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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Dia da Surdez: o perigo dos fones de ouvido

O uso de fones de ouvido é uma das causas da perda
de audição, muitas vezes permanente.
Imagem: Divulgação/Reprodução
Já não é novidade que os fones de ouvido podem ser muito prejudiciais à audição, podendo inclusive chegar a causar perda auditiva severa, e até mesmo permanente. E é verdade também que eles são uma realidade, fazem parte do habitual, principalmente entre os jovens. Então, como usá-los?

Não são os fones, apenas, os vilões desta história. Quando o uso indiscriminado deles é somado a outros ruídos do cotidiano, os danos chegam a ser mais severos, e, muitas vezes, irreversíveis. Porém, o uso tornou-se praticamente indispensável no dia a dia de muitos. E é um alento saber que é possível frear as consequências do uso e diminuir a possibilidade e a extensão do agravo da perda auditiva.  

Segundo a Dra. Savana Cavalcanti, do corpo de Otorrinos do HOPE, a relação de causa e efeito está diretamente ligada à intensidade do ruído e o tempo da permanência no uso. Recomenda-se, por exemplo, que os aparelhos sonoros estejam com volume na metade da graduação máxima, regra que já minimiza futuros prejuízos à audição. Isso representa, em média, 80 decibéis, altura considerada tolerável, que permite o uso seguro por até oito horas por dia. Quanto maior o volume, menor deve ser o tempo de exposição do receptor. O que, de fato, não acontece. 

Como tudo em exagero é danoso, essa regra também se aplica ao problema da surdez relacionada ao uso dos headphones. “Ninguém precisa deixar de utilizar os aparelhos. Mas recomenda-se o respeito às “normas” de exposição - o som deve ser o menos intenso possível. E que seja intervalado, porque a gente já vive em ambientes muito barulhentos”, indica a especialista. Este “repouso auditivo” também serve para exposição sonora externa, como por exemplo, em shows musicais. “Sabe aquela sensação de zumbidos auditivos? Em longo prazo, a depender da quantidade de exposição ao ruído, ele torna-se frequente e, possivelmente, constante”, finaliza.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cuidado com os olhos durante o São João é crucial para preservar a visão

Imagem: Divulgação/Reprodução
Além da fumaça, que irrita os olhos, os fogos e cinzas podem causar danos permanentes à visão.

Fogueiras e fogos de artifício são parte da tradição junina. Porém, junto com o tempo instável comum à época, podem agravar problemas respiratórios, auditivos e, claro, de visão. Até quem normalmente não tem problemas relacionados à alergia e irritação dos olhos sofre com a intensa fumaça e pode ser vítima de queimaduras. De acordo com o médico oftalmologista Dr. Lúcio Maranhão, do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), a incidência de problemas na visão aumenta em cerca de 30%. "É preciso ter cuidado com as cinzas que saem das fogueiras e podem atingir os olhos, causando irritação ocular, olho vermelho e traumas mais graves, como queimaduras oculares", explica.

As queimaduras oculares, por exemplo, chegam a aumentar 10%, variando desde queimaduras e traumatismos, até danos permanentes à visão. A córnea e a pálpebra são os locais mais acometidos. Um dos fatores que mais causam acidentes é o fato de as pessoas se aproximarem para tocar nos fogos que não explodiram. Esses estilhaços podem perfurar o globo ocular causando destruição de tecidos e comprometendo seriamente a visão. Até o aparentemente inofensivo traque de massa é capaz de causar lesão à córnea. Para esses casos, a dica é jamais se aproximar dos explosivos, além de acompanhar as crianças na hora de manipular os fogos.

"É importante observar a data de validade e o certificado de garantia dos explosivos, seguir atentamente as instruções do fabricante, não permitir que as crianças façam uso dos fogos sem supervisão de um responsável, nunca segurar os fogos com as mãos e jamais associar bebida alcoólica ao uso de explosivos", alerta Dr. Lúcio Maranhão. Em caso de queimadura, o procedimento correto a se fazer é lavar imediatamente os olhos com água limpa e corrente.

