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domingo, 1 de setembro de 2019

Palestra na Academia Pernambucana de Letras terá como tema a Vaquejada de Surubim

Escritor Fernando Guerra lançou em 2017 o livro
“Memória das Vaquejadas de Surubim”
 (Foto: Reprodução/ Divulgação)
Nesta segunda-feira, dia 2 de setembro, às 15h, o autor do livro Memória das Vaquejadas de Surubim, Fernando Guerra, estará proferindo uma palestra, seguida de debate na Academia Pernambucana de Letras. O tema será “História da Vaquejada de Surubim: Um debate para o futuro”. Além dos aspectos históricos a serem apresentados, em seguida será iniciado um debate que levantará questões contrárias e favoráveis à realização dessa festa de gado.

O acadêmico José Nivaldo Junior, principal articulador da palestra, assegurou à nossa reportagem o sucesso do evento em decorrência do grande interesse que o assunto propicia. Os deputados Wanderson Florêncio (estadual) e Tadeu Alencar (federal), serão os motivadores dos debates que complementarão esse momento. Aguarda-se a presença de grandes nomes das vaquejadas do passado, aficionados do esporte e aboiadores. Na ocasião, igualmente será exibido o filme da Vaquejada de Surubim de 1949 produzido pelo Ministério da Agricultura, provavelmente o documentário mais antigo realizado no país.

Do Correio do Agreste

sábado, 16 de setembro de 2017

Vaquejada de Surubim reflete positivamente nas redes hoteleira e gastronômica

A Vaquejada de Surubim movimenta a economia da cidade, aumentando de forma considerável a taxa de ocupação dos hotéis e pousadas. Os dois maiores hotéis de Surubim confirmaram que já estão com 100% de ocupação desde a última quinta-feira (14).

O segmento gastronômico da Capital da Vaquejada também aumenta o faturamento consideravelmente. Em contato com o editor do blog, o proprietário da Churrascaria Boi Carrapeta comemora o sucesso do evento. "Só tenho que agradecer, o movimento está ótimo, posso afirmar que está sendo melhor que o ano passado" disse Jeová Duarte. 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Após 13 anos de pesquisas, livro sobre a Vaquejada de Surubim será lançado hoje (13) e amanhã (14)

Obra levou 13 anos para ser concluída em um minucioso
 trabalho de pesquisa (Foto: Divulgação/ Reprodução)
Durante 13 anos, o jornalista e editor do Correio do Agreste, Fernando Guerra, se dedicou a uma busca minuciosa de informações sobre a história da Vaquejada de Surubim. Neste período, cruzou dados colhidos em documentos, entrevistas e outras formas de apuração que resultaram no livro Memória das Vaquejadas de Surubim – A História da Vaquejada mais antiga do Brasil. A obra, prefaciada pelo publicitário José Nivaldo Júnior, é a primeira e única do gênero a retratar a nossa festa mais famosa.

Nesta quarta-feira (13), o público terá acesso à compilação de todo o material coletado, com o lançamento que acontecerá no Restaurante Capitu, às 20h. No dia seguinte, quinta-feira (14), no mesmo horário, será a vez de apresentar a publicação ao público do Parque J. Galdino, dentro da programação de 80 anos da Vaquejada de Surubim, inclusive com a apresentação da dupla Sirano e Sirino, uma cortesia dos organizadores da “corrida de gado”.

“Memória das Vaquejadas demonstra com documentação e depoimentos que a vaquejada de Surubim é a mais tradicional e antiga entre todas as existentes no país. Igualmente, não se tem registros de que outra delas tenha começado anteriormente, o que coloca Surubim num plano de pioneirismo nacional”, afirma o autor.

A Vaquejada de Surubim foi dividida no livro em três ciclos: o primeiro compreende o seu começo, no ano de 1937 até 1942 quando ela foi proibida pelo juiz de Direito, Dr. Oscar Loureiro. O segundo, tem início em 1949 e encerra-se em 1971. A narrativa termina em 1972 quando é inaugurado o Parque J.Galdino. “Pesquiso os dois primeiros ciclos. No terceiro deles tem início a profissionalização das vaquejadas. É uma outra história”, explica Guerra.

Mesmo antes do lançamento, Memória das Vaquejadas de Surubim já foi selecionado para constar na Coleção Tempo Municipal, do Centro de Estudos de História Municipal (CEHM), vinculado à Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (CONDEPE/FIDEM). O CEHM tem por objetivo promover o resgate da memória municipal, estimulando os historiadores a preservarem o rico acervo documental do Estado e a registrarem fatos e informações histórico-culturais dos municípios pernambucanos.

