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quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Pernambuco é o 4º estado que menos gasta dinheiro com apostas online, mostra pesquisa

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Uma pesquisa do DataSenado, divulgada nesta segunda-feira (1º), mostrou que Pernambuco é o 4º estado que menos gasta com apostas online, as chamadas 'bets'. 


 

A pesquisa levou em conta as pessoas que informaram ter realizado apostas esportivas por meio de aplicativos de bet ou sites na internet nos 30 dias anteriores às entrevistas.


 

11% dos pernambucanos informaram que fizeram apostas durante esse período. O número é abaixo da média do Brasil, que é de 12%, e a quarta menor taxa, apenas acima do Ceará (8%) e Minas Gerais e Paraíba (10%). O estado ainda empatou na quarta colocação com São Paulo, que também teve 11%.


 

Segundo o levantamento, Roraima, Pará e Mato Grosso têm o maior número de gastos com apostas, com os três estados chegando a 17%. Alagoas (15%) e Rondônia (14%) ficam logo atrás.


Em relação à população geral, a maioria dos brasileiros, 84%, não realizou apostas nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre os que apostaram, a maioria gastou até R$ 500,00. Além disso, o perfil dos apostadores é majoritariamente masculino, representando 62% do total.

 


Os números fazem parte da 21ª edição da Pesquisa Panorama Político, que traz à tona os principais temas que preocupam os brasileiros. A pesquisa reflete um panorama das principais questões enfrentadas pela população e oferece um olhar aprofundado sobre o impacto desses desafios em diferentes regiões e grupos demográficos do Brasil. 




Do Diario de Pernambuco

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Custo Brasil chega a R$ 1,7 trilhão por ano, mostra pesquisa

Cálculo foi atualizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e representa um quinto do PIB. Baixa qualificação de mão de obra pesa mais



O chamado Custo Brasil, conjunto de entraves no ambiente de negócios do país que onera as empresas, equivale a R$ 1,7 trilhão por ano. O cálculo foi atualizado pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), uma organização apartidária da sociedade civil, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).


Em 2019, quando foi feito o primeiro levantamento, esse valor era de R$ 1,5 trilhão.


Para se chegar a esse valor, foram levados em consideração fatores "da porta para fora das empresas brasileiras", que as tornam menos competitivas durante seu ciclo de vida em relação à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


Entraram na conta a qualidade da mão de obra brasileira, acesso das companhias à infraestrutura, ambiente regulatório, sistema tributário, acesso a capital, tempo de abertura de uma empresa, participação na cadeia global de produção, entre outros.


— No total, 12 fatores compilados foram comparados às condições oferecidas nos países da OCDE para as empresas operarem. Transformados em dinheiro, chegamos a um valor de R$ 1,7 trilhão de oneração anual, seja para indústria, comércio e serviços. É esse valor que o setor produtivo gasta a mais por ano para fazer negócios no Brasil — diz Rogério Caiuby, conselheiro executivo do MBC, lembrando que o Custo Brasil atinge empresas de todos tamanhos, trazendo como consequência o encarecimento de preços de produtos e serviços, redução de investimentos e de oferta de novos empregos.



Há quatro anos, o valor calculado correspondia a 22% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor atual equivale a 19,5% do PIB, embora tenha apresentado um aumento nominal de 16%. Com a inflação do período e o crescimento do PIB proporcionalmente, a comparação ficou menor do que em 2019.


O levantamento que atualizou o Custo Brasil foi feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Usou a mesma metodologia do primeiro estudo para agrupar os fatores que mais pesam negativamente na operação das empresas. Entre os pontos que mais impactam no Custo Brasil, diz Caiuby, está o capital humano. O país sofre com a baixa qualificação da mão de obra, o que dificulta a entrada de profissionais no mercado de trabalho.


— Só esse item tem custo de R$ 335 bilhões ao ano, o equivalente a 20% do Custo Brasil. A baixa qualificação retarda a entrada dessa mão de obra no mercado de trabalho e as empresas têm que investir tempo para qualificar esses profissionais. É a materialização do fato de o brasileiro ter pouco acesso a uma educação de qualidade — diz o conselheiro, lembrando que a penetração do ensino técnico do país não chega a 11% enquanto, na Alemanha, é de 45%. Para continuar lendo, clique AQUI!  (Foto: Pexels)

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Inflação muda comportamento dos brasileiros, mostra pesquisa

Com o orçamento apertado, um em cada quatro habitantes no país não consegue pagar todas as contas no fim do mês. A constatação é de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto FSB Pesquisa, que aponta redução nos gastos com lazer, roupas e viagens.


De acordo com a pesquisa, sair do vermelho está cada vez mais difícil. Isso porque apenas 29% dos brasileiros poupam, enquanto 68% não conseguem guardar dinheiro. Apesar disso, 56% dos entrevistados acreditam que a situação econômica pessoal estará um pouco ou muito melhor até dezembro.


O levantamento também mostrou que 64% dos brasileiros cortaram gastos desde o início do ano e 20% pegaram algum empréstimo ou contraíram dívidas nos últimos 12 meses. Em relação a situações específicas, 34% dos entrevistados atrasaram contas de luz ou água, 19% deixaram de pagar o plano de saúde e 16% tiveram de vender algum bem para quitar dívidas.


Outros hábitos foram afetados pela inflação. Segundo a pesquisa, 45% dos brasileiros pararam de comer fora de casa, 43% diminuíram gastos com transporte público e 40% deixaram de comprar alguns alimentos.


Entre os que reduziram o consumo, 61% acreditam na melhora das finanças pessoais nos próximos meses. O otimismo, no entanto, não se refletirá em consumo maior. Apenas 14% da população pretendem aumentar os gastos até o fim do ano.



Pechincha


Entre os itens que mais pesaram no bolso dos entrevistados nos últimos seis meses, o gás de cozinha lidera, com 68% de citações. Em seguida, vêm arroz e feijão (64%), conta de luz (62%), carne vermelha (61%) e frutas, verduras e legumes (59%). Os combustíveis aparecem em sexto lugar, com 57%. No caso dos alimentos, a percepção de alta nos preços de itens como arroz, feijão e carne vermelha aumentou mais de 10 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, em abril.


Com a alta dos preços, a população está recorrendo a um hábito antigo: pechinchar. Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados admitiram ter tentado negociar um preço menor antes de fazer alguma compra neste ano. Um total de 51% parcelou a compra no cartão de crédito, e 31% admitiram “comprar fiado”. Os juros altos estão tornando o crédito menos atrativo. Menos de 15% dos brasileiros recorreram ao cheque especial, crédito consignado ou empréstimos com outras pessoas.


De acordo com o presidente da CNI, Robson Andrade, os rescaldos da pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia comprometeram a recuperação econômica do país. A aceleração da inflação levou à alta dos juros, o que tem desestimulado o consumo e os investimentos. Em contrapartida, afirma Andrade, o desemprego está caindo, e o rendimento médio da população está se recuperando gradualmente, o que dá um alento para os próximos meses.


O levantamento, encomendado pela CNI ao Instituto FSB Pesquisa, é o segundo realizado no ano com foco na situação econômica e nos hábitos de consumo. Foram entrevistados presencialmente 2.008 cidadãos, em todas as unidades da Federação, de 23 a 26 de julho.


Por Agência Brasil - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco



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