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terça-feira, 7 de abril de 2020

Máscaras como alternativa de produção do Polo de Confecções

Produção no Polo de Confecções estava parada por
conta dos impactos da pandemia.
(Foto: Rhuda Jardim/Divulgação)
Com a queda na demanda e o fechamento das tradicionais feiras - como a da Sulanca de Caruaru, Moda Center Santa Cruz, Calçadão Miguel Arraes e Feira do Jeans de Toritama -, a produção do Polo de Confecções do Agreste vem sentindo os efeitos das medidas para conter a disseminação do coronavírus. Como forma de manter a produtividade e, consequentemente, os empregos, as empresas dos municípios têm diversificado a produção. E como já há uma recomendação para que a população use máscaras no rosto, essa tem se mostrado uma solução. As produções têm sido ajustadas para atender a essa demanda que tem tendência de crescimento. Uma forma de manter ativo o setor têxtil do Agreste, que movimenta quase R$ 6 bilhões ao ano e gerar 250 mil empregos entre formais e informais.

Algumas empresas de Santa Cruz do Capibaribe já começaram a produção das máscaras, número que deve ampliar nos próximos dias. "Vamos dizer que na semana passada tinham 12 empresas produzindo o equipamento, algumas têm dificuldades porque está tudo fechado, lojas de tecidos e armarinhos. Mas a indústria de confecção do município tem 15 mil empresas e, com certeza, vários pequenos produtores vão aderir ao movimento", explica Bruno Bezerra, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Santa Cruz do Capibaribe.

Como cada empresa tem um maquinário diferente e também pode trabalhar com tecidos diferentes, a CDL reuniu alguns designers de moda do polo para desenvolver vários modelos de máscaras de tecido. "Vamos disponibilizar vídeos de como produzir, com croqui e modelagem. A ideia é apresentar mais de um modelo para atrair mais pequenas empresas para produzir, uma forma de adaptar essa produção a diversas realidades de maquinário e tecido", acrescenta Bezerra.

Segundo o presidente da CDL de Santa Cruz do Capibaribe, a ideia é atender à demanda por máscaras da população em geral. "Vai existir essa tendência e também contribuímos para que as máscaras profissionais sejam direcionadas para quem trabalha na linha de frente, que está mais exposto", pontua. Apesar de a produção ainda estar iniciando e em fase de adaptação, Bruno Bezerra acredita que a margem da produção será muito apertada. "Mas acreditamos que a demanda vai crescer e, pelo menos, tem a possibilidade de manter a estrutura do polo, já que a produção está parada e mesmo os pedidos que existiam, foi solicitado para segurar, sem contar que as feiras estão fechadas, que são o coração do polo. Se não dá para ganhar dinheiro com isso, se der para segurar os empregos já vai ser uma grande ajuda", acrescenta.

Alternativas
Na semana passada, o Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (NTCPE) passou a oferecer um caderno técnico com protótipos de equipamentos de proteção, como máscaras e batas, para que possam ser produzidas pelo polo têxtil do estado. Apesar de não ter requisitos para atender aos profissionais da saúde, os produtos atendem a uma crescente da demanda da população.

Já o Grupo Moura está coordenando a produção local de 100 mil máscaras. Uma equipe de engenheiros da empresa desenvolveu o projeto do produto e a produção está sendo realizada no Polo de Confecções do Agreste, primeiro com uma confecção de Caruaru, enquanto a empresa ainda foca no desenvolvimento de pelo menos mais dois fornecedores da região. No primeiro momento, as doações das máscaras serão destinadas à população, aos colaboradores do Grupo Moura e suas famílias e aos profissionais das revendas da marca em todo país.

Do Diario de PE

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