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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Benefícios da leitura: entenda porquê é importante ler

A leitura faz parte do nosso dia a dia, afinal passamos o dia a ler, mesmo que involuntariamente. Seja em um simples rótulo de produto, um anúncio dentro de um ônibus e até seu nome e destino ou o jornal diário. Estamos sempre exercitando a leitura. Além destas leituras triviais, a mais profunda como por exemplo a de livros, é de extrema importância para o nosso desenvolvimento pessoal, intelectual e até neurológico. Ler faz bem e, se você não tem este hábito, separamos alguns motivos para você começar agora mesmo, confira:
Faz bem para o cérebro
Ler é um exercício, assim como os exercícios físicos, mas quem se beneficia desta atividade constante é o cérebro. Se você frequenta a academia uma hora por dia, por que não ler um trecho de um bom livro durante o mesmo período? A leitura frequente ajuda a aumentar as conexões neurais, estimulando as atividades cerebrais. Ela também favorece a proteção  contra doenças como o mal de Alzheimer.
Enriquece o vocabulário
Não há uma maneira melhor de aumentar o vocabulário do que a leitura. Isso porque, quando estamos lendo nos deparamos com palavras e expressões novas que são absorvidas por nosso cérebro e serão usadas no futuro. Além disso, os livros estimulam a criatividade, afinal, ao lermos imaginamos cenários e pessoas apenas pela descrição feita pelo autor.
A junção do aumento de vocabulário com o estímulo de criatividade é fundamental para fornecer repertório para os profissionais. Principalmente, para aqueles que trabalham com a escrita e criação. 
Estimula foco e concentração
Para ler um livro é preciso foco e concentração e estas são habilidades difíceis de se conseguir nos dias de hoje em que a tecnologia está tomando conta da nossa atenção. Por isso, sempre que for ler, desligue-se. Foque apenas no livro e busque se concentrar ao máximo. Este exercício será benéfico para a sua vida, principalmente no trabalho, onde será mais fácil se dedicar integralmente a uma tarefa sem ceder às tentações. 
Promove pensamento analítico
Por conta das histórias e realidades distintas que são apresentadas por meio dos livros o pensamento analítico é desenvolvido, por fazer o leitor sair da zona de conforto e estimular reflexões e análises sobre o diferente. Também estimula a empatia e a capacidade de se solidarizar e emocionar com a situação do outro.
Melhora a memória
Para acompanhar um livro é preciso lembrar a história a partir do ponto em que parou. Caso contrário você terá de ler tudo de novo. Este exercício constante estimula o cérebro a memorizar a história, personagens e ambientes. A leitura é uma das melhores práticas para quem quer estimular a memória e é recomendada para todas as idades. 
Além de ler, estudar também é fundamental para o seu desenvolvimento pessoal e intelectual. Se você já terminou a faculdade, mas quer continuar ativo, por que não iniciar uma pós-graduação? Conheça nossos cursos de especialização e escolha o melhor para a sua carreira. 
Fonte – Blog Portal Pós

terça-feira, 15 de maio de 2018

OPINIÃO | José Nivaldo Junior nos tempos da Lava-Jato

Capa do livro, Tudo pelos Ares.
Imagem: Divulgação/Reprodução
* Por Alexandre Barros

José Nivaldo Júnior lançou recentemente seu mais novo livro, Tudo pelos Ares, Amor e Cólera em tempos de Lava Jato. Um romance com pessoas circundadas por episódios da Lava-Jato em uma trama romântica que possui um toque de surrealismo, mas com muita realidade. Narra bem relações de nossos dias e a psicologia universal do ser humano, em estória que se passa entre Recife, São Paulo e Rio de Janeiro, reproduzindo bem uma cultura de nossa época, mas com um toque romântico ao criar figuras que são fora do comum. A mulher Elisa possui beleza sem igual. JB é detentor de inteligência e habilidades de fazer inveja a personagens de José de Alencar, como os Índios Peri e Ubirajara, ou o popular João Grilo, personagem de Ariano Suassuna. O Máscara de Ferro é capaz de fazer inveja em perversidade ao Coringa, personagem de Batman. Todos eles estão envoltos em trama que cultua o Recife como todos nós pernambucanos gostamos de ver.

