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domingo, 17 de maio de 2026

Pernambuco tem a segunda maior taxa de desemprego do Brasil, diz IBGE

(Tânia Rego/Agência Brasil)
A taxa de desocupação, conhecida popularmente como taxa de desemprego, em Pernambuco é a segunda maior do país no primeiro trimestre de 2026. O índice no estado foi de 9,2%, mesmo valor registrado pela Bahia e por Alagoas. A maior taxa entre os estados brasileiros foi no Amapá (10%).


Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O percentual de pessoas desempregadas em Pernambuco está acima do índice nacional, que ficou em 6,1% no trimestre, sendo menor taxa de desocupação para um primeiro trimestre desde 2012, quando começou a série histórica da Pnad Contínua. A pesquisa aponta ainda que em 12 estados o desemprego ficou abaixo da média nacional, com destaque para Santa Catarina, único abaixo do patamar de 3%.


Pelos critérios do IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. Os agentes do instituto visitaram 211 mil domicílios em todo o país.


Em relação ao percentual de empregados com carteira assinada no setor privado, Pernambuco está abaixo da média nacional. Enquanto no país o índice é de 74,7%, no estado apenas 63,4% possuem carteira assinada. A unidade da federação com maior percentual foi Santa Catarina (86,7%), já o menor foi registrado no Maranhão (53,4%).


O cenário se repete com o percentual de pessoas ocupadas por conta própria. A taxa do Brasil é de 25,5% e a de Pernambuco, 24,5%. O maior percentual foi registrado no Maranhão (34,1%) e o menor, no Distrito Federal (16,7%).


Do Diario de Pernambuco








segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Índice de pessoas com emprego aumenta no estado, mas não atinge patamar de 2012, diz IBGE

(Marcelo Casal Jr./Agência Brasil)

Dados divulgados, nesta quarta (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que houve aumento na taxa de pessoas com trabalho, em Pernambuco, entre 2023 e 2024



Dados divulgados, nesta quarta (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que houve aumento na taxa de pessoas com trabalho, em Pernambuco, entre 2023 e 2024.


No entanto, mesmo com esse aumento, o índice de ocupação não chega ao patamar de 2012.


Os indicadores estruturais do mercado de trabalho em Pernambuco integram a “Síntese dos indicadores sociais”.


Dados


Ainda segundo o IBGE, os dados revelaram que a população em idade de trabalhar atingiu 7.667,3 mil pessoas. Isso representa um crescimento em relação aos 7.581,7 mil observados em 2023.


A força de trabalho foi estimada em 4.292,9 mil pessoas.


Isso indica uma taxa de participação de 56,0%, que é superior à registrada no ano anterior (54,5%). O instituto informou também que a população ocupada alcançou 3.825,5 mil pessoas.


O nível de ocupação ficou em 49,9%, que é superior ao percentual de 47,2% verificado em 2023.


“Esse avanço indica recuperação do emprego, embora ainda abaixo do nível de 2012 (início da série histórica da PNAD Contínua), quando o indicador era de 50,4%”, informou o IBGE.


Ocupações


Na população ocupada, 1.768,5 mil pessoas estavam em trabalhos formais. A taxa de formalização ficou em 46,2%, igual à de 2023, mas inferior à de 2012 (47,6%).


“Essa estabilidade na formalização, mesmo com aumento da ocupação, mostra que parte do crescimento ocorreu em postos informais. Já a população desocupada foi estimada em 467,4 mil pessoas, correspondendo a uma taxa de desocupação de 10,9%, redução considerável frente aos 13,5% do ano anterior”, acrescentou o IBGE.


O instituto ponderou que essa “melhora nas condições de absorção de mão de obra” não atinge patamar melhor que o observado em 2012, quando a desocupação no estado foi de 9,3%.


Do Diario de Pernambuco





quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Pernambuco apresenta queda de produção na safra de setembro, diz IBGE

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Pernambuco está entre os estados que apresentaram variações absolutas negativas, com -2.909 toneladas em setembro



Pernambuco esteve entre os estados que apresentaram variações absolutas negativas na produção, com -2.909 toneladas em setembro. A previsão foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (14). 




Junto a Pernambuco estão Bahia (-43 325 t), Ceará (-39 757 t), Maranhão (-37 141 t), Rio Grande do Sul (-28 785 t), Acre (-4 826 t), Pará (-2 577 t), Rio Grande do Norte (-1 563 t), Espírito Santo (-1 353 t) e Alagoas (-265 t).


No Brasil, no último mês, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 341,9 milhões de toneladas, 16,8% maior do que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas). A área plantada deve crescer 3,3% em relação ao ciclo anterior, sendo estimada em 84,4 milhões de hectares na temporada 2025/26. 


