiorização no período colonial. Os atributos renderam o reconhecimento como patrimônio nacional, mas o título não impede o sucateamento da casa-grande da Fazenda Cachoeira do Taepe, em Surubim, no Agreste pernambucano.

Morcegos ocupam a casa-grande da Fazenda Cachoeira
do Taepe em Surubim, no Agreste de Pernambuco -
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Localizada num pé de serra a 134 quilômetros do Centro do Recife, na área rural do município, a edificação está com paredes rachadas, esburacadas e empenadas, o reboco se desprende e expõe ripas e barro, caibros do telhado estão estragados e morcegos fazem morada no patrimônio brasileiro. “Dá uma tristeza ver a casa nessa situação”, lamenta o representante comercial aposentado Hilton Paulino da Silva, 71 anos, um dos herdeiros da propriedade.

Há quase seis anos, como medida de prevenção contra desabamento, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan) fez o escoramento do casarão, por dentro e por fora. Desde então, o imóvel está coberto por uma espécie de capa protetora. “O Iphan disse que ia escorar e depois restaurar, mas fizeram só a escora, a casa está muito pior do que antes. Quando eu morava lá, todo ano eu ajeitava uma coisa”, afirma o agricultor aposentado Antônio João do Nascimento, 71, cunhado de Hilton Paulino da Silva.

Último morador do casarão, onde viveu por mais de 25 anos, Antônio João desocupou o imóvel para o Iphan providenciar o escoramento. “Não tenho esperança na obra de restauração. O Iphan disse que não tinha dinheiro e a família também não tem.” O imóvel foi construído com uma técnica comum no período colonial, a taipa de mão (pau-a-pique), na qual o barro usado para montar paredes é atirado com as mãos.

O barro, a madeira e as pedras da base do casarão foram tiradas da região, acrescenta o comerciante Mareval Silva do Nascimento, 46, filho de Antônio João. “Em todas as portas e janelas tinham trincheiras, são buraquinhos para o apoio de armas, num sistema de defesa contra ataques”, relata Mareval. A família, diz ele, participou de várias reuniões com o Iphan e as tentativas de viabilizar verba para a obra de restauração não surtiram efeito. “Infelizmente, estão levando a madeira do escoramento”, observa o comerciante.

Origem

A Fazenda Cachoeira do Taepe surgiu com a doação de terras em regime de sesmaria à família Arruda, informa a arquiteta Carmen Muraro na dissertação de mestrado defendida em 2013 no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia. No século 18, a propriedade rural tinha como base econômica a pecuária e incorporou o cultivo do algodão no século 20. Em 1920, Antônio Paulino Negrinho (1894-1973) comprou a parte da fazenda onde fica o casarão.

“Era uma propriedade muito grande, os donos dividiram as terras e venderam tudo aos poucos, meu pai era administrador da fazenda e comprou esse setor. Somos descendentes da família Arruda”, declara Hilton Paulino. Casado com uma das filhas de Antônio Paulino, o agricultor aposentado Antônio João do Nascimento mudou-se para o casarão quando a sogra faleceu, em 1988. “Passei a tomar conta”, afirma. Segundo ele, a fazenda mantém ainda hoje criação de gado e agricultura.

Professor aposentado da Universidade Federal de Sergipe e também herdeiro do imóvel, José Paulino da Silva, 76, informa que a família comunicou ao Iphan, por escrito, que não tem dinheiro para a obra. “Nós temos o projeto de restauração, elaborado por Carmen Muraro na dissertação de mestrado e temos interesse na recuperação da casa, que tem um enorme valor histórico e arquitetônico, porém, faltam a planilha de custos e os recursos”, diz.

Segundo ele, os herdeiros concordam em transformar parte do casarão num memorial para contar a história e a cultura da região, conciliando com o uso residencial. “Queremos manter a moradia, essa função preservou o imóvel até os dias atuais. O Iphan já disse que conseguir verba para a obra é responsabilidade da família. Precisamos de apoio para fazer a captação de recursos, pensamos na Lei Rouanet, mas esse caminho é muito difícil para pessoa física”, destaca José Paulino. A casa-grande é tombada desde 1981.

