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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Número de pessoas físicas investindo em bolsas cresce 89% em 12 meses

A baixa recorde da Selic está empurrando recursos da renda fixa
para o mercado de ações. Número de pessoas físicas cresce 89%
em 12 meses e está perto de superar 1,5 milhão (C&A/Divulgação)
O presidente da bolsa de São Paulo, a B3, Gilson Finkelsztain, mal celebrou a marca de 1 milhão de investidores na bolsa, no primeiro trimestre, e já prepara uma nova festa. Menos de seis meses depois de ultrapassar aquela marca histórica, nos próximos dias ela deve chegar, segundo ele, a 1,5 milhão de pessoas físicas que investem diretamente em ações.

A afirmação, feita durante a abertura de capital da rede varejista C&A, dias atrás, deverá ser confirmada até o fim da próxima semana. Em setembro, a bolsa atingiu 1,441 milhão de investidores, um avanço de 89% em 12 meses, período em que as ações listadas no Ibovespa tiveram alta de quase 30%.

“Diante de um cenário de juros baixos, esse movimento é explicado pela necessidade de buscar alternativas mais rentáveis para o dinheiro”, disse o executivo durante o evento. “O cenário de manutenção de juros baixos pelo menos nos próximos dois anos, além da entrada na bolsa de nomes conhecidos do grande público, como a C&A, ajudam a popularizar o investimento em ações”. Ontem, a bolsa de São Paulo atingiu novo recorde, com alta de 0,54%, aos 108.779 pontos.

Historicamente, as altas taxas de juros no país desencorajam o risco, com altas rentabilidades de renda fixa. Com isso, os juros nominais e reais se tornavam obstáculos ao avanço da bolsa de valores. Na última semana, após a 226ª reunião, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros em meio ponto percentual. Agora, o índice está em 5% ao ano – o menor valor da série histórica do Banco Central, iniciado em 1986.

De acordo com o economista Rodrigo Assumpção, especialista em planejamento financeiro da corretora Planejar, as aplicações na bolsa estão atraindo investidores de longo prazo. “Investimentos mais longos tendem a ter rentabilidade mais atraente”, afirma. “Mas o investidor que busca retorno de curto prazo corre o risco de entrar na alta e sair na baixa, por conta da euforia do momento”.

Ao comparar a renda fixa com o mercado de ações, a bolsa está em desvantagem. Nas últimas duas décadas, considerando uma taxa de juros que espelha a Selic, o CDI acumula uma elevação de 1.053%, contra 816% do Ibovespa. Já nos últimos três anos, o CDI avançou 25,7%, enquanto a bolsa teve alta de 65,15%. “Quanto mais a Selic cair e se mantiver em patamares baixos, como atualmente, mais sedutora será a bolsa de valores”, disse o analista de investimento da corretora EPG, Fernando Santacruz.

Tesouro 
Uma das modalidades mais procuradas de renda fixa, o Tesouro Selic deve ser um dos mais afetados por esse ambiente de juros baixos. Com possibilidade de cair dos atuais 5% ao ano para 4,5% até dezembro, o título mais procurado se assemelha ao retorno da poupança. De acordo com os dados do Tesouro, em setembro os títulos indexados à Selic foram os mais procurados na plataforma, com participação de 50,2% nas vendas. “Muitos continuam acreditando uma reviravolta da inflação e dos juros, mas esse é um cenário cada vez mais improvável no médio prazo”, disse o economista Mario Mantovani.

O segundo título mais vendido no Tesouro Direto em setembro, com participação de 30,5% do total, foi o Tesouro IPCA, e o terceiro, com 19,2%, o Tesouro Prefixado. O Tesouro IPCA oferece um rendimento híbrido, formado por juro real prefixado e correção monetária pela variação da inflação oficial no período calculada pelo IPCA. O Tesouro Prefixado é um título que embute juro prefixado (juro mais correção monetária), no qual o investidor só vai ter retorno se a inflação no período ficar abaixo do rendimento prefixado. Os rendimentos do Tesouro IPCA e do Tesouro Prefixado também têm passado por seguidos cortes, na esteira da redução da Selic.

A maior rentabilidade do mercado de ações na comparação com a renda fixa não significa que todos devem apostar tudo na bolsa, diz o agente de investimentos Fábio Fonseca Filho. Para ele, o ideal é manter a diversificação entre renda fixa e renda variável, limitando as ações em até 20% do capital.

Para quem é iniciante, o especialista sugere fundos de ações passivos, chamados de Exchange Traded Funds (ETFs), que têm como referência de rentabilidade determinado índice, como o Ibovespa. Dados recentes do Boletim Focus, do Banco Central, indicam que o mercado projeta uma inflação de 3,29% pela variação acumulada do índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2019, com uma Selic de 4,5%. Para 2020, estima uma inflação de 3,6% e Selic em 4,5% ao ano. Nas projeções da XP Investimentos, no entanto, o BC já mira Selic de 4,25%. Continue lendo, clique AQUI!

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