Números nacionais


A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Centro-Oeste (21,6%), Sul (9,5%), Sudeste (16,8%), Nordeste (8,3%) e Norte (22,5%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos na produção a Região Norte (1,3%), a Sul (0,1%), a Centro-Oeste (0,2%) e a Sudeste (0,1%). A Região Nordeste apresentou declínio (-0,3%).


Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (7,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,5% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,4%), Sul (25,1%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,5%)


Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 175,7 milhões de toneladas (51,4%); Sul, 85,8 milhões de toneladas (25,1%); Sudeste, 30,1 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 28,0 milhões de toneladas (8,2%) e Norte, 22,3 milhões de toneladas (6,5%).


Pernambuco


FEIJÃO (em grão) – Um dos principais declínios em setembro com relação ao mês anterior, foi observado na estimativa de produção em Pernambuco (-13,8%).


MANDIOCA (raízes) – Em Pernambuco foi verificado um declínio de - 0,4%. Os maiores crescimentos da produção em relação ao mês anterior foram informados por Roraima (5,4%), Pará (1,0%), Rio Grande do Norte (70,6%) e Minas Gerais (11,7%),


MILHO 1ª SAFRA – Houve quedas da produção no Tocantins (-2,1%), no Maranhão (-0,5%), no Ceará (-6,5%), no Rio Grande do Norte (-1,6%). Pernambuco aparece com -2,3%.


MILHO 2ª SAFRA - Variações negativas em Pernambuco (-2,0%).


TOMATE - Variações positivas da produção de tomates em Pernambuco com 2,3%. No resto do Nordeste, houve saldo positivo também em Alagoas (0,1%) e Ceará (0,3%), devido à expansão da área colhida (0,6%).


Do Diario de Pernambuco





segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Pernambuco registra crescimento na pecuária e posição de destaque em galináceos em 2024, diz IBGE

Pernambuco registra crescimento na pecuária e posição de destaque em galináceos em 2024, diz IBGE


strou crescimento nas produções de leite, ovos e mel e também alcançou o maior número de galináceos do Nordeste no ano passado, com posição elevada também a nível nacional. Os dados foram divulgados na Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2024, divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Segundo o IBGE, todos os produtos avaliados no estado apresentaram aumento tanto em quantidade quanto em valor. Entre os produtos, o que apresentou maior volume de produção em 2024 foi o leite, com 1.456.807 mil litros, valor maior que os 1.333.922 mil litros registrados em 2023. Entre os estados com maior destaque na produção leiteira do estado estão Itaíba (126 mil), Buíque (102 mil) e Pedra, com 93 mil litros.


Em relação ao valor da produção, o leite também liderou em 2023 e 2024, atingindo R$ 3.290.517 mil em 2024, maior que os R$ 2.680.673 mil registrados no ano anterior. Nesse aspecto, o menor valor foi registrado para o mel de abelha, que passou de R$ 16.131 mil em 2023 para R$ 22.891 mil em 2024.


Já o menor volume observado no levantamento foi o de ovos de codorna, que obteve

27.084 mil dúzias em 2023 e 30.390 mil dúzias em 2024.


Crescimento


De acordo com os dados do Instituto, o mel de abelha foi o destaque percentual, com crescimento de 34,7% em quantidade e 41,9% em valor. O leite teve crescimento de aproximadamente 9,2% em volume e 22,7% em valor. Os ovos de galinha cresceram cerca de 22% em quantidade e 22,1% em valor. Já os ovos de codorna aumentaram 12,2% em volume e 9,7% em valor.


Para o IBGE, os índices representam uma tendência positiva na produção animal do estado, com destaque para o mel de abelha, que registrou o maior crescimento proporcional tanto em volume quanto em valor.


Tamanho de rebanhos


Pernambuco ocupou a maior posição em rebanho de galináceo no Nordeste e a sétima posição a nível nacional, com o total de 68 milhões (em cabeças). Além disso, o estado também se destacou pelo efetivo de cabeças de galinhas (16.261.648) de ovinos (3.940.562), caprinos (3.417.381) e bovinos (2.653.403). Já o menor rebanho registrado no estado em 2024 foi o de bubalino, com 10.916 cabeças.



Aquicultura


Já em relação a aquicultura, a pesquisa avaliou que a tilápia foi o produto com

maior volume de produção, registrando o total 31.735.746 kg. Já o menor volume foi registrado para o tucunaré, com 1.900 kg.


A tilápia também liderou o valor de produção com R$ 414.669 mil, e o menor valor foi

atribuído ao tucunaré, com R$ 25 mil. Já em relação aos produtos com maior produção em 2024 (tilápia, camarão e larvas e pós-larvas de camarão), o IBGE observou que a tilápia teve um leve aumento em relação a 2023 (430.514 kg).


Por outro lado, o camarão apresentou queda de 6.910.120 para 6.559.718 kg. Já em relação às larvas e pós-larvas de camarão, que não tiveram produção registrada em 2023, em 2024, apresentaram 220.000 milheiros.