De acordo com Lúcio Maranhão, após o cuidado inicial, faz-se necessário uma avaliação de emergência com o oftalmologista para averiguar a extensão do dano e iniciar o tratamento específico, clínico ou cirúrgico. "Vale atentar que a rapidez do socorro é de extrema importância, pois às vezes a demora em socorrer a vítima é fator determinante para que ocorra a perda da visão", aconselha.

Da Assessoria

quarta-feira, 25 de maio de 2016

26 de maio: Dia Nacional do Combate ao Glaucoma

Imagem: Divulgação/Reprodução
O Glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Informação que se justifica muito por dois motivos: a doença geralmente só é tratada quando a perda parcial da visão já foi instalada e, além disso, mesmo com o diagnóstico efetivado, a não adoção dos cuidados básicos de tratamento podem agravar o quadro. No Brasil, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia afirma que existem quase 2 milhões de portadores, sendo que metade deste total desconhece estar com o problema. Visando educar, combater e reverter essa realidade, o dia 26 de maio é marcado como o Dia Nacional do Combate ao Glaucoma.

O oftalmologista Arthur Frazão, do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), destaca a importância de fazer exames periódicos para prevenir os efeitos causados pela doença. O grande problema é que a primeira indicação do glaucoma – perda gradativa da visão – aparece tardiamente, às vezes quando já não é possível fazer nada para evitar a cegueira. “Um sintoma precoce é o encurtamento da visão periférica. No entanto, a maioria das pessoas não percebe isso sem um exame específico. Sinais como embaçamento da visão e aparecimento de manchas de defeito do campo visual, por exemplo, levam bastante tempo para serem percebidos”, afirma. O diagnostico deve ser feito, então, com consulta rotineira ao oftalmologista. Alguns indivíduos precisam ter mais atenção ao problema por serem mais suscetíveis, como pessoas com histórico de glaucoma na família, portadores de pressão intraocular elevada, descendentes de africanos, diabéticos, hipertensos e portadores de miopia.

Quanto ao tratamento, algumas informações são fundamentais: não há cura, mas é possível controlar a pressão ocular com colírios ou comprimidos. “O objetivo é estacionar a progressão da doença, mas é fundamental que o paciente observe e siga atentamente as prescrições médicas, com o uso regrado destes medicamentos”, informa Dr. Arthur. Afinal, uma vez detectado, o glaucoma deve ser tratado durante toda a vida. Quando os colírios não baixam a pressão intraocular adequadamente e o paciente esta progredindo na perda visual, o recurso pode ser uma aplicação com laser ou cirurgia para abrir os canais de drenagem. Uma delas, com que o HOPE trabalha, é o Implante Express, que consiste na implantação de uma válvula para drenagem do líquido intraocular.

“Existem mais de quarenta tipos de glaucoma, porém o mais frequente é o de ângulo aberto, também conhecido por crônico, que representa aproximadamente 80% dos casos. O glaucoma neovascular, por sua vez, cujo maior índice é em pacientes com diabetes mellitus, é o mais difícil de tratar, pois apresenta pressões intraoculares muito elevadas”, esclarece o profissional, ressaltando que em 2014 foram diagnosticados, no HOPE, 17.760 pacientes com glaucoma e, em 2015, surgiram 9.098 casos suspeitos, totalizando 23.057 pacientes diagnosticados com glaucoma.

O que é o glaucoma? Trata-se de uma doença que danifica o nervo óptico podendo levar a perda parcial ou total da visão. À medida que este nervo é danificado, áreas cegas vão se desenvolvendo da periferia para centro da visão. É uma obstrução da passagem do humor aquoso, que não consegue sair do olho. A consequência é o aumento da pressão intraocular. Problemas no cristalino, trauma, diabetes  e drogas podem levar à doença.

Da Assessoria

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