Pela assessoria de imprensa, o Iphan informa que “já realizou a obra de escoramento e aguarda as devidas providências por parte do proprietário, que é o responsável pela conservação do bem.

Do JC Online (Cleide Alves / cleide@jc.com.br)

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Prefeitura de Surubim faz aquisição de coleção de livros que contam a história dos municípios de PE


Conhecer a própria história constrói um presente mais firme e protege as tradições para o futuro. Com esse cuidado e preservação é que o município de Surubim adquiriu mais de 400 livros. A coleção conta com 40 edições, que contam a história dos Municípios e do Estado de Pernambuco. Uma conquista, fruto do trabalho e empenho do Conselho Municipal de Cultura, da Associação de Letras e Artes de Surubim junto à Secretaria de Educação e Cultura.

A parceria firmada com o Centro de Estudos de História Municipal de Pernambuco, na pessoa de Miguel Meira Vasconcelos, rendeu esse acervo que será disponibilizado para instituições ligadas a literatura, em breve.


Fotos: Divulgação/Reprodução
Da ASCOM Suurbim

domingo, 24 de março de 2019

Padre Luiz Gonçalves de Farias inicia elaboração de livro sobre a história de Casinhas

Foto: Divulgação/Reprodução 

Ideia é lançar a obra em julho de 2020, durante a comemoração do aniversário de 25 anos de emancipação política da cidade


O padre Luiz Gonçalves de Farias se reuniu na última quinta-feira (21) com um grupo de pessoas para apresentar um projeto pra lá de especial: a elaboração e publicação de um livro sobre a história de Casinhas. "A ideia é lançar o livro por ocasião do aniversário dos 25 anos de emancipação política de Casinhas, em julho do próximo ano. A equipe ainda está em formação e, por este motivo, todo casinhense pode contribuir com material fotográfico, relatos  e documentos sobre a história do município", explicou padre Luiz Gonçalves.

A reunião aconteceu na Câmara de Vereadores de Casinhas, com a presença de representantes do Executivo e Legislativo do município, professores aposentados, moradores, comunicadores e lideranças comunitárias. Participaram a vice-prefeita Maria Pires, o presidente da Câmara, Marcelo Andrade, a vereadora Amor de Maria Pires, a secretária municipal de Governo, Verônica Geriz, o diretor de Cultura e Evento, Falberto Leandro, o professor e blogueiro Edmilson Arruda, as professoras Ilaíse, Zefinha e Fátima, além de colaboradores como Leonardo Andrade (CMDCA), Maria de Jesus Almeida (Conselho Tutelar) e um membro do Cartório de Registro Civil da cidade. 

Ao abrir o encontro, o sacerdote fez um momento de reflexão e oração e, em seguida, foi pautado a troca de idéias e levantamento dos principais pontos que devem ser pesquisados na história do município. O livro com a história de Casinhas poderá ser materializado através de fontes escritas e orais a serem pesquisadas com a contribuição dos habitantes de Casinhas. "Portanto, quanto mais informações verdadeiras que possam ajudar na realização deste projeto, melhor. O livro deverá conter fatos culturais, religiosos, políticos e administrativos de Casinhas", ressaltou.

Do Mais Casinhas

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Em Surubim, inauguração da Praça São Marcelino Champagnant acontece próximo sábado (05)

A Prefeitura Municipal de Surubim juntamente com a Secretaria de Transporte, Saneamento e Urbanismo, tem a honra em convidar Vossa Senhoria e família a participarem da Inauguração da Praça São Marcelino Champagnant no bairro São José no dia 05 de Dezembro de 2015 às 19:00h.
Imagem: Divulgação/Reprodução
Saiba mais:
Esse espaço público fica localizado no Bairro São José, em frente da igreja dedicada ao santo que fundou a Congregação dos Irmãos Maristas. Naquele local serão colocados 33 mastros e pavilhões, dos quais 27 serão dedicados aos Estados e os outros 6 se destinarão às bandeiras do Brasil, França, Vaticano, Diocese de Nazaré da Mata, Surubim e Marista.