Já em relação aos três produtos com maior valor de produção em 2024, a tilápia teve um acréscimo de R$ 15.826 mil em relação ao ano anterior. Já o camarão sofreu queda de R$ 143.800 mil para R$ 133.748 mil. Os alevinos registraram crescimento de R$ 6.360 mil em 2023 para R$ 9.024 mil em 2024 (41,9%).


Do Diario de Pernambuco




terça-feira, 26 de agosto de 2025

Pernambuco tem 90 homens para cada 100 mulheres, diz IBGE

Foto: Reprodução Internet

Apenas duas faixas etárias têm população masculina maior do que a feminina. Maior proporção de mulheres é entre idosos



Em Pernambuco, há 90 homens para cada 100 mulheres. As mulheres representam 52,7% da população do estado, enquanto os homens correspondem a 47,3%.


Os dados foram divulgados na última sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentro da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2024.


Os números mostram que Pernambuco tem 4,994 milhões de mulheres e 4,487 milhões de homens.


É uma população total estimada em 9,481 milhões de habitantes, segundo o IBGE.


Pernambuco tem, proporcionalmente, menos homens do que o Brasil. No país, em média, são 92 homens para cada 100 mulheres. 


Os recortes por faixas etárias em Pernambuco mostram que quanto mais velha a população, maior a proporção de mulheres.


Na população idosa, por exemplo, há 72 homens para cada 100 mulheres com 60 anos ou mais.


Entre crianças de 0 a 4 anos, mostra o IBGE, são 95 meninos para 100 meninas.


O cenário, no entanto, se inverte na faixa etária de 5 a 13 anos: são 104 meninos para cada 100 meninas.


Já na população de 14 a 17 anos, são 115 meninos para cada 100 meninas. Essas duas últimas são as únicas em que a população masculina é maior do que a feminina.


Entre 18 e 19 anos, a maioria volta a ser feminina: são 95 homens para cada 100 mulheres.


Os dados do IBGE mostram, ainda, que são:


 - 93 homens para cada 100 mulheres na faixa 20 a 24 anos; 

 - 88 homens para cada 100 mulheres entre os que têm de 25 a 29 anos;

 - 94 homens para cada 100 mulheres no recorte de 30 a 39 anos;

 - 90 homens para cada 100 mulheres na faixa 40 a 49 anos; e

 - 79 homens para cada 100 mulheres na população de 50 a 59 anos. 


Nascem menos mulheres, mas os homens morrem mais cedo

Em todo o mundo, nascem mais homens do que mulheres. Por razões biológicas, nascem de 3% a 5% mais homens do que mulheres. 



No Brasil, essa proporção se mantém até os 24 anos, quando a população feminina ultrapassa a masculina.


Entre os adultos jovens, morrem muito mais meninos que meninas. Essas mortes estão relacionadas às causas não naturais, ou seja, violência e acidentes.


Por outro lado, a expectativa de vida das mulheres é sempre maior do que a dos homens globalmente. 


Isso é atribuído ao fato de as mulheres se cuidarem mais, se alimentarem melhor e frequentarem mais os médicos. 


Por isso, na faixa etária acima dos 60 anos, é comum o número de mulheres ser mais elevado.


Com a transição demográfica brasileira - envelhecimento da população e redução dos nascimentos -, essa diferença fica ainda mais evidente.


"Nascem mais homens do que mulheres, mas, ao longo da vida, os homens tendem a morrer mais cedo, sobretudo por mortes violentas e acidentes", explicou o analista do IBGE William Kratochwill, que apresentou os novos dados na semana passada.


"Por outro lado, as mulheres têm longevidade maior porque tendem a se cuidar mais."


Por Fabio Nóbrega com informações de Estadão Conteúdo





segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Taxa de desocupação em Pernambuco cai, mas ainda é a maior do Brasil, diz IBGE

Carteira de trabalho
(Marcelo Casal Jr./Agência Brasil)
Apesar da queda, a taxa de desocupação em Pernambuco ainda é a mais alta do Brasil, segundo dados divulgados, nesta sexta (15), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)



Pernambuco registrou queda de 1,2% na taxa de desocupação, no segundo trimestre de 2025. Ela saiu de 11,6%, nos três primeiros meses do ano, para 10,4%, no final do trimestre, que se encerrou em junho. Os dados são da PNAD Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (15) pelo IBGE.



Apesar da queda, a taxa de desocupação em Pernambuco ainda é a mais alta do Brasil, segundo dados divulgados, nesta sexta (15), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua trimestral) aponta que o estado superou números da Bahia (9,1%) e do Distrito Federal (8,7%).



Ainda segundo o IBGE, o país como um todo, por sua vez, apresentou uma desocupação de apenas 5,8%, a menor de toda série iniciada em 2012.


Dados


Ao todo, a taxa de desocupação caiu em mais 17 estados além de Pernambuco e ficou estável nas outras nove.


As menores foram registradas em Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%).


Detalhes


Em Pernambuco, o número de desocupados das três faixas de tempo de procura (em que a reocupação pode não ser imediata, durando 1 mês ou mais) recuou frente ao mesmo trimestre de 2024.



Além disso, o Estado registrou a maior taxa percentual de pessoas desocupadas que conseguiram se reintegrar com menos de um mês (24,2%) desde o início da PNAD Contínua em 2012, refletindo o dinamismo do momento econômico.


Por outro lado, neste trimestre, 1,3 milhão de pessoas procuraram trabalho durante dois anos ou mais.


Perfil


Enquanto a taxa de desocupação da população em idade de trabalhar chegou a 10,4%, o indicador foi de 9,3% para os homens e 11,8% para as mulheres. Por cor ou raça, as taxas observadas diferiram em apenas 5 décimos de ponto percentual entre pessoas brancas (9,4%) e pretas (9,9%), contra 11,1% entre as pardas.


A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio completo (12,6%) ultrapassou dos demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 10,6%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (5,4%).


Informalidade


A taxa de informalidade para Pernambuco foi de 47,5% da população ocupada. As maiores taxas do Brasil ficaram com Maranhão (56,2%), Pará (55,9%) e Bahia (52,3%) e as menores, com Santa Catarina (24,7%), Distrito Federal (28,4%) e São Paulo (29,2%). Essa taxa vem caindo em Pernambuco desde 4º trimestre de 2023.


A taxa de informalidade da população ocupada é calculada considerando-se os empregados no setor privado e os empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada, além dos empregadores e trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e dos trabalhadores familiares auxiliares.


Entre os empregados do setor privado do estado, 30,1% tinham carteira de trabalho assinada. Os maiores percentuais de empregados com carteira estavam em Santa Catarina (87,4%), São Paulo (82,9%) e Rio Grande do Sul (81,2%), e os menores, no Maranhão (53,1%), Piauí (54,5%) e Paraíba (54,6%).


Já o percentual da população ocupada em Pernambuco trabalhando por conta própria chegou a 24,6%. Os maiores percentuais foram de Rondônia (35,3%), Maranhão (31,8%) e Amazonas (30,4%) e os menores, do Distrito Federal (18,6%), Tocantins (20,4%) e Mato Grosso do Sul (21,4%).


PNAD Contínua


A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. A cada trimestre, dois mil entrevistadores integrados às mais de 500 agências da rede de coleta do IBGE visitam uma amostra de 211 mil domicílios, percorrendo cerca de 3.500 municípios situados nas 27 unidades da federação do país.


Do  Diario de Pernambuco





quinta-feira, 15 de maio de 2025

Pernambuco recua -5,0% na indústria em março, diz IBGE

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Ao contrário do crescimento geral de 1,2%, com resultado positivo alcançado em dez dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional no Brasil, em março deste ano na indústria, Pernambuco obteve queda de -5,0% no período. O recuo no estado foi resgistrado após o crescimento de 2,4% no mês anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Segundo o IBGE, na comparação com março do ano passado, a queda de -22,6% foi acompanhada por 6 dos 18 locais pesquisados. Já no acumulado dos 12 meses, o recuo em Pernambuco foi de -0,5% no setor industrial, seguindo a mesma tendência do Nordeste no período (-4,1%). Outros resultados negativos também foram registrados no Espírito Santo (-4,3%), Rio Grande do Norte (-4%), e Rio de Janeiro (-1,5%).



Pernambuco tem a segunda maior influência negativa, e a maior queda, após avançar 2,4% no mês anteriorPernambuco tem a segunda maior influência negativa, e a maior queda, após avançar 2,4% no mês anterior


O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, explica que esse crescimento na indústria nacional vem como um movimento compensatório, após cinco meses sem crescimento significativo e trazem impactos para a economia.


“Vale lembrar que fatores macroeconômicos ainda impactam a cadeia produtiva, como a inflação acelerada, afetando diretamente a renda disponível das famílias, principalmente, no que tange o setor alimentício e a cesta básica. Temos também a taxa de juros em patamares elevados, a redução na concessão do crédito que arrefece o ritmo de produção. Isso explica um pouco a trajetória que vem desde outubro de 2024”, aponta.



Diante desse cenário, Pernambuco tem a segunda maior influência negativa, e a maior queda, após avançar 2,4% no mês anterior. “Com esta taxa de março, foi eliminado o avanço verificado no mês anterior. Os setores que mais contribuíram a este comportamento negativo da indústria pernambucana foram o de veículos automotores e o de produtos químicos”, contextualiza Bernardo Almeida.



Em comparação a março de 2024, Pernambuco (-22,6%), Rio Grande do Norte (-19,1%) e Maranhão (-10,5%) alcançaram os recuos mais elevados neste mês. Na indústria pernambucana, os resultados foram pressionados, em grande parte, pelas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e indústrias extrativas.


Nesse contexto, a Região Nordeste (-4,8%), seguido pelo Rio Grande do Sul (-2,5%), Ceará (-2,0%) e Goiás (-1,5%) também mostraram resultados negativos no índice mensal de março de 2025.



Já no acumulado nos últimos doze meses, em média, o Brasil avançou 3,1% em março de 2025, intensificando o crescimento em relação aos resultados de fevereiro e janeiro.


Em março de 2025, 14 dos 18 locais pesquisados registraram taxas positivas. Indo na contramão desse resultado, o Rio Grande do Norte (de -1,1% para -4,0%), Pernambuco (de 0,7% para -0,5%) e Maranhão (de 1,0% para 0,4%) mostraram as perdas de ritmo mais acentuadas entre os dois períodos.


Do Diario de Pernambuco





sexta-feira, 9 de maio de 2025

Rendimento médio dos pernambucanos ainda é inferior que a média nacional, diz IBGE

Pernambucanos recebem mensalmente R$ 2.221, enquanto no Brasil o valor está em R$ 3.057. Dados são da Pnad Contínua, divulgada ontem pelo IBGE



O rendimento médio mensal real da população pernambucana com fontes de renda apresenta ainda uma disparidade em relação ao da população do Brasil. Enquanto no país o valor chegou a R$ 3.057, no estado esse valor ainda é de R$ 2.221, ficando em 19º lugar no ranking entre os 27 estados mais o Distrito Federal. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (8). 


 Ainda segundo o estudo, o trabalho habitual é a principal fonte de rendimento no país, com 47% da população. Já em Pernambuco esse percentual chegou a 39,6%. O único caso em que o estado supera a média nacional é no rendimento proveniente de aluguel e arrendamento. No país, a média foi de R$ 2.159, enquanto em Pernambuco a média foi de R$ 2.234. 


Segundo o economista Sandro Prado, os dados refletem fatores estruturais da formação econômica do Nordeste. “Pernambuco desenvolveu-se sob uma base econômica concentrada na agroindústria açucareira e, posteriormente, em setores de baixo valor agregado e baixa complexidade tecnológica. Apesar dos avanços industriais no Complexo Portuário de Suape e dos polos de tecnologia, a economia estadual ainda depende fortemente do setor de serviços de baixa produtividade”, destacou. De acordo com ele, essa dependência do estado é algo que acaba limitando a geração de empregos com maior remuneração. 


Qualificação do trabalhador pernambucano ainda é inferior 


Outro ponto levantado por Sandro Prado é o déficit histórico de capital humano. “A qualificação da força de trabalho pernambucana ainda é inferior à média nacional, restringindo o acesso a ocupações mais complexas e melhor remuneradas. Além disso, a concentração de oportunidades econômicas na Região Metropolitana do Recife, contrastam com o interior, onde a economia rural e os serviços de baixa produtividade predominam”, apontou.  


Concentração de renda


Em relação ao índice de Gini - indicador que mede a concentração de renda da população, que vai de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior a concentração de renda) - o Brasil registrou 0,506, enquanto no Nordeste o número foi levemente menor: 0,502. Pernambuco obteve o segundo pior indicador (0,532), atrás apenas do Distrito Federal (0,547). 


O economista explica que esse dado confirma um fenômeno estrutural do Nordeste que é a disparidade da concentração de renda. “Ela aumenta a desigualdade de acesso a bens e oportunidades, alimentando ciclos de pobreza, o que fragiliza a capacidade de expansão do mercado consumidor interno. As economias com renda mais distribuída e mercados internos mais robustos, estimulam o investimento e o dinamismo econômico”, afirmou Sandro.


Para ele, uma solução estratégica para o crescimento sustentável de Pernambuco é a redução da concentração de renda. Uma alternativa para isso seria a adoção de políticas públicas que promovam a inclusão produtiva e o fortalecimento de micro e pequenas empresas. Além do investimento em educação e melhoria das condições de trabalho.


Do Diario de Pernambuco





quinta-feira, 10 de abril de 2025

Comércio em Pernambuco cresce 1,1% em fevereiro, diz IBGE

As vendas do comércio varejista em Pernambuco cresceram 1,1% na passagem de janeiro para fevereiro, alcançando o maior patamar da série histórica desde julho do ano passado (1,4%), superando em 1,2 p.p. a queda observada em fevereiro de 2024 (-0,1%). O índice volta a crescer após um mês de janeiro com baixa de -0,5%, considerada uma variação de estabilidade com relação a dezembro. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


De acordo com dados levantados pela pesquisa, oito das 11 atividades tiveram alta em fevereiro, quando comparado ao mês anterior. Entre os destaques estão os setores de Eletrodomésticos (17,5%), Livros, jornais, revistas e papelaria (15,7%) e de Móveis e eletrodomésticos (14%). Os resultados negativos em fevereiro vieram de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,7%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-2%), e Combustíveis e lubrificantes (-5,9%). 


