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domingo, 7 de novembro de 2021

Confecções ganham o mundo

Abrir um negócio e ter potencial para exportar é um sonho de muitos microempreendedores. Porém, saber exportar e ter conhecimento sobre o assunto ainda é raro no segmento de confecções, mas representa uma porta de entrada para o sucesso.


Somente em 2020, o segmento alcançou, nacionalmente, o valor de US$ 209 bilhões em exportação. Embora o número represente uma contração de 5,4% em relação ao ano anterior, devido à pandemia, a exportação é um importante passo no percurso de uma empresa.


Em Pernambuco, por exemplo, no ano de 2020, o Estado ficou na 15ª posição como maior Estado exportador brasileiro, com aproximadamente US$ 1,58 bilhão, cerca de R$ 8,8 bilhões pelo câmbio atual. Os dados são da Pesquisa Oportunidades Comerciais para Micro e Pequenas Empresas 2020, realizada pelo Sebrae em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).


Cultura a ser incentivada

Para o analista de Competitividade do Sebrae Nacional e conselheiro do Sebrae Pernambuco, Gustavo Reis, o Estado ainda não tem uma cultura muito forte de exportação, mas que deveria ser melhor explorada. “Uma das explicações é a falta da cultura exportadora. Os negócios nascem e nunca pensam no mercado internacional.


Querem apenas vender no bairro, no município ou na capital. Outro aspecto é que Pernambuco exporta muita fruta e falta incentivo para trazer essa agenda de internacionalização. No caso das confecções, é um setor com grande potencial exportador”, detalha.



Estilista e sócia-proprietária da Refazenda, Magna Coeli aderiu ao mercado externo, mas também aponta a falta de estímulos para incentivar os empresários a exportarem. “Nossa decisão de exportar foi que o mercado exterior tem fome e olha com bastante apetite para o Brasil, porque é um produto exótico, atraente”, explica.


Ainda de acordo com Magna, ao longo dos anos que fez exportação, Portugal, França, Itália e Espanha foram os países onde realizou o envio de mercadorias. Porém, apesar da dificuldade, Magna considera vantajosa a exportação. “Ela agrega sempre, porque a moeda é em dólar”, ressalta.


Com relação a empregabilidade, Magna revela que precisaria ter um volume maior para conseguir transformar as vendas em novos postos de trabalho. “Nosso volume foi de 80% no mercado interno e 20% de exportação. Mas isso nunca impactou em maiores empregos. Porém, se isso se tornar mais costumeiro, precisaríamos de novos funcionários para dar conta da demanda”, diz.


Por outro lado, há quem avalie que a exportação é um negócio muito favorável. Para o gerente comercial da Iska Viva, Fábio Quintiliano, a marca já exporta os produtos há quase 20 anos para diversas partes do mundo. Portugal, Estados Unidos, Argentina e Uruguai são alguns dos exemplos de países em que a marca já realizou negócios.


Em 2019, o Brasil foi o segundo principal fornecedor do Uruguai para os produtos do setor, tendo ampliado sua participação em 3,1 pontos percentuais no último ano ante à participação observada em 2015.


Ainda segundo Quintiliano, quando a marca resolveu exportar era um mercado novo a ser explorado. “São vários os benefícios. Você ‘tá’ com produto lá fora e isso é satisfatório e traz credibilidade”. Além disso, o gerente ainda ressalta os benefícios fiscais, que reduzem a carga tributária imputada às empresas. Com isso, a margem de lucro consegue ser maior.


"Se o mercado externo procura seu produto, você sabe que está bem valorizado. Hoje, com o dólar em alta é um excelente negócio e se torna barato mesmo frente a concorrência”, diz Quintiliano. O principal concorrente do Brasil é a China, que detém uma grande fatia das exportações no setor de confecções. “Mas quem quer biquini brasileiro não vai atrás da China”, conclui. 


Da Folha de PE / Foto: Pixabay

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