É um livro maduro, sem excesso de palavras como ocorre na maioria dos romances, e que prende o leitor ao longo de toda a narrativa. É envolvente. Não queremos parar de lê-lo e ficamos tristes quando acaba. Proporciona uma leitura muito deliciosa. Pode se dizer que é uma obra prima da literatura brasileira atual e que seguramente, juntamente com outros livros do autor, como O Julgamento de Deus, alçará José Nivaldo ao mais alto degrau dos escritores brasileiros. Acho que junto com José Paulo Cavalcanti Filho, ele agora se torna nome forte de nossa terra à Academia Brasileira de Letras, pois não há tantos escritores no Brasil com a qualidade desses dois pernambucanos. Os dois põem Pernambuco em destaque na literatura brasileira atual.

Quem conhece José Nivaldo sabe que ele é um amarelinho magrinho, baixinho, franzino, feio e cabeçudo (não fique com raiva não, Zé, que é só minha opinião. Pode ser que outros tenham opinião diferente). Sendo de Surubim-PE, tem um jeito desconfiado, como nossos homens do sertão e do agreste. Parece mais um personagem de Zé Lezin (Miro, pai de Vicente) ou Ariano Suassuna (João Grilo). Mas assim como nesses personagens, a inteligência e a criatividade brotam com facilidade da sua cabeça. Toda sua obra publicitária bem atesta esse fato. No romance atual, assim como n’O Julgamento de Deus, elas aparecem em cada parágrafo. A forma como ele relaciona a realidade com a fantasia é o testemunho contundente de suas revelações. Aliás, até mesmo na sua versão da realidade essas suas características brotam com muita força. A realidade segundo José Nivaldo é sempre diferente da dos demais. Mas isso não faz dela menos realidade. E é assim que ela se apresenta em Tudo pelos Ares, Amor e Cólera em tempos de Lava Jato.

Ao término da leitura, fiquei tentando imaginar como no futuro os livros escolares apresentarão José Nivaldo na história da literatura brasileira. Eles podem até argumentar que ele foi um escritor robusto, alto, forte, bonito e com a cabeça pequena. Entretanto, jamais poderão negar que foi um mestre em combinar o arcaico com o moderno, seja na forma de ver o mundo ou no próprio desenrolar das narrativas. Seguramente dirão que foi mestre em combinar o surrealismo com o realismo, como se ambos fossem parte de uma mesma existência, assim como temáticas locais com a universal, apresentando o ser humano como tendo características decorrentes do seu momento e local histórico, mas também possuindo atributos que são atemporais e universais. Com esses seus dois últimos romances José Nivaldo Júnior definitivamente carimbou seu nome para a imortalidade. E todos nós pernambucanos ganhamos com isso. Obrigado, Zé.

*Alexandre Rands Barros
Economista, PhD pela Universidade de Illinois e presidente do Diario de Pernambuco

P.S: Segue as  versões digitais do novo livro, em PDF ou e-book. Se gostar, pode compartilhar com os amigos. www.tudopelosares.com.br

terça-feira, 17 de outubro de 2017

22º BPM de Surubim não é contemplado com reforço policial, leitor faz apelo

Imagem: Divulgação/Reprodução
O assunto talvez já esteja batido demais para a pauta, porém nunca deve ser descartado pela dimensão que representa sobretudo para o cidadão: o combate à violência no Estado e no nosso município. 

No último dia 02 de outubro de 2017 foi publicado pela polícia militar a relação de distribuição dos 1500 (hum mil quinhentos) soldados recém formados, os quais foram apresentados pelo governo do Estado como um importante reforço para a segurança de nossa sociedade. Observando atentamente a referida listagem, há de se observar que o 22º Batalhão, com sede em Surubim-PE, não figura na lista dos contemplados com reforço policial. 

O Fato chama a atenção, sobretudo porque, somente no primeiro semestre deste ano, o município realizou um Fórum de Segurança Pública, uma Audiência Pública, assistiu a trágica morte de um sargento da Polícia Militar, além de ter vivido momentos de intensa violência com assaltos, arrombamentos, suscitando muitas reclamações nas redes sociais e exigindo das autoridades local ações capazes de solucionar este problema que dentre outros fatores de deve pela escassez de policiamento na região. 