Já no índice do volume de vendas acumuladas no comércio varejista, na variação dos últimos 12 meses, as atividades que mais cresceram foram Eletrodomésticos (12,9%), Móveis e eletrodomésticos, com 11,1% e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,8%). Durante o período, apenas atividades Tecidos, vestuário e calçados apresentaram resultado negativo, com a queda de 6,1% no volume de vendas. 



No indicador de fevereiro deste ano, frente a fevereiro de 2024, duas atividades adicionais que compõem o varejo ampliado tiveram trajetórias semelhantes: Material de construção subindo 10,4%, e Veículos e motos, partes e peças vindo em seguida no ranking com 9,6% em volume. 


No acumulado dos últimos 12 meses, ambas as atividades apresentaram elevação de vendas, porém em proporções bem distintas. Enquanto as vendas de Veículos, motocicletas, partes e peças acumulou 19% de crescimento, os Materiais de construções atingiram apenas o patamar de 3,3% em Pernambuco. 


No geral, o volume de vendas no varejo ampliado manteve-se estável no estado com relação a janeiro, com uma discreta alta de 0,2%. Com destaque para o setor de Livros, jornais, revistas e papelaria que, em termos de receita nominal auferida com as vendas, registrou forte alta de 21,8% quando comparado com o período tradicional de retorno das aulas escolares e universitárias observado em 2024. 


Do Diario de Pernambuco



quinta-feira, 20 de março de 2025

Inovação na indústria recuou em 2023 no Brasil, diz IBGE

Foto: Wilson Dias / Agência Brasil
A parcela de indústrias brasileiras que inovaram em produtos ou processos ficou em 64,6% do total das empresas, em 2023. Segundo dados da Pesquisa de Inovação (Pintec) 2023, divulgada nesta quinta-feira (20), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual é inferior aos registrados em 2022 (68,1%) e em 2021 (70,5%).



“A gente considera uma empresa inovadora aquela que, em 2023, lançou um produto novo ou substancialmente aprimorado ou um processo de negócio novo ou substancialmente aprimorado. Os dados mostram que a gente vem observando uma queda desde 2021”, explica o pesquisador do IBGE Flávio José Marques Peixoto.


A taxa de inovação aumenta com o porte da empresa. Em 2023, por exemplo, 73,6% das empresas com 500 funcionários ou mais apresentaram inovação. O percentual caiu para 70,8% quando analisadas apenas as empresas com 250 a 499 funcionários, e para 59,3% no caso das empresas que têm de 100 a 249 empregados.


Considerando-se o tipo de inovação, 34,4% das empresas inovaram tanto em produtos quanto em processos de negócios, enquanto 16,6% só fizeram inovações em processos e 13,6% só inovaram em produtos.


Em relação aos produtos inovadores, 68% eram novos apenas para a empresa (ou seja, já eram usados em outras empresas do mercado), 27,6% eram novidades para o mercado nacional (usado em outros países, mas não no Brasil) e 4,4% eram inovações para o mercado mundial.



Já em relação aos processos de negócios, 31,7% eram voltados para a organização do trabalho; 29,4% para a produção de bens ou fornecimento de serviços; 27,9% para marketing; 27,6% para processamento de informação e comunicação; 25,7% para práticas de gestão ou relações externas; 18% para contabilidade e operações administrativas e 17,2% para logística, entrega ou distribuição.


Dentre as empresas inovadoras, 32,9% cooperaram com outras empresas ou consumidores para fazer suas inovações. A maioria das cooperações foi com fornecedores (27,1%), consultores (22,3%), clientes (20,2%) e infraestrutura de ciência e tecnologia (19,9%).


Também foram observadas cooperações com outras empresas do grupo (12,4%), start-ups (9,9%) e até concorrentes (3,2%).


Dificuldades

Entre as empresas inovadoras, 47,6% encontraram problemas ou obstáculos para inovar em 2023, abaixo, por tanto, dos percentuais de 2022 (47,9%) e de 2021 (59,1%). 



“Empresas sempre enfrentaram problemas e obstáculos na sua inovação, sejam empresas inovadoras ou não. No caso do das inovadoras, vários aspectos atrapalham, incluindo problemas no seu processo inovativo. No caso das não inovadoras, na maioria das vezes, essas questões impedem que as inovações sejam realizadas”, destaca Peixoto.


