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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Quatro em cada cinco pernambucanos passarão o Carnaval com dívidas acumuladas, aponta Fecomércio

Pouco mais de 82% das famílias pernambucanas vão passar o Carnaval 2024 endividadas. Deste total, 30,6% enfrentam contas em atraso e 14,7% não conseguem pagar suas dívidas. Os dados foram anunciados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE), baseados na mais recente edição da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC).



De acordo com o levantamento, o cartão de crédito é responsável por 92,2% das dívidas, seguido por carnês, 29,4%, e crédito pessoal, 6,7%. O atraso médio no pagamento é de 58 dias, afetando 30,8% da renda. 



Além disso, o recorte destacou diferenças significativas entre famílias com renda de até 10 salários mínimos e aquelas com renda superior a 10 salários mínimos. Enquanto 33% das famílias de menor renda relataram dívidas em atraso, apenas 5% das famílias mais abastadas estavam nessa situação.


Tais disparidades refletem desigualdades econômicas, limitando o acesso ao crédito para famílias de menor poder aquisitivo. “É importante o acesso equitativo a oportunidades econômicas para mitigar essas disparidades e promover um desenvolvimento mais inclusivo”, explica o economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima.


O presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros, destaca o aspecto nacional da PEIC de janeiro, a qual mostra um cenário positivo para 2024. “As pessoas estão conseguindo, aos poucos, quitar suas dívidas para contrair outras e adquirir novos produtos, planejar viagens, enfim, voltar a consumir com mais fôlego”, avalia o presidente. Segundo Tadros, as projeções da Confederação apontam que 2024 deve continuar, gradualmente, com aumento do endividamento e redução das famílias inadimplentes.


Do Diario de Pernambuco | Foto:  (Freepik)

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Índice de Intenção de Consumo das Famílias de Pernambuco cresce 2% acima da média nacional, aponta Fecomércio

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), calculado pela CNC, apresentou variação de 1,8%, no Brasil, entre julho e agosto. A pesquisa recebeu um corte local feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco, Fecomércio-PE, que demonstrou um crescimento de 2%, acima do nacional. No estado, há indícios de melhora associados à avaliação do emprego, perspectiva profissional, nível de consumo atual, perspectiva de consumo e momento para duráveis.


Em relação ao emprego, 23% dos pernambucanos sentem-se mais seguros relativamente à situação vigente no ano passado; 37,7% daqueles com renda superior a 10 salários-mínimos acompanham essa afirmação; e 34,8% dos entrevistados com até 10 salários-mínimos sentem-se em condições semelhantes. A perspectiva profissional continua bem dividida entre aqueles que acreditam numa melhora profissional (37,6%), numa piora profissional (34,5%) e aqueles que não sabem opinar (28%). Nota-se que a população com renda mais elevada está mais satisfeita em relação ao emprego, haja vista 52,7% acreditarem ter boas perspectivas profissionais.



Entre a população geral, houve um sentimento de recuo em relação à renda. É importante destacar o registro dessa percepção entre a população de menor renda, estrato no qual 21,4% da população indicaram uma depreciação em sua situação financeira, em comparação ao ano passado.


O mesmo pode ser dito quanto ao acesso ao crédito. Para 44,1% da população com renda acima de 10 salários-mínimos, o acesso ao crédito ficou mais fácil quando cotejado a igual mês de 2022. Enquanto isso, para 29,5% da população de renda mais baixa há uma percepção de que o acesso ao crédito ficou mais difícil. Essa disparidade evidencia uma diferenciação entre pessoas com distintas faixas de rendimento. Tanto é assim que, em relação ao nível de consumo, a pesquisa revelou que 45,9% das famílias com renda até 10 salários-mínimos estão comprando menos quando comparado ao ano passado, enquanto 42,3% da população que recebe acima de 10 salários-mínimos indicaram que estão comprando mais que no ano passado.


