Suprir o aumento típico de demanda do período é o principal motivo para contratar, citado por 59% dos empresários. Já entre quem não pretende reforçar o time, a razão mais comum é não acreditar que o movimento será suficiente (41%).
As vagas com carteira assinada (CLT) seguem à frente, respondendo por 50% das contratações, seguidas pelas informais, sem carteira assinada (43%). A modalidade Pessoa Jurídica (PJ) já responde por 24% das vagas, e as terceirizadas, por 11%.
39% das contratações serão por tempo indeterminado. Já metade das empresas (50%) inclui vagas temporárias para o fim de ano.
A média será de 1,52 profissional temporário por empresa, e quase metade das empresas que contratam temporários (47%) planeja reforçar o time com apenas 1 profissional. A duração média dessas contratações é de 2,4 meses, e a média de efetivações é de 1 funcionário por empresa.
“A expectativa positiva dos empresários para este período festivo evidencia a resiliência e a força do nosso setor produtivo. Muito além de suprir picos sazonais de vendas, essas vagas temporárias representam uma verdadeira vitrine de talentos, servindo como uma importante porta de entrada para que muitos profissionais conquistem a estabilidade e sejam efetivados em definitivo pelas empresas”, avalia José César da Costa, presidente da CNDL.
Intenção de contratação e perfil das vagas
A idade média dos contratados é de 26 anos, concentrada na faixa de 25 a 34 anos. Quanto ao gênero, 38% das empresas não têm preferência, enquanto 33% buscam mulheres e 28%, homens. A inclusão de pessoas com deficiência segue como pauta secundária: apenas 11% das empresas planejam vagas destinadas a esse público.
A remuneração média é de R$ 1.805, uma queda de R$ 138 frente a 2025, e a carga horária também recuou de 7,75, para 7,54 horas diárias. Em contrapartida, 71% das empresas já oferecem algum benefício, sinal de que o corte no salário direto vem acompanhado de compensação por outra via.
Os principais benefícios oferecidos são vale-transporte (47%), vale-alimentação ou refeição (44%), transporte fornecido pela própria empresa (28%) e participação nos lucros ou comissões sobre vendas (23%). A mudança mais reveladora está justamente na primeira posição: o vale-transporte perdeu força ante 2025, enquanto o transporte fornecido pela própria empresa ganhou espaço.
Vendedor segue como a função mais demandada (23%), seguida por ajudante (22%), entregador (10%), manicure (10%), caixa (9%) e recepcionista (9%). O avanço mais expressivo é o de cargos ligados a entrega e apoio operacional — ajudante e entregador —, o que acompanha a migração das vendas para canais digitais, que dependem de logística própria.
Novembro concentra o maior volume de contratações (24%), à frente de setembro (18%) e outubro (17%).
“O varejo e os serviços se consolidam mais uma vez como os maiores empregadores do país, funcionando como uma verdadeira porta de entrada para quem busca a primeira oportunidade ou deseja ingressar no mercado de trabalho. Com a alta do final do ano, essas vagas abrem caminhos essenciais para quem busca experiência e profissionalização, reafirmando o compromisso do setor em absorver e impulsionar novos talentos”, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior. Confira a matéria completa, clique AQUI.
