Em 2023, as principais dificuldades enfrentadas foram instabilidade econômica (44,2%), capacidade limitada de recursos internos (42,1%) e acirramento da concorrência (41,4%).


Foram constatados também problemas como mudanças nas prioridades estratégicas (37,6%), baixa atratividade da demanda (36,9%), limitações tecnológicas externas à empresa (36,4%), dificuldade em estabelecer parcerias (34,8%) e dificuldades para obtenção de apoio público (33,9%).


Entre as empresas não inovadoras, 21,7% encontraram problemas e obstáculos para inovar, abaixo dos 28,3% de 2022 e dos 33,9% de 2021. Os principais motivos apontados foram instabilidade econômica (21,2%), baixa atratividade da demanda (19,2%) e acirramento da concorrência (19%).



De acordo com o IBGE, 36,3% das empresas inovadoras utilizaram apoio público para inovar, menos que os 39% de 2022. Entre os instrumentos usados por essas indústrias, em 2023, destacam-se incentivo fiscal à pesquisa e desenvolvimento (P&D) e à inovação tecnológica (26,4%), financiamento exclusivo para máquinas e equipamentos utilizados para inovar (10,5%) e financiamento a projetos de P&D (6,5%).


“Atividades de inovação são atividades que têm riscos e certezas e, às vezes, o apoio público vem para diminuir um pouco esses riscos, principalmente no longo prazo”, ressalta o pesquisador. 


“De 2022 para 2023, praticamente todos os instrumentos tiveram uma queda, exceto o incentivo a fiscal à P&D e à inovação tecnológica, ou seja, ao uso da Lei do Bem, que teve um pequenino aumento de 26,2% para 26,4%”.


O levantamento do IBGE mostrou ainda que empresas inovadoras tiveram interesse em utilizar apoio público mas acabaram não usando. Entre os principais interesses estavam incentivo fiscal à pesquisa e desenvolvimento (P&D) e à inovação tecnológica (29,7%), financiamento exclusivo para máquinas e equipamentos utilizados para inovar (25,8%) e financiamento a projetos de P&D (22,5%).



Pesquisa & desenvolvimento

O IBGE também fez um levantamento sobre as indústrias que investiram em P&D no país. Em 2023, o percentual era de 34,3%, pouco abaixo da taxa do anterior (34,4%), mas acima da de 2021 (33,9%).


“Entre as empresas menores, teve um aumento na incidência de empresas de 100 a 249 [funcionários] que realizaram na P&D, de 25,3% [em 2021 e 2022] para 26,5% [em 2023], mas houve uma queda bem razoável nas grandes empresas [acima de 500 funcionários], que vem caindo desde 2021 [quando o percentual era 56,3%], chegando agora em 50,3%”, destaca Peixoto.


Os setores com mais empresas que investiram em P&D foram farmoquímica e farmacêutica (67,8%), equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (66,9%) e produtos químicos (63%). 


Por outro lado, as atividades com menor taxa de dispêndio em P&D foram couro, artigos de viagens e calçados (15,6%), produtos têxteis (14,3%) e produtos de madeira (10,3%).


Segundo o IBGE, 53,1% das empresas inovadoras investiram em P&D, em 2023, acima dos percentuais de 2022 (50,6%) e de 2021 (48,1%).


Em relação às expectativas futuras, 59,1% das empresas inovadoras que investiram em P&D planejavam manter seus dispêndios em 2024, 37,4% tinham intenção de aumentar e apenas 3,5% pretendiam diminuir esses dispêndios. Já para 2025, 49,1% pretendiam ampliar; 48,8%, manter; e 2,1%, diminuir.


Da Folha de Pernambuco



quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Vendas no comércio caem 0,4% de outubro para novembro, diz IBGE

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil / CP
As vendas no comércio brasileiro recuaram 0,4% na passagem de outubro para novembro. O resultado foi impactado negativamente pelo setor de móveis e eletrodomésticos, mas é considerado dentro do patamar de estabilidade. Esse desempenho do comércio faz o setor deixar o ponto mais alto da série histórica, (iniciada em janeiro de 2000) atingido em outubro de 2024, quando tinha crescido 0,4% ante setembro.


Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


No acumulado dos 11 meses de 2024, o comércio varejista soma alta de 5% ante o mesmo período de 2023. Em 12 meses, o acúmulo positivo é 4,6% -  26º mês seguido de alta nesse tipo de comparação acumulada. Já na comparação com novembro de 2023, o setor cresceu 4,7%.


O gerente da pesquisa Cristiano Santos, explica que a variação de 0,4% é considerada uma estabilidade e não rompe o comportamento do ano de alta nas vendas (+0,4%), sendo “bastante expressivo quando comparado a anos anteriores”. Ele lembra que de janeiro a maio de 2024, o comércio teve cinco meses seguidos de alta.


