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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Banco Central afirma que incertezas para a economia diminuíram

Foto: Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil
Após as eleições, o Banco Central destacou que diminuíram as incertezas para a economia brasileira, com redução de preços de ativos, como o dólar. A afirmação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgada nesta terça-feira (6), em Brasília. Na última semana, o comitê decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano.

“Essa diminuição de incertezas contribuiu para redução do grau de assimetria no balanço de riscos para a inflação. Não obstante essa melhora, os membros do Copom concluíram que os riscos altistas para a inflação seguem com maior peso em seu balanço de riscos”, diz a ata.

o “balanço de riscos”, o Copom considera que o nível de ociosidade elevado da economia pode reduzir a inflação. Por outro lado, “uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira” pode elevar a inflação. “Esse risco se intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes [como o Brasil]”, acrescentou.

Conjuntura
Na ata, o Copom avaliou ainda que a conjuntura recomenda flexibilidade para a condução da política monetária (definição da taxa Selic). Por isso, optou por não sinalizar qual será seu próximo passo em relação à Selic.

“Os membros do Copom reforçaram a importância de enfatizar seu compromisso de conduzir a política monetária visando manter a trajetória da inflação em linha com as metas. Isso requer a flexibilidade para ajustar gradualmente a condução da política monetária quando e se houver necessidade”, destaca.

Segundo a ata, a inflação acumulada em 12 meses deve subir e atingir seu pico por volta do segundo trimestre de 2019. “A partir de então, a inflação acumulada em 12 meses deverá recuar ao longo do resto de 2019, em direção à meta”, acrescenta. A meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, é 4,5% este ano. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Cotação do dólar
O Copom também avaliou o repasse da variação da cotação do dólar para os preços da economia. De acordo com a ata, “com exceção de alguns preços administrados, o nível de repasse tem se mostrado contido”.

“[Os membros do Copom] ponderaram, entretanto, que a intensidade do repasse de movimentos no câmbio para a inflação depende de vários fatores, como, por exemplo, o nível de ociosidade da economia e da ancoragem das expectativas de inflação”, diz a ata. O Copom é formado pelos diretores e presidente do BC, Ilan Goldfajn. Eles são os responsáveis por definir a taxa Selic.

Essa taxa é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. 

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da taxa básica de juros indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Juros: Taxas futuras acompanham alta do dólar, com exterior e eleição

Foto: reprodução/Pixabay
Os juros futuros operam em alta firme nesta manhã, acompanhando a jornada do dólar ante real e outras moedas. O pano de fundo é a cautela com o cenário eleitoral nesta segunda-feira de feriado nos Estados Unidos.

Segundo um operador, é negativa a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de não impedir que o PT use a figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha. Ele poderá aparecer como "cidadão apoiador" por um tempo máximo de 25% do período de propaganda. Em sua decisão, o tribunal rejeitou a candidatura de Lula à Presidência. Por conta disso, também determinou que o petista não apareça no programa eleitoral na condição de candidato. O PT tem até o dia 11 de setembro para apresentar o nome do substituto de Lula, que deve ser o candidato a vice pelo PT, Fernando Haddad. Caso o nome do ex-prefeito seja confirmado, o partido deverá indicar a deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila, do PCdoB.

Às 10h03, o DI para janeiro de 2020 estava em 8,80%, de 8,67% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2021 marcava 9,94%, de 9,81%, enquanto o vencimento para janeiro de 2023 exibia 11 51%, de 11,39% no ajuste anterior.

Da Agência Estado

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