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domingo, 2 de agosto de 2020

Vendas de veículos se reaquecem com flexibilização em Pernambuco

(Foto: Armando Artoni/Divulgação. )
No início da pandemia do coronavírus, as vendas de veículos sofreram um impacto negativo forte em Pernambuco. Porém, mesmo em um cenário de instabilidade econômica intensificada pelos efeitos do isolamento social, com as atividades econômicas registrando reflexos negativos, além da intenção de consumo dos pernambucanos estar em queda acumulada, o setor já vê um movimento de recuperação no estado. As vendas de veículos voltaram a tomar fôlego, entre os novos e, principalmente, entre os seminovos. Porém, a jornada ainda é longa para alcançar o patamar de antes da pandemia.

Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, os números de maio apresentaram um desempenho negativo em relação ao mesmo mês do ano passado, com recuo de 43,8% nas vendas de veículos, motocicletas, partes e peças em Pernambuco. Porém, o resultado não reflete a sensação do setor no estado. "Essa queda acentuada tem uma explicação. É bom lembrar que esse volume conta com as vendas dos produtos exportados, do que vende aqui e é enviado para outro lugar, e isso teve uma queda realmente muito grande", explica Rafael Ramos, economista da Fecomércio-PE. 

Mas o comportamento do consumidor pernambucano segue outra tendência. "Com o isolamento social, as pessoas estão buscando o transporte de uma maneira individual como forma de evitar a exposição ao contágio do coronavírus, ainda existe um comportamento conservador em relação à infecção para não usar o transporte coletivo. Além disso, com o desemprego alto, muita gente acaba comprando um carro para começar a trabalhar em transporte de aplicativo", acrescenta. 

Para Marcony Mendonça, diretor geral do Grupo Italiana, o mercado de automóveis surpreendeu. "Havia uma demanda reprimida por conta dos três meses fechados, então as vendas foram acima das expectativas na reabertura das lojas. Mesmo assim, ainda não atingiu o patamar anterior. A Italiana vendia em torno de 500 carros por mês antes da pandemia e agora a previsão é cair para 400. A procura maior é por seminovos. E, de toda forma, não sabemos o que vai acontecer nos próximos 30 a 60 dias, pode ser que caia", pontua. Inclusive, os planos de investimentos do grupo não foram paralisados durante a pandemia e uma nova loja da Jeep Italiana foi inaugurada nesta semana no Pina. "A loja estava 90% pronta antes da pandemia e teve que parar a construção e agora inauguramos. A expectativa é dobrar as vendas do que tínhamos com a unidade da Caxangá porque vamos estar mais próximos do público-alvo", acrescenta. 

O mercado de seminovos também está se reaquecendo. "O valor é um pouco menor e o carro novo geralmente desvaloriza muito e até a própria revenda é difícil. O seminovo, mesmo que for repassar, não vai desvalorizar tanto", diz Rafael Ramos. Na JBS Veículos, de seminovos, as vendas tiveram uma queda brusca em abril, de 60%. Porém, nos meses seguintes, os números já passaram amostrar uma recuperação."A gente acredita que a retomada não está demorando tanto quanto algumas análises previam, não está sendo tão tardia. De abril para maio, houve um aumento de 90% nas vendas, mesmo percentual alcançado na passagem de maio para junho. E o ritmo de vendas nesse mês esta igual", afirma Saulo Galvão, sócio da JBS Veículos. "A gente vende seminovo com pouco tempo de uso e os clientes fazem a conta quando vão comparar com o preço do zero. Nosso estoque baixou, mas não zerou porque, diferente de outras lojas que pararam de comprar, nós continuamos", complementa.  Para continuar lendo, clique AQUI.

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