Segmentos

Na passagem de outubro para novembro, o IBGE apurou recuo de vendas em cinco das oito atividades pesquisadas. A maior influência de baixa veio de móveis e eletrodomésticos, que recuaram 2,8%.


Cristino aponta que o resultado de móveis e eletrodomésticos em novembro não suprime o avanço de outubro, quando se expandiu 7,8%, reflexo de uma “antecipação de promoções relacionadas à Black Friday”.


Outros segmentos com queda nas vendas foram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-2,2%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,0%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%).


Segundo Santos, o comportamento dos supermercados, que representam 53,2% do varejo nacional, representa uma acomodação após crescimentos recentes. "É o setor que mais se aproxima do seu valor máximo", diz. A inflação dos alimentos também explica esse recuo de 0,1% perante o ponto mais alto, de outubro de 2024.


No lado do crescimento de vendas figuram equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,5%), combustíveis e lubrificantes (1,5%) e tecidos, vestuário e calçados (1,4%).


O chamado varejo ampliado, uma versão da pesquisa que inclui além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, as vendas caíram 1,8% na passagem de outubro para novembro. No ano, o acumulo é positivo de 4,4% e, em 12 meses, 4%.


Da Agência Brasil



quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Taxa de desemprego recua em 15 estados no segundo trimestre, diz IBGE

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nas outras 12 unidades da federação, a taxa se manteve estável


A taxa de desemprego recuou em 15 das 27 unidades da federação no segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro trimestre. Nos demais locais, a taxa ficou estável. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad-C), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 


A maior queda foi observada na Bahia (-2,9 pontos percentuais), já que o estado passou de uma taxa de desocupação de 14% no primeiro trimestre para 11,1% no segundo trimestre. Apesar disso, o mercado de trabalho baiano apresenta o segundo maior índice do país, ficando atrás apenas de Pernambuco (11,5%).


A média da taxa de desemprego no país caiu 1 ponto percentual, passando de 7,9% para 6,9% no período, conforme divulgado no fim de julho.


Além da Bahia, outros nove estados tiveram queda acima da média nacional: Piauí (-2,4 pontos percentuais, ao passar de 10% para 7,6%), Amazonas (-1,9 ponto percentual, ao passar de 9,8% para 7,9%), Alagoas (-1,8 ponto percentual, ao passar de 9,9% para 8,1%), Tocantins (-1,7 ponto percentual, ao passar de 6% para 4,3%), Acre (-1,7 ponto percentual, ao passar de 8,9% para 7,2%), Espírito Santo (-1,4 ponto percentual, ao passar de 5,9% para 4,5%), Maranhão (-1,1 ponto percentual, ao passar de 8,4% para 7,3%), Ceará (-1,1 ponto percentual, ao passar de 8,6% para 7,5%) e Pará (-1,1 ponto percentual, ao passar de 8,5% para 7,4%).


Minas Gerais e São Paulo tiveram a mesma queda da média nacional, sendo que o primeiro recuou de 6,3% para 5,3% e o segundo, de 7,4% para 6,4%.



Com quedas menos intensas do que a média nacional, aparecem Goiás (-0,9 ponto percentual, ao passar de 6,1% para 5,2%), Rio de Janeiro (-0,7 ponto percentual, ao passar de 10,3% para 9,6%) e Santa Catarina (-0,6 ponto percentual, ao passar de 3,8% para 3,2%). Este último estado apresentou a taxa mais baixa entre todas as unidades da federação.


Mato Grosso e Rondônia mantiveram-se estáveis e com taxas semelhantes a Santa Catarina (3,3%). Ainda na casa dos 3 pontos, aparece Mato Grosso do Sul, com 3,8%.


Além desses, apresentaram estabilidade na taxa de desocupação, Paraná (4,4%), Rio Grande do Sul (5,9%), Roraima (7,1%), Paraíba (8,6%), Amapá (9%), Sergipe (9,1%), Rio Grande do Norte (9,1%), Distrito Federal (9,7%) e Pernambuco (11,5%).


Rendimento

Apenas quatro estados tiveram aumento de rendimento médio real mensal habitual do primeiro para o segundo trimestre deste ano: Rondônia (8,7%), Pernambuco (8,5%), Ceará (7,2%) e Rio Grande do Sul (5%). As demais unidades da federação mantiveram os valores estáveis.


Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, no entanto, o rendimento cresceu em dez estados: Rio Grande do Norte (19,8%), Bahia (15,9%), Rondônia (13,3%), Maranhão (9,2%), Rio Grande do Sul (8,9%), Minas Gerais (7,5%), Paraná (6,7%), Mato Grosso (6,3%), São Paulo (6%) e Santa Catarina (5,5%).


O Distrito Federal continua com o maior rendimento médio (R$ 5.154), enquanto o Maranhão segue com o menor valor (R$ 2.088).


Por Agência Brasil

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