Em Pernambuco, 36,4% das famílias com renda até 10 salários-mínimos indicaram um consumo menor que no ano passado, enquanto 49,5% das famílias com renda superior a 10 salários-mínimos têm a expectativa de que o consumo se mantenha igual neste ano. A perspectiva de consumo revela não apenas os impactos da desigualdade de renda no Estado, mas também antecipa um cenário desafiador para as empresas do setor de comércio e serviços.


Para 51,1% dos pesquisados, este é um mau momento para compra de bens duráveis (televisão, geladeira, fogão etc.). Na faixa de renda mais baixa, é levemente maior essa insatisfação, com 52,6% corroborando a afirmação anterior. Enquanto isso, na faixa de renda mais elevada, 50,5% avaliam que a circunstância é favorável para a aquisição de duráveis. A insatisfação da parcela menos favorecida da população com a aquisição de bens duráveis está diretamente relacionada às dificuldades de obter crédito, devido às taxas de juros elevadas e à situação em que uma parte considerável de sua renda é destinada ao pagamento de dívidas.


Por: Diario de Pernambuco | Foto:Valter Campanato/Agência Brasil

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Maioria dos pernambucanos deverá realizar compras durante a Black Friday, aponta Fecomércio

Marcada por descontos e promoções, a Black Friday deste ano será realizada nesta sexta-feira (26). A ação, que teve origem nos Estados Unidos e se espalhou pelo comércio mundial, costuma alavancar as vendas durante o mês de novembro. Em Pernambuco, um levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE) apontou que 58,2% dos consumidores estão dispostos a realizar alguma compra durante a Black Friday.  Em média, eles pretendem gastar cerca de R$ 1.377,00. 


Com ações que se estendem durante o mês inteiro, o período de promoções passou a ser um marco importante para as empresas. Para o publicitário e professor do Cedepe Business School, Giovanni di Carli, a Black Friday deve ganhar ainda mais força neste ano. “Independente do isolamento social, ela está criando uma cultura de compra planejada. Com a pandemia cresceu o número de pessoas que passaram a comprar online. Com a volta dos serviços físicos, a abrangência da black deve ter um aumento considerável”, afirmou.


De acordo com a ‘Sondagem de Opinião do Black Friday 2021’ da Fecomércio-PE, as compras pela internet serão opção para um conjunto de 59,5% dos consumidores, enquanto o comércio tradicional deve atrair 44,9% dos pernambucanos.


“A tendência da busca pelo comércio eletrônico explica, em parte, o alto percentual de consumidores que pretendem utilizar o cartão de crédito como forma de pagamento neste ano, uma vez que o cartão de crédito é o meio de pagamento mais comum nas compras on-line”, explicou o assessor econômico da Fecomércio-PE, Ademilson Saraiva.


Já a lista de itens a serem procurados na Black Friday pelos pernambucanos é bastante diversificada, com destaque para os produtos de uso pessoal como as roupas e acessórios (38,1%), calçados (17,6%), smartphones e tablets (16,6%) e perfumes e cosméticos (13,7%), e os de uso familiar, como os eletrodomésticos (23,5%), equipamentos de áudio e vídeo (10,9%) e móveis (10,0%).


No comércio tradicional, 72,9% dos estabelecimentos acreditam que as vendas vão aumentar neste ano. Enquanto nos shopping centers, a expectativa de crescimento é compartilhada por 86,8%. A estimativa de variação das vendas para a Black Friday de 2021 é de 14,7% entre os estabelecimentos do comércio tradicional e 15,7% entre os estabelecimentos dos shoppings centers.


Se preparando para o aumento no fluxo de clientes, 17,5% das empresas do varejo pretendem contratar colaboradores temporários para dar suporte às vendas da Black Friday. Nos serviços de alimentação, esse percentual cai para 15%. Nos shoppings, a intenção de contratar temporários ocorre entre 22,1% dos lojistas do varejo e entre 18,4% dos estabelecimentos de alimentação. 


Do Diario de PE.

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