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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Endividamento dos pernambucanos cai para 78% em setembro

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada localmente pela Fecomércio-PE, o percentual de famílias que declaram estar endividadas no em Pernambuco recuou 2,9 pontos percentuais em setembro, encerrando então o terceiro trimestre em 78%.


O resultado de setembro representa uma melhora na dimensão do endividamento das famílias no estado, que desde fevereiro oscilou entre patamares de 79% a 81%. Não obstante essa melhora no curto prazo, a proporção de famílias endividadas se mantém acima do nível de um ano atrás, na comparação com setembro de 2020, quando o percentual era de 75,7%.



O mês de setembro também registrou o terceiro mês consecutivo de queda no percentual de famílias com contas atrasadas, que era de 33,2% em junho, final do segundo trimestre, e agora chegou a 30,9% no final do terceiro trimestre. Na comparação com o nível registrado a um ano atrás, observa-se que o índice de inadimplência não sofreu mudança significativa, com aumento de 0,5 pontos percentuais.



Já o percentual de famílias que se dizem sem condições de pagar as contas atrasadas ficou no mesmo patamar observado em agosto, quando chegou a 15,1%, após cinco meses seguidos de alta. Na comparação com setembro de 2020, o indicador recuou 2,1 pontos percentuais.


A PEIC-CNC também investiga mensalmente a dimensão do endividamento familiar, segundo a percepção das famílias. Em setembro, 20,3% das famílias se disseram muito endividadas, nível que ficou muito acima do percentual observado no mesmo mês de 2020, quando o percentual registrado foi de 12,8%.


O demonstrativo por tipo de dívidas aponta que o cartão de crédito reduziu levemente sua participação entre os débitos declarados pelas famílias endividadas no mês de setembro, comparado ao mês anterior, mas persiste como o principal vetor do endividamento familiar. As dívidas com carnês e com cheque especial, por outro lado, vêm avançando fortemente.


Essa dinâmica sugere que as contratações de crédito vêm potencializando o endividamento, em que, possivelmente, boa parte pode estar sendo direcionada para a quitação de débitos com financeiras e cartões, uma vez que este, sendo o principal vetor de endividamento, tende a ser o principal tipo das dívidas em atraso.


Segundo dados do Banco Central, o saldo das operações de crédito no Sistema Financeiro Nacional, ou estoque de crédito, às pessoas físicas do estado cresceu 2,4% em agosto em relação a julho, sendo o maior aumento para o mês de agosto, desde 2008, quando foi de 3,0%. Já na comparação anual, em relação a agosto de 2020, o crescimento foi de 20,2% – maior aumento da comparação anual, desde dezembro de 2011.



Em um cenário de inflação elevada, com previsão de encerrar o ano muito acima do teto meta em 2021, além de um mercado de trabalho ainda bastante fragilizado, com alto percentual de trabalhadores por conta própria, na informalidade e menores remunerações no emprego formal, o orçamento familiar mais apertado vem levando ao aumento da busca por crédito na composição da renda. 


Do Diario de PE / Foto: Marcello Casal jr/AGência Brasil

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