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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Pernambucana campeã mundial de natação parte para novos títulos

Imagem: Divulgação/Reprodução
A nadadora Etiene Medeiros está, nesta semana, em busca por mais conquistas para natação pernambucana. Ela participa até o próximo sábado (12) da disputa pelo 15º Troféu José Finkel, segunda maior competição na área no país, que ocorre na Universidade Santa Cecília, em Santos/SP. Ela competirá nas categorias 50m borboleta; costas, no qual sagrou-se campeã no Mundial em Budapeste; livre, e 100m livre.

Após a conquista do título inédito para o país: os 50m costas feminino no Campeonato Mundial de esportes aquáticos, no dia 27 de julho, em Budapeste, na Hungria, ao cravar o tempo de 27s14, Etiene Medeiros é uma das favoritas para o Troféu José Finkel. Com esse tempo, a nadadora estabeleceu novo recorde brasileiro, sul-americano, das américas e terceira melhor marca da história.

“Que prova! Acho que tive várias pessoas ao meu lado para essa prova. Eu só tenho a agradecer”, comentou a nadadora em entrevista ao Sportv assim que saiu da água em Budapeste.
Realmente, Etiene teve muitas pessoas ao seu lado para conquistar esse título. Atualmente a atleta integra a equipe do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi/SP), que a patrocina. Já entre 2003 e 2011, o Sesi/PE investiu fortemente na carreira da jovem promissora, que era treinada pelo reconhecido Nikita. Nesse período, ela obteve um dos primeiros e mais importantes prêmios de sua carreira: a medalha de prata nos 50m costas feminino no Campeonato Mundial Júnior da Federação Internacional de Natação (Fina), no México, em 2008.

“A equipe do Sesi/PE parabeniza Etiene com o coração cheio de orgulho por mais essa conquista!”, afirma o superintendente da entidade, Nilo Simões. “Ficamos muito contentes por fazer parte dessa história e desejamos que a determinação e o talento de Etiene sirva de motivação para as pessoas”, conclui.

Da Assessoria

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Atleta Carolline Gomes na busca por patrocínios para 2017

Pernambucana conquistou 13 medalhas em 2016.
Foto: Sérgio Bernado/JC Imagem.
Dona de 13 medalhas conquistadas apenas em 2016, a nadadora pernambucana Carolline Gomes é tida como uma das possíveis representantes de Pernambuco nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020. Com apenas 18 anos, Carolline já possui uma série de conquistas na carreira, como o vice-campeonato no Sul-Americano do Pacífico, disputado no Chile, no ano passado. Porém, mesmo com o vasto número de medalhas no currículo (91 ao todo), a jovem ainda sofre com a falta de apoios e patrocínios, o que impede um maior número de viagens e treinamentos mais específicos. 

Os número conquistados pela pernambucana em 2016 se tornam ainda mais expressivos quando analisadas as dificuldades que a atleta teve durante o ano. Ela passou sete meses se recuperando da febre chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, e que a tirou do Campeonato Brasileiro de Natação, disputado em João Pessoa. Mesmo com as dores, a jovem disputou competições internacionais e chegou a conquistar o bronze no Campeonato Brasileiro Universitário, além do seu sexto título pernambucano.

A dificuldade financeira também foi outro empecilho grande. Durante o Sul-Americano do Pacífico, Carolline teve apenas um maiô para disputar as provas da competição, o que dificultou o seu rendimento. Ela até recebe uma ajuda de custo, dada pelo Governo de Pernambuco, por meio do programa Bolsa Atleta, mas mesmo assim, o valor segue sendo insuficiente para que ela alce voos mais altos.  

TEMPORADA COMEÇA EM MENOS DE UMA SEMANA

Carolline vai iniciar a temporada já no próximo dia 15, quando compete na Copa Hammerhead, que será disputada em Natal, no Rio Grande do Norte. A competição será disputada em mar aberto. Essa será a primeira vez que a atleta irá competir nesse tipo de prova, já que toda a sua carreira foi construída nas piscinas. Mesmo com a novidade, Carol garante que buscará repetir os bons resultados já conquistados na outra categoria. 

“Com o treino, tudo vai bem. O treino ajuda a gente a competir e a se adaptar melhor aos novos desafios. Vamos treinar bastante para, quem sabe, se sair bem lá em Natal”, afirmou a atleta. 

A migração para a nova categoria é uma tentativa de facilitar contratos de patrocínios. Algo que ainda é uma incógnita para 2017, já que a atleta não possui nenhum contrato fechado para esse ano. 

Do JC Online (Matheus Cunha) 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Pernambucana concorre a prêmio internacional com chip que detecta 18 tipos de câncer

Deborah Zanforlin desenvolveu chip que detecta
sinais de 18 tipos de câncer em estágio inicial.
O sistema não emite radiação.
O resultado dos testes sai em 15 minutos
(Foto: Divulgação)
Um chip que detecta diversos tipos de câncer em estágio inicial através de um teste sanguíneo e que dá o resultado ao paciente em 15 minutos. Esse é o projeto que a biomédica Deborah Zanforlin, professora do Centro Universitário do Vale do Ipojuca (UNIFAVIP|Devry), em Caruaru, e da Faculdade Boa Viagem (FBV|DeVry), em Recife, desenvolveu e que concorrerá com projetos do mundo todo na competição BioSciKin, categoria Life Science, que acontecerá nesta quinta, 7 de abril, em Stanford, Califórnia.
        
O projeto denominado ConquerX consiste em um biossensor em formato de chip que mapeia marcadores sanguíneos que indicam 18 tipos de câncer, o que permite um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficiente. “O diagnóstico precoce do câncer aumenta para 70% as chances de cura. O chip fará com que as pessoas deixem de ver o câncer como uma sentença de morte, além de ajudar no esquema de prevenção”, explica Zanforlin.

Além da rapidez, a biomédica destaca a praticidade do equipamento. Com o tamanho de um laptop, o sistema do ConquerX é totalmente portátil e pode ser levado com facilidade para cidades do interior, onde o acesso a testes e tratamento contra o câncer é difícil. “A funcionalidade do ConquerX, que alia rapidez e portabilidade, também permite a maior periodicidade dos testes, que podem ser realizados a cada seis meses”, explica Deborah. Outro benefício do chip é que ele não emite radiação.

A ideia de diagnosticar e prevenir o câncer em seus estágios iniciais nasceu durante o mestrado, quando Deborah também teve a oportunidade de testar sua ideia em pacientes de um hospital da rede pública do Recife. O sucesso da iniciativa suscitou pedidos para que o chip começasse a funcionar de forma efetiva e para todos. “As pessoas me ligavam pedindo ajuda porque sabiam que o chip poderia prevenir o câncer e eu me sentia frustrada porque o projeto não estava ajudando todas as pessoas que precisavam dele”, explica.

A vontade de expandir esse atendimento levou a biomédica a buscar recursos para financiá-lo. Em 2015, ela se uniu a profissionais da Argentina, Vietnam, Espanha e Eslováquia e fundou a ConquerX, uma startup voltada para o aperfeiçoamento e divulgação do chip. O chip recebeu em 2015 a medalha de prata em premiação do Massachusetts Institute of Technology – MIT, um dos centros de pesquisa em Ciência mais avançados do mundo. Na ocasião, o projeto concorreu com 64 projetos selecionados entre mais de 50 mil estudos realizados no mundo todo.  

Da Assessoria

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