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domingo, 1 de abril de 2018

Arena de Pernambuco busca novos caminhos

Fotos: Arthur de Souza / Folha de Pernambuco

Alvo de polêmicas desde o início da sua construção, a Arena de Pernambuco pode, enfim, passar por uma avalanche de boas notícias. Nos corredores do empreendimento, que está sendo gerido pelo Governo de Pernambuco, a expectativa é que de sejam anunciadas nos próximos dias a etapa final do processo licitatório que busca há mais de um ano um novo gestor privado para o estádio, a captação de um patrocinador e também a realização de um show internacional - evento que é esperado desde a inauguração da Arena, em 2013. 



À frente do estádio, Kleber Borges admite que os próximos dias serão decisivos para o futuro da Arena de Pernambuco. “São processos longos, mas estamos chegando à fase final”, diz Borges, reconhecendo também que esses avanços são necessários. Afinal, mesmo depois de uma série de cortes, a Arena continua dando prejuízos aos cofres públicos.  Hoje, segundo o diretor-geral, as despesas mensais giram em torno de R$ 900 mil. Porém, nem em um mês considerado positivo, as receitas chegam aos R$ 500 mil. Por isso, há um déficit mensal médio de pelo menos R$ 400 mil na Arena. Borges lembra, no entanto, que esse prejuízo já foi maior. “Antes, o gasto mensal era de R$ 2,2 milhões. Agora, vai de R$ 850 a R$ 900 mil. Reduzimos as despesas em 41% sem perder a qualidade”, afirma, contando que os cortes foram feitos na folha de pagamento e na manutenção, através da otimização dos custos com energia e limpeza. 

As receitas, no entanto, não cresceram tanto, mesmo com o início da cobrança de alugueis para a realização de jogos e a captação de mais eventos corporativos. Segundo a administração estadual, por mês, seriam necessários dois shows e quatro jogos de grande movimentação para que as contas saíssem do vermelho. Mas os shows ainda não chegam a esse nível. A expectativa é que só a próxima gestora privada consiga esse feito, mas antes disso a gestão estadual quer trazer um artista internacional para mostrar que o estádio tem potencial para eventos de grande porte. E, segundo Kleber, este show está perto de ser anunciado. “Estamos nos últimos detalhes da negociação”, conta, sem dar nenhuma pista da atração, mas garantindo que gravadoras de São Paulo têm interesse na proposta. “Mostramos que reduzimos nossos custos e que temos aceitação do público de outros estados. No jogo Brasil x Uruguai, por exemplo, 24% do público veio da Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte", alega. 


Além disso, Borges quer anunciar em breve a captação de um novo patrocinador para o empreendimento - que perdeu o apoio da Itaipava e, no ano passado, não foi procurado por nenhuma empresa privada quando lançou um chamamento público em busca de patrocinadores da área de bebidas. O diretor-geral explica que, desta vez, as regras foram flexibilizadas. Ao invés de pagar uma cota para poder expor a sua marca e ter exclusividade na comercialização dentro do estádio, o patrocinador poderá entregar esse pagamento tanto em dinheiro quanto em serviços de manutenção ou captação de eventos. Ele só tem a obrigação de gerar um caixa de R$ 1 milhão para a Arena até o fim do ano. “É uma forma de garantirmos esse patrocínio”, explica.

Mesmo solucionando esses dois impasses, o Estado não quer continuar gerindo a Arena no próximo ano. Por isso, também dá andamento ao Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) que busca uma forma rentável de entregar o estádio de volta à iniciativa privada. Este, no entanto, parece ser o maior desafio da atual administração. Afinal, o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) construído com a Odebrecht no início da obra não teve sucesso. A parceria gerou prejuízos milionários para o Estado e foi rescindida em junho de 2016. E esse resquício, aliado às suspeitas de corrupção, pode gerar o desinteresse da iniciativa privada. 

Pensando nisso, o Governo pediu ajuda ao mercado para encontrar um bom modelo de gestão para a Arena. E os três estudos construídos nesse sentido estão sendo avaliados desde o fim do ano passado. “Este não é um processo simples. Temos que fazer um estudo aprofundado para poder entregar algo que seja interessante para o governo e também para a empresa que venha fazer a manutenção e a operação da Arena. Até porque a gente sabe que o mercado está em um momento complicado. As empresas ainda têm dificuldades para vir fazer negócios no Brasil. E nós não podemos falhar nesse processo, precisamos de um entendimento do mercado e do Tribunal de Contas do Estado. Mas estamos na fase final”, argumenta Borges, dizendo que o Estado ainda avalia a possibilidade de contratar uma consultoria privada para ter a certeza de que o modelo de concessão escolhido seja o mais adequado para Arena. Mesmo assim, o diretor-geral promete lançar o edital de licitação ainda no primeiro semestre deste ano. Com isso, a expectativa é que a gestão do empreendimento seja transferida para o capital privado até o fim do ano.
Da Folha de PE

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