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quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Banco Central mantém taxa básica de juros em 13,75%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (7) manter a taxa básicos de juros da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. A cada 45 dias, o Copom define a taxa básica de juros da economia. Essa é a quarta vez consecutiva em que o comitê se reúne e fixa a Selic nesse patamar, em vigor desde agosto.



Por conta da alta da inflação, o BC subiu os juros entre março de 2021 e agosto deste ano. Foram 12 elevações seguidas da taxa Selic, que avançou 11,75 pontos percentuais, configurando o maior e mais longo ciclo de alta desde 1999, ou seja, em 23 anos.


O ambiente de maior incerteza hoje em relação à última reunião do Copom se dá pelas discussões em torno da "PEC da Transição", aprovada em discussão no Congresso e que tem hoje um impacto de R$ 168 bilhões em despesas acima do teto de gastos (que trava as despesas federais). A PEC foi desenhada para abrir espaço no Orçamento de 2023 para programas como o Bolsa Família de R$ 600.


No mercado, há dúvidas sobre quando o juro voltará a cair, por conta da PEC. Pelo boletim Focus, com projeções de mercado coletadas pelo BC, a expectativa de início da queda dos juros passou de junho para agosto do próximo ano. Isso vai depender também do comportamento da inflação.


Em novembro, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,95%, e, com esse resultado, acumula alta de 9,26% no ano e de 10,74% em 12 meses. A inflação acumulada em 12 meses é a maior desde novembro de 2003, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o segundo mês de alta de inflação após 3 meses de deflação entre julho e setembro.



A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. Para 2022, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.


Por Agência O Globo | Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Banco Central mantém Selic em 13,75%

Copom decidiu manter patamar da taxa básica de juros diante de arrefecimento da inflação no país e poucas alterações do cenário internacional


O Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada nesta quarta-feira (26). Essa era a expectativa do mercado, diante de um arrefecimento da inflação no país e de poucas alterações no cenário internacional, considerado adverso e volátil.



"O Comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui os anos de 2023 e de 2024. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", escreveu em nota.


O BC alerta que permanecerá vigilante em relação à eficácia da manutenção dos juros mais elevados por período prolongado para o controle da inflação e afirmou que não "hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado". A decisão do Copom foi unânime.


Em nota, o BC considerou como fatores de risco para elevação da inflação a persistência das pressões inflacionárias globais, a incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e um hiato do produto mais estreito. Entre os fatores que podem baixá-la estão uma queda adicional dos preços das commodities internacionais, a desaceleração da atividade econômica global mais acentuada e a manutenção dos cortes de impostos projetados para serem revertidos em 2023. "O Comitê avalia que a conjuntura, ainda particularmente incerta e volátil, requer serenidade na avaliação dos riscos", escreveu.


Na última reunião, em setembro, o BC encerrou o maior ciclo de alta de juros desde a criação do regime de metas de inflação, em 1999, também votando pela manutenção da Selic em 13,75%. Até então, foram 12 elevações seguidas, em ciclo iniciado em março de 2021.


O economista-chefe da Daycoval Asset, Rafael Cardoso, pontua que esta decisão reforça a anterior:


— O BC não está amarrado em não subir ou não derrubar a taxa de juros, mas o plano A é a manutenção e não parece ter nada substancial para alterar esse plano.


Para ele, o horizonte relevante da autoridade monetária já está bem mais adiante, visando cumprir a meta de inflação só em 2024, e é por isso que projeta que os juros só vão começar a cair em agosto do ano que vem:


— O fato é que em 2023 o BC vai estar olhando 2024, porque o cenário ainda não está ok, e vai conviver com uma inflação qualitativamente incômoda pela parte de serviço.


Inflação em queda

Desde a última reunião do Copom, o quadro de alívio na inflação está se mantendo. O IPCA, por exemplo, já registrou três deflações seguidas – de julho a setembro, o recuo no preço dos combustíveis puxou o índice para baixo. A prévia da inflação desse mês, com aceleração, acende um alerta, no entanto, já que esse é um item que acelerou.


Ainda assim, o mercado vem reduzindo suas projeções para a inflação em 2022 e 2023, conforme o boletim Focus do BC. A inflação segue acima da meta e fora do intervalo de tolerância fixado para os dois anos, mas num patamar menor.


Do lado internacional, por exemplo, ainda há indicação de forte persistência inflacionária, seguida de uma reação contundente das autoridades monetárias em economias avançadas, como é o caso dos Estados Unidos.


Por Agência O Globo -  Foto: Marcelo Casall Jr/Agência Brasil


quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Copom encerra maior ciclo de alta dos juros e mantém Selic em 13,75%

 O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (21), o patamar em vigor é o mesmo desde o início de agosto.


A interrupção da alta dos juros ocorre em um cenário de desaceleração da inflação. Influenciada pelos preços dos combustíveis, devido ao corte de impostos sobre itens essenciais e à redução do preço internacional do petróleo, houve deflação no país pelo segundo mês seguido em agosto.


“O Comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2023 e, em grau menor, o de 2024. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, diz o comunicado.


A taxa básica de juros foi elevada por 12 vezes consecutivas desde março de 2021. No período, a Selic subiu 11,75 pontos percentuais, configurando o maior e mais longo ciclo de alta desde 1999.


Por: Rafaela Gonçalves - Correio Braziliense - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil




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