Além das bandeiras serão fixadas placas de inox contendo os escudos e letras dos hinos dos Estados, narrando seus respectivos históricos, os mastros e as placas serão adotados e patrocinados por famílias tradicionais da cidade. O idealizador da Igreja São Marcelino Champagnat, professor Osvaldo Leal, foi o responsável pela parceria com as famílias surubinenses. Segundo ele, "esse projeto visa estabelecer um ponto de cultura no bairro, mostrando os valores patrióticos, culturais e históricos com a proposta de resgatar a memória das famílias que construíram a história e o progresso do município".

A construção da praça, já em sua parte final, está sendo realizada através da Prefeitura de Surubim, enquanto que as pesquisas sobre as famílias têm sido levadas á frente por Edvaldo Clemente, idealizador e administrador do portal "Minha Rua Tem Memória". Com informação do Correio do Agreste / Redação


sábado, 14 de novembro de 2015

Artigo de Opinião | As raízes da violência, por José Nivaldo Junior

Imagem: Divulgação/Facebook
* José Nivaldo Junior

A cada ato de violência que comove o mundo, as pessoas se perguntam perplexas: por quê?

Desde o fim da Guerra Fria, os donos do poder no planeta tentaram impor a ideia do "pensamento único", tendo até sido aclamado como genial um ridículo conceito do fim da História. Entre outras falácias, foi decretado o encerramento da luta de classes. As guerras imperialistas, geradoras e alimentadoras do ódio entre os povos, passaram a ser apresentadas como operações profiláticas, benéficas à humanidade.

Eliminadas artificialmente as contradições que fazem parte intrínseca da natureza e especificamente do regime capitalista, os conflitos, o terrorismo, a violência episódica ou cotidiana passaram a ser quase sempre justificadas superficialmente, dificilmente explicadas e entendidas.

Nesse sentido o conhecimento regrediu. E nada mais fácil do que utilizar expressões como "incrível", "inacreditável", "insanidade" e outras do mesmo quilate quando uma violência chocante se abate sobre o mundo que se intitula civilizado.

Oscilando entre indignados e perplexos, continuamos sem saber. Afinal, por quê?

Nada justifica a violência indiscriminada, os atos de terrorismo e assemelhados. Mas eles existem. E suas raízes estão em outras formas de discriminação e violência, com as quais convivemos passivamente, sem um pingo de indignação.

As raízes dessas tragédias chocantes estão no tratamento discriminatório permanente aplicado aos imigrantes "bárbaros" pelos povos "civilizados". Estão na inércia da opinião pública ocidental perante conflitos injustos e cruéis, como os do Oriente médio, por exemplo.

As raízes estão nas intervenções militares que continuam em curso sem que praticamente ninguém, sequer o papa, faça do tema uma pauta permanente.

As raízes do terror estão na violência do dia a dia que se acumula silenciosa e de vez em quando explode com a lógica de um vulcão, um tsunami ou outro fenômeno da natureza.

A violência, pois , está incubada no corpo social. Quando é insanamente exercida pelos dominadores, é apresentada como paz. Quando expressa a revolta dos desesperados, é "terror sanguinário"

Nada justifica, repito. Mas compreender as origens e apresentar o caso como o caso é pode ser um primeiro passo.  

* Publicitário, escritor, integrante da Academia Pernambucana de Letras. 

Acompanhe-nos no Facebook


Publicidade


!

!
!
!

!

!

!

!
!
!
!
!

!
! !
!

!

Você é o Visitante:

Acessos em Tempo Real

Previsão do Tempo em Surubim

Blogs e Sites Parceiros

Arquivo do blog

Curta Nossa FanPage - Muito Obrigado!

Internautas On Line

(81) 9925.8297 // negocioseinformes@gmail.com