Tomamos conhecimento de que o 22º BPM dispõe hoje de aproximadamente 200 policiais para guarnecer uma área que abarca 8 (oito) cidades, incluindo-se aí aqueles que fazem o serviço burocrático, cuja atuação, é precipuamente voltada para o âmbito interno da corporação. 

Diante desta informação chega a ser um tanto revoltante que os apelos e mobilizações não tenham sensibilizado o poder público local a ponto de diligenciar ao Governo do Estado, cuja gestão municipal pertence ao mesmo partido - PSB, a ponto de conseguir ao menos algumas dezenas de policiais para o Batalhão de Surubim. Outrossim, vale destacar que o município elegeu dois “filhos” da terra, um para Deputado Estadual e outro Deputado Federal, também pela legenda do atual Governo do Estado. 

Ao que nos parece esta foi mais uma bola fora da atual gestão, pois poderia ter demonstrado força política e boa vontade em buscar soluções para um dos principais problemas sociais da nossa população: a falta de segurança. Fica aqui o nosso registro e o nosso protesto, para que ações concretas sejam apresentadas e não apenas se limitem a ficar fazendo reuniõezinhas a portas fechadas para fazer de conta que estão buscando solução para a segurança do município. 

O povo de Surubim merece uma explicação, seja de seus deputados, seja do Governo do Estado, seja lá de quem for, mas precisamos compreender porque nossa força pública diminui a cada dia e pouca coisa tem sido feita para garantir a nossa segurança. 

O 22º BPM hoje tem um efetivo policial inferior ao que tinha há 10 (dez) anos atrás quando era apenas uma companhia de polícia subordinada ao 4º Batalhão de Caruaru-PE, por isso, as nossas autoridades públicas precisam levar mais a sério esta temática antes que o crime tome conta da nossa cidade definitivamente, aí sim, não haverá exército que consiga trazer a paz de volta, o Rio de Janeiro está aí para servir de exemplo. 

Fica aqui o meu apelo e protesto e o agradecimento ao site/blog, pelo espaço aberto à população para se manifestar.

Postagem opinativa enviada por um leitor do blog que pediu para não ser identificado.

Do iSurubim

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Opinião | Surubim, um assalto a cada duas horas, por Evandro Barbosa

Imagem: Divulgação/Reprodução
*Evandro Barbosa 

O dia 07 de fevereiro de 2017 entra para a história do município de Surubim-PE por ter registrado o maior índice de assaltos em um dia. Foram registrados na Delegacia do município onze (11) Boletins de Ocorrência em que pessoas foram vítimas de arrombamentos e assaltos.

A marca é preocupante, pois demonstra que os criminosos já perceberam a fragilidade em que a segurança pública se encontra no município, além do que, considerando o fato de que nem todas as vítimas sentem-se à vontade para fazer o registro de uma ocorrência desta natureza, é possível supor que o número de pessoas vítimas de assaltos e arrombamentos neste dia tenha ter sido bem maior.

A impressão que se tem é que os políticos da nossa região estão se sentindo impotentes diante desses fatos, pois, não se vislumbrou até aqui, qualquer movimentação dos nossos recém-eleitos vereadores, com requerimentos direcionados ao Governo do Estado, solicitando ações urgentes para o município, é nisto que eles devem estar empenhados, pois foram eleitos para solucionar as necessidades mais urgentes de nossa sociedade.

É falha, a desculpa de que este é um quadro que está estampado em todo o país, como de fato o é, porém, cada um de nós tem que fazer a sua parte, cumprir o seu papel. Por isso, faz-se necessário que alguma ação emergencial seja tomada, ainda que pela sociedade organizada, vez que os nossos representantes não sinalizam qualquer intenção de buscar saídas para este problema.

Não é de hoje que este blog chama a atenção da população e das autoridades públicas para o caos da segurança que se instalou em nosso município, inclusive já estamos dando andamento na organização do I Fórum de Segurança Pública de Surubim, visando trazer a população para debater junto às autoridades do município o tema de maior relevância social para a nossa população nos últimos tempos: Segurança Pública.

