Data deve gerar R$90 milhões em consumo adicional em um cenário de maior cautela das famílias com o orçamento, segundo Fecomércio PE
Do total projetado para o Dia das Crianças, cerca de R$90 milhões devem representar consumo adicional, que não ocorreria sem a data, enquanto o restante corresponde à substituição de outras compras que seriam realizadas pelas famílias ao longo do mês.
No conjunto do comércio pernambucano, a movimentação prevista para outubro é 5,38% inferior, em termos reais, à registrada no mesmo mês de 2025. O resultado está associado, principalmente, à base elevada de comparação do ano passado e ao aumento da inadimplência das famílias. A projeção também fica 2,07% abaixo da média registrada nos meses de outubro de 2023 a 2025.
Bernardo Peixoto, presidente da Fecomércio-PE, destaca que o Dia das Crianças segue como uma data relevante para o varejo, mas ocorre em um momento de maior cautela das famílias na hora de decidir onde alocar a renda disponível. Segundo ele, parte do consumo associado à data acaba sendo incorporada ao planejamento financeiro já previsto para o mês.
“Historicamente, a data movimenta o comércio e tem um significado especial para as famílias. No entanto, os dados mostram que, este ano, as famílias estão mais cuidadosas com o orçamento e, por isso, parte dessas compras acaba substituindo outros gastos que já estavam previstos para o mês. É um cenário que chama a atenção do comércio e traz uma oportunidade de atender essa procura de forma adequada ao momento das famílias”, comenta Bernardo.
Na avaliação do economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, esse comportamento não elimina o efeito positivo da data sobre a atividade comercial, mas indica que seu impacto precisa ser analisado dentro do cenário mais amplo de consumo. “Os dados indicam que parte das compras realizadas para a data representa uma reorganização do orçamento das famílias ao longo do mês. Ainda assim, os cerca de R$90 milhões de consumo adicional representam uma movimentação que beneficia os segmentos associados à data”, afirma o economista.
Do Portal Folha de Pernambuco

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