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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Pernambucanos tiram sonho do papel para a abertura de novos negócios

Amanda adaptou a própria cozinha para
a produção de bolos e biscoitos
Foto: Acervo Pessoal
Ser dono do próprio negócio, atuando na área que mais se identifica e, ainda, tendo a chance de alcançar a independência financeira. A combinação segue como um sonho para mais da metade dos trabalhadores formais. Contudo, o alvo ainda esbarra no receio de ter que começar do zero e sem a devida orientação, principalmente quando não se dispõe de dinheiro suficiente no bolso. Conforme dados do Sebrae Pernambuco, os números vêm sendo ampliados nesta fatia do mercado, com destaque para as mulheres, que passaram a ocupar espaços antes mais expressivos entre o público masculino.



O mais recente relatório da GEM (Global Entrepreneurship Monitor), considerado o maior consórcio de pesquisa em empreendedorismo do mundo, 53% da população adulta brasileira, o equivalente a cerca de 51,5 milhões de pessoas, pretende abrir algum tipo de atividade nos próximos três anos. Conforme especialista do setor, o planejamento é a chave para o êxito, entendendo as demandas, necessidades e questões específicas da área em que se pretende ingressar.



“O negócio deve ser enxergado com foco no cliente, não podendo ser algo apenas para suprir um desejo pessoal. É indispensável a observação das tendências, entender o que o mercado está pedindo, a área que será atendida e o comportamento do consumidor. Isto inclui o poder aquisitivo e seus principais hábitos”, explica o analista do Sebrae-PE, Senyr Arruda. Conforme o consultor, esta averiguação é essencial para o fôlego do estabelecimento em qualquer fase. “É uma receita para empreendedores novos ou aqueles que já estão consolidados”, acrescenta.



O Brasil conta com uma média de 50 milhões de empreendedores, dos quais cerca de 20 milhões já têm um negócio próprio estabelecido há, pelo menos, três anos e meio. Quem consome esses produtos, nos mais variados segmentos, tem se mostrado mais exigente. “Após a pandemia, houve um crescimento do hábito digital da população, mas a forma presencial, de tocar, conhecer locais e obter novas experiências não foi extinta. Hoje, o básico não é mais suficiente, sendo preciso a superação das expectativas para fidelizar e manter o negócio saudável", destaca, lembrando também eixos que considera essenciais, como a qualidade dos materiais aplicados e a medida certa para precificação.



Cristiane já se organiza para a abertura
de um espaço
próprio de atendimento infantil
(Foto: Silvana Barbosa)
Para Amanda Souto, 50, moradora do bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, a rotina agitada do ambiente bancário já não trazia a plena felicidade. “Seguia sem conseguir dar a atenção necessária ao meu filho e sem obter retorno a contento. Sempre alimentei a vontade de trabalhar para mim mesma e isso foi aumentando cada vez mais”, conta. Há cerca de dois anos, ela adaptou a cozinha de casa para a produção de bolos e cookies, um formato de biscoitos especiais, que logo caiu no gosto da clientela. “Apesar do medo, investi o dinheiro que tinha e contei também com a ajuda de parentes que acreditaram na minha ideia. Até cartão de crédito emprestado eu pedi. Hoje a produção representa 100% da minha renda, não me arrependo de nada”, revela.


Não está sendo diferente para a psicopedagoga, Cristiane Oliveira, 45. Ela deixou de lado o desejo da compra de um carro mais novo, adicionou mais recursos economizados e está prestes a tirar do papel o plano de abrir um espaço de atendimento para crianças com necessidades especiais, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da Capital. “A experiência de mais de 20 anos atuando dentro das salas de aula, me aproximou ainda mais deste desejo”, diz. A aquisição da sala comercial e sua consequente reforma, representam um desafio no orçamento, mas que vem sendo suprido pela rotina regrada nas despesas. “Tudo isto é algo novo pra mim, mas sinto a certeza de que estou no caminho certo”, afirma, lembrando que além de fortalecer a renda, tem como propósito a capacitação de outros profissionais, possibilitando chances para outras pessoas.


- Fortalecer a marca é primordial para o negócio

Fortalecer o nome do negócio, tornando-o conhecido e na boca do cliente é o que almeja qualquer empreendedor. Registrar uma marca é a única forma de protegê-la legalmente contra possíveis copiadores, além de distingui-la da concorrência e ainda ganhar espaço no mercado. Segundo especialista, é a marca que figura entre os mais importantes patrimônios de uma empresa. Quando bem cuidada, pode gerar lucros constantes, além de evitar dores de cabeça.


“Costumo explicar que o momento certo para fazer o registro é quando se acredita no negócio, ou seja, desde o primeiro passo. É isto, junto com o bom andamento, que vai pavimentar o futuro do seu projeto”, explica o advogado Marcelo Porto Neves, professor de propriedade intelectual. As peças se classificam entre nominativa, figurativa, mista e tridimensional, tendo cada grupo suas especificidades. “É importante procurar orientação com um profissional qualificado, evitando cair em golpes”, reforça.


Segundo a legislação, se outra pessoa física ou jurídica possui marca idêntica ou semelhante com a utilizada em outro negócio, para produto ou serviço equivalente, pode ser obrigada a retirá-la de circulação e, inclusive, ter que pagar uma indenização pelo uso indevido.


Do Diario de Pernambuco

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