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quarta-feira, 25 de março de 2026

Páscoa de 2026 deve movimentar R$ 410,9 milhões em Pernambuco, aponta Fecomércio-PE

A Páscoa de 2026 deve movimentar cerca de R$410,9 milhões na economia de Pernambuco ao longo do mês de abril, segundo levantamento do Hub de Dados do Comércio da Fecomércio-PE. A estimativa foi construída a partir da análise da arrecadação de ICMS combinada com indicadores macroeconômicos e aponta uma retração de 2,9% em relação ao ano passado.



Apesar do recuo, a data segue como uma das mais relevantes para o comércio no primeiro semestre. O cenário projetado indica uma acomodação no consumo, influenciada principalmente pela inflação e pelo aumento do endividamento das famílias.



Para chegar aos resultados, o estudo utilizou um modelo econométrico que considerou variáveis como inflação, nível de endividamento, intenção de consumo e efeitos da pandemia na economia. A análise mostra que o comportamento das famílias tem impacto direto sobre o desempenho das vendas sazonais. De acordo com os dados, cada ponto de aumento no Índice de Consumo das Famílias (ICF) pode representar uma injeção adicional de cerca de R$4,02 milhões no comércio durante o período.


Por outro lado, o avanço do endividamento tende a frear o consumo. Segundo o levantamento, a cada aumento de um ponto percentual no nível de endividamento das famílias nos meses que antecedem a páscoa, a movimentação financeira associada à data pode cair aproximadamente R$ 6,19 milhões no estado.


Outro fator relevante é o aumento dos preços de produtos tradicionalmente consumidos na Páscoa, o que tem provocado mudanças no padrão de compra. Nos últimos 12 meses, o chocolate acumulou alta de 26,3%, a maior entre os itens analisados. O achocolatado subiu 17,9% no período, enquanto o bacalhau teve aumento de 13,3% e o vinho, de 11%. As variações superam a inflação geral, estimada em 3,81%, e tendem a estimular a substituição de produtos na cesta de consumo.



O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, avalia que o período continua estratégico para o setor, mesmo diante das pressões de preço.


“A Páscoa permanece como uma das datas relevantes para o comércio no primeiro semestre e, mesmo com o aumento de preços de alguns itens tradicionais, deve movimentar cerca de R$ 410,9 milhões na economia pernambucana. O consumidor tende a ajustar sua cesta de compras, e o comerciante que observar essas mudanças pode aproveitar melhor o período”, afirma.


Na mesma linha, o economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, destaca que o cenário projetado está diretamente ligado à elevação dos preços. “A projeção para 2026 indica uma acomodação no consumo em relação ao ano anterior, influenciada principalmente pela alta de itens associados à data. O chocolate, por exemplo, acumulou aumento expressivo nos últimos 12 meses, o que estimula a substituição por outros produtos”, explica.


Formalização cresce no período



Além dos impactos no consumo, o período também influencia o comportamento dos empreendedores. Os dados apontam crescimento sazonal na formalização de pequenos negócios nos meses que antecedem a Páscoa.


Historicamente, março registra aumento no número de registros em relação a fevereiro, mês que costuma apresentar menor volume de aberturas. Para este ano, a expectativa é que Pernambuco alcance cerca de 8.898 microempreendedores individuais (MEIs) formalizados em março e 9.965 em abril, movimento associado à preparação para atender à demanda gerada pela data.



Apesar da retração projetada para 2026, o levantamento mostra que a Páscoa mantém relevância para o comércio estadual. Em 2021, durante o auge da pandemia, o impacto financeiro da data chegou a R$ 279 milhões, em valores corrigidos. Desde então, os números voltaram a crescer, superando os R$ 420 milhões em 2024 e 2025.


A estimativa atual, embora menor, reforça um cenário de moderação no consumo, mas ainda confirma o peso da Páscoa para o desempenho do comércio pernambucano no início do ano.


Metodologia


O estudo foi elaborado com base em um modelo econométrico aplicado à série histórica da arrecadação de ICMS do estado entre 2013 e o início de 2026. A metodologia considerou variáveis como o Índice de Consumo das Famílias (ICF), o nível de endividamento e os impactos da pandemia, com o objetivo de isolar o efeito específico da Páscoa sobre a movimentação econômica.


Da Folha de Pernambuco







sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Carnaval deve movimentar mais de R$ 263 milhões em Pernambuco, aponta Fecomércio-PE

Após 2 anos sem a tradicional festa de carnaval, em função da pandemia da Covid-19, Pernambuco já volta a reviver a época, com muita expectativa para os foliões e, principalmente, para os setores que fazem renda neste período, seja no segmento de  alimentação e bebidas, de embelezamento e cuidados pessoais – como perfumarias, cosméticos, maquiagem, penteado e manicure – de confecções – incluindo adereços e customização de vestuários, artístico, de hotelaria, turismo etc. 


O setor hoteleiro, por exemplo, mesmo com a alta de preços das passagens aéreas em 2022, principalmente ao longo do segundo semestre, momento em que as viagens comumente são planejadas, estima, por meio da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE), uma ocupação de 90% em Recife e Olinda, além de 95% em Ipojuca. A Prefeitura do Recife estimou para este ano uma circulação de até 4 milhões de foliões e turistas, entre Olinda e Recife, durante os dias de carnaval. 


A economia local, obviamente, será beneficiada com a grande festa. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o volume de faturamento das atividades típicas do turismo no Carnaval de 2023, a preços de janeiro deste ano, será de R$ 263,7 milhões em Pernambuco, ou 3,2% do volume esperado para o Brasil como um todo.


Segundo a Fecomércio-PE, o valor não reflete um montante que represente o potencial do período carnavalesco em termos de comercialização de produtos e serviços turísticos em anos anteriores, "mas significa o segundo ano de recuperação do volume de negócios para a temporada". Conforme os dados da CNC, em 2021, no primeiro carnaval afetado pela pandemia, o volume de faturamento chegou a R$ 188,40 milhões, registrando uma queda de 37,4% em relação ao ano anterior. Nos dois anos seguintes, o volume cresceu 18,8% e 17,8%, respectivamente.


Em termos de postos de trabalhos gerados para o período, a CNC estima que serão abertas 511 mil vagas temporárias para o Carnaval entre as atividades típicas do turismo, número que representa 2,1% da expectativa estimada para o Brasil. O segmento de alimentação deve gerar o maior faturamento entre as atividades, representando cerca de 44% do volume em 2023, seguido do transporte de passageiros (29%) e hospedagem (11%). Já no que diz respeito às vagas temporárias, as áreas de cozinha e limpeza, juntas, devem concentrar percentual relevante (41%) das oportunidades de ocupação.


"Mesmo diante de dificuldades conjunturais que se estendem após dois anos de eclosão da pandemia – alta de preