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sexta-feira, 4 de outubro de 2024

BC gasta até R$ 50 milhões ao ano para manter sistema do Pix, diz Campos Neto

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Presidente do Banco Central afirmou quinta-feira, durante evento em São Paulo, que volume diário de operações chega a R$ 240 milhões



O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, revelou nesta quinta-feira que o custo inicial de implementação do Pix foi de R$ 15 milhões. 




No entanto, à medida que o uso da ferramenta foi crescendo, os custos de operação aumentaram.


Atualmente, o Banco Central gasta entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões ao ano para manter o sistema em funcionamento.


Campos Neto disse também que o Pix se tornou um instrumento mais popular que o esperado e costuma ser usado para transferências menores.


Inicialmente, o Banco Central imaginava essa ferramenta seria mais usada em vendas no atacado.



— O Pix foi relativamente barato. Estamos falando de alguma coisa perto de R$ 15 milhões para construir. À medida que você vai crescendo, e a gente tem dias de R$ 240 milhões em operações, você tem um custo (maior) da operacionalização, que é de R$ 40 milhões, R$ 50 milhões por ano — disse em evento promovido pelo Mercado Bitcoin e pela BlackRock.


Campos Neto disse também trabalhar junto com o G20, que reúne as vinte maiores economias do mundo, para integrar sistemas de pagamentos entre países.


Atualmente, o presidente do Banco Central italiano, Fabio Panetta, estaria liderando os trabalhos do grupo.


O presidente do Banco Central do Brasil lembrou que o sistema bancário internacional evoluiu bastante desde 2019, momento em que a maneira mais veloz de levar £ 1 milhão para Londres era de avião.



No entanto, reconheceu que ainda existem barreiras relevantes para agilizar pagamentos entre países.


— Hoje tem um grupo que está trabalhando nessa governança, que a gente chama de taxonomia de pagamentos transfronteiriços. [...] E a gente tem trabalhado no G20 neste projeto.


O presidente da autoridade voltou a dizer que, em breve, o Banco Central vai lançar o Pix por aproximação.


Assim, os consumidores podem cadastrar suas chaves em wallets e realizar pagamentos mais rapidamente.



Campos Neto disse também que o Banco Central estuda a possibilidade de implementar o sistema de bloqueio reverso nos pagamentos através do Pix no ano que vem.


Em tese, a mudança faria com que essa ferramenta assumisse o lugar do cartão de crédito.


Por Agência O Globo

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Pix: Brasil chega a 200 milhões de transações por dia, diz Campos Neto

O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, informou nesta quinta-feira que o Pix está se aproximando da marca de 200 milhões de transações por dia.


Antes, o sistema de pagamento e transferência instantâneo só chegava perto desse número em datas excepcionais — como no início dos meses, quando trabalhadores recebem seus salários ou outras fontes de renda.


O último recorde foi de 201,6 milhões em volume de transferências em um único dia, em 5 de abril. O número é quase o dobro do total de pessoas com contas bancárias no Brasil, estimado em 115 milhões.



"O nosso sistema de pagamento, Pix, tem sido um instrumento de inclusão financeira. Nós estamos alcançado quase 200 milhões de transações por dia, para uma população bancarizada de 115 milhões"disse em evento no âmbito do G20 TechSprint 2024.


Hoje, o estoque de pessoas físicas e jurídicas cadastradas no sistema lançado pelo BC em 2020 é de 161,9 milhões. No ano passado, o Pix ultrapassou o total de R$ 15 trilhões movimentados no acumulado.



Só março desde ano, último dado disponível, foram 4,93 bilhões de operações de transferências e pagamentos via Pix, movimentando cerca de R$ 1,93 trilhão. Desde outubro de 2023 o número de transações é superior a 4 bilhões por mês.


Da Agência O Globo | Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Consumidor poderá fazer compras com crédito via Pix, diz Campos Neto

O consumidor poderá, em breve, fazer compras na função crédito via Pix, disse nesta sexta-feira (11) o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. A ferramenta de transferências instantâneas dispensará o uso do cartão de crédito.



“Você vai juntar o Pix e outros produtos, lembrando que você vai poder começar a poder fazer crédito no Pix, então, em algum momento, no futuro, você não precisará ter cartão de crédito, poderá fazer tudo no Pix”, afirmou Campos Neto nesta tarde em evento em Curitiba promovido pela Associação Comercial do Paraná.



O presidente do BC também prometeu uma ferramenta de agregador financeiro, aplicativo que pretende centralizar produtos e serviços bancários num único ambiente. “No agregador financeiro, você não precisará mais ter um app [aplicativo] para cada banco. Você poderá ter apenas um [aplicativo], que vai centralizar todos os produtos com portabilidade e competitividade em tempo real”, declarou.


Pela manhã, em palestra a empresários paranaenses, Campos Neto havia dito que o Banco Central pretendia oferecer mais opções para o consumidor no acesso a compras com crédito. Lançado pelo BC em 2020, o Pix, sistema de transferências instantâneas, está sendo testado com outras funcionalidades, como operações agendadas e pagamentos recorrentes. O BC também estuda a possibilidade do uso do Pix para transações internacionais.


Fim do rotativo


No mesmo evento pela manhã, o presidente do BC disse ter levado um “puxão de orelha” por ter informado que o órgão estuda o fim do rotativo do cartão de crédito. Campos Neto ressaltou que a proposta ainda está em estudo e não foi fechada.


“A nossa ideia era fazer um plano onde passasse por ter um parcelamento, ou seja, não ter o rotativo, de tal forma que a gente conseguisse equilibrar os números para o produto. Não temos os detalhes. Tomei um puxão de orelha depois que falei. Nos próximos dias, vamos ter um formato mais decisivo”, esclareceu.


A declaração sobre o rotativo ocorreu nesta quinta-feira (10) em audiência pública no Senado. O presidente do BC não informou quem o repreendeu. Apenas informou que está discutindo a ideia com o Ministério da Fazenda, com as instituições financeiras e associações de empresários.


No último dia 2, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que os juros do cartão de crédito rotativo vão cair, mas que as taxas devem permanecer altas até que o governo chegue a um consenso com os bancos e a um “sistema mais saudável”. Segundo o ministro, a redução será gradual.


Por: Agência Brasil | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil



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