Valor estimado é 4,8 vezes maior que o piso nacional em vigor desde janeiro deste ano
O estudo é divulgado mensalmente e utiliza como referência o custo da cesta básica nas capitais pesquisadas, além do que determina a Constituição Federal sobre o salário mínimo. Pela legislação, a remuneração deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência social.
Para chegar ao valor considerado ideal, o Dieese toma como base a cesta básica mais cara entre as 17 capitais monitoradas. Em maio, São Paulo voltou a registrar o maior custo. A partir desse indicador, o departamento estima quanto seria necessário para manter uma família composta por dois adultos e duas crianças.
A diferença entre o salário mínimo oficial e o valor calculado pelo Dieese decorre dos critérios utilizados para o reajuste do piso nacional. Atualmente, o governo federal adota uma política que considera a inflação acumulada no ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, mecanismo retomado em 2023 para garantir aumento real da remuneração.
Embora o salário mínimo tenha sido reajustado para R$ 1.640 em janeiro de 2026, o levantamento indica que o rendimento ainda está distante do necessário para atender às despesas essenciais previstas na Constituição.
Na avaliação do Dieese, a diferença entre o piso nacional e o salário mínimo estimado evidencia as dificuldades enfrentadas por grande parte das famílias brasileiras para arcar com os custos básicos do dia a dia, servindo como um indicador do poder de compra dos trabalhadores diante da realidade econômica do país.
Por Folha de Pernambuco