Imagem: Divulgação/Reprodução: 22º BPM
É preciso observar que existe uma passividade quanto ao tema, de tal modo que, o Excelentíssimo Governador do Estado esteve neste município e ninguém o quis incomodar com a temática, ainda que fosse para fazer propaganda do governo, uma vez que recentemente foram entregues ao 22º BPM em Surubim, quatro motos novas para utilização do policiamento motorizado – ROCAM.

Também é de se registrar que o mesmo evitou, em Surubim-PE, falar da segurança pública, é o velho ditado de não tocar na ferida porque ela inflama mais. E assim a segurança pública passou despercebida na sua visita ao município, a não ser pela quantidade de policiais que faziam a segurança do governador.

Neste sentido, tem se observado que cresce a cada dia a criminalidade no município e não adianta culpar a polícia, por que certas situações vão muito além da capacidade destes profissionais, sobretudo, quando se observa que na medida e que se assistiu ao crescimento populacional do município, não se tem qualquer notícia de aumento do efetivo policial. Assim, se a criminalidade cresce é preciso que se aumente o número de policiais para fazer a segurança local.

A população precisa de segurança, isto é um fato, porém a cada dia se encontra mais desprotegida, chegando a imaginar que não há policiamento na cidade, pois os que estão nas ruas, não conseguem atender toda a demanda que o município hoje exige. Há poucos policiais para muitas ocorrências.

*Evandro Barbosa é Bacharel em Direito, Pós graduando em Direito Penal e Direito Penal Militar, Cabo da Policial Militar e Editor no Blog Nossa Terra Surubim


sábado, 14 de novembro de 2015

Artigo de Opinião | As raízes da violência, por José Nivaldo Junior

Imagem: Divulgação/Facebook
* José Nivaldo Junior

A cada ato de violência que comove o mundo, as pessoas se perguntam perplexas: por quê?

Desde o fim da Guerra Fria, os donos do poder no planeta tentaram impor a ideia do "pensamento único", tendo até sido aclamado como genial um ridículo conceito do fim da História. Entre outras falácias, foi decretado o encerramento da luta de classes. As guerras imperialistas, geradoras e alimentadoras do ódio entre os povos, passaram a ser apresentadas como operações profiláticas, benéficas à humanidade.

Eliminadas artificialmente as contradições que fazem parte intrínseca da natureza e especificamente do regime capitalista, os conflitos, o terrorismo, a violência episódica ou cotidiana passaram a ser quase sempre justificadas superficialmente, dificilmente explicadas e entendidas.

Nesse sentido o conhecimento regrediu. E nada mais fácil do que utilizar expressões como "incrível", "inacreditável", "insanidade" e outras do mesmo quilate quando uma violência chocante se abate sobre o mundo que se intitula civilizado.

Oscilando entre indignados e perplexos, continuamos sem saber. Afinal, por quê?

Nada justifica a violência indiscriminada, os atos de terrorismo e assemelhados. Mas eles existem. E suas raízes estão em outras formas de discriminação e violência, com as quais convivemos passivamente, sem um pingo de indignação.

As raízes dessas tragédias chocantes estão no tratamento discriminatório permanente aplicado aos imigrantes "bárbaros" pelos povos "civilizados". Estão na inércia da opinião pública ocidental perante conflitos injustos e cruéis, como os do Oriente médio, por exemplo.

As raízes estão nas intervenções militares que continuam em curso sem que praticamente ninguém, sequer o papa, faça do tema uma pauta permanente.

As raízes do terror estão na violência do dia a dia que se acumula silenciosa e de vez em quando explode com a lógica de um vulcão, um tsunami ou outro fenômeno da natureza.

A violência, pois , está incubada no corpo social. Quando é insanamente exercida pelos dominadores, é apresentada como paz. Quando expressa a revolta dos desesperados, é "terror sanguinário"

Nada justifica, repito. Mas compreender as origens e apresentar o caso como o caso é pode ser um primeiro passo.  

* Publicitário, escritor, integrante da Academia Pernambucana de Letras. 

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