Do Correio do Agreste

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Pesquisa | Vaquejada de Surubim ganha importante registro documentado

A vaquejada é a manifestação esportiva mais genuína do povo brasileiro. Reflete o modo de vida do povo nordestino. Até o momento não teve esse reconhecimento amplamente credenciado, mas o descaso está com os dias contados.
Através de uma pesquisa detalhada, surge Memórias das Vaquejadas de Surubim – A História da Vaquejada Mais Antiga do Brasil, do jornalista, escritor e poeta Fernando Farias Guerra. O livro é um documento histórico, resultado de longos anos de pesquisa, e inclui imagens de reportagens feitas pelo Diário de Pernambuco em agosto de 1937 e anos posteriores, além da ampla cobertura da revista O Cruzeiro, a maior do Brasil à época, no ano de 1949.
Fernando Guerra garante que vaquejada de Surubim
é a mais antiga do Brasil.
Imagem: Divulgação/
Reproduão
O autor conta que desde 2003 procurou saber as raízes da vaquejada de Surubim. “Identificamos que a primeira ocorreu em 1937”. Foi introduzida pelo prefeito Paulo Mota. Ao recolher depoimentos, Fernando descobriu que a vaquejada nasceu no campo. Suas raízes estão ligadas ao trabalho do vaqueiro. “Com a diminuição dos cercados e a chegada do arame farpado, as fazendas que não tinham divisão foram sendo divididas. As festas de apartação, que era o ajuntamento do gado das fazendas da região, aconteciam nas fazendas mais estruturadas”, explica o escritor. Em geral, o vaqueiro fazia uma demonstração da queda do boi, mas esse tipo de exibição perdeu a finalidade porque as fazendas foram se isolando devido às divisões particulares.
Fernando conta que a origem da vaquejada deu-se dentro de uma “visão lúdica de corrida, de competição, que é próprio da natureza humana”. Foi através de pesquisas, que incluem fatos do século XIX e início do século XX, que o autor descobriu que a primeira vaquejada ocorrida no Brasil, dentro do perímetro urbano, foi em Surubim. O Estado do Ceará reivindica o título de detentor da primeira vaquejada do País, mas a pesquisa feita pelo escritor prova que essa afirmativa não condiz com a verdade dos fatos. Ele tem em mãos registros fotográficos e a histórica edição do Diário de Pernambuco de 7 de agosto de 1937. “Temos uma documentação farta”, garante.
No período, o poeta Ascenso Ferreira foi aclamado presidente da vaquejada. Ao Diário, Ascenso disse o seguinte: “Contam-me vitórias do povo de Caruaru e outros municípios nos jogos de futebol. Isso para mim é uma tristeza. Como seria interessante que em lugar desse esporte todo de fora, cuidássemos daquilo que é eminentemente nosso; uma derrubada, uma apartação de gado, etc. Poderíamos promover nesse sentido reuniões interessantíssimas em nossas fazendas, o que viria a contribuir para a perpetuação dos costumes da terra”.

O berço – Surubim é a terra e “berço da vaquejada urbana moderna”, escreveu o publicitário e escritor José Nivaldo Jr. em artigo publicado no jornal Terra da Gente. Nivaldo Jr. é prefaciador de Memórias das Vaquejadas de Surubim. “É um livro destinado a ficar como um marco da historiografia pernambucana”, frisou o publicitário.
“1949 foi o ano em que o Brasil inteiro tomou conhecimento da existência da vaquejada”, afirmou Fernando. Naquele ano foi feito um documentário, com o apoio do Ministério da Agricultura, que acabou sendo exibido nos cinemas de todo o Brasil. A revista do ministério também deu amplo espaço ao evento.
O livro traz o levantamento da história dos vaqueiros, um capítulo sobre o cavalo crioulo, animal usado nas primeiras vaquejadas, fotos ilustrativas que registram passagens inesquecíveis, grandes nomes e heróis das vaquejadas e a evolução do esporte.
O registro histórico foi dividido em três ciclos: os primeiros eventos, a ampla notoriedade país afora e a evolução das novas regras de vaquejada, além da criação do parque J. Galdino.
O filme de 1949 foi restaurado e está à disposição do público. O lançamento está marcado para o dia 13, no Restaurante Capitu, onde também funciona a sede do jornal Correio do Agreste, cujo diretor é o próprio Fernando Guerra, e no dia 14, no Parque J. Galdino. Na ocasião haverá o show da dupla Sirano e Sirino.
Por Sivaldo Venerando (Voz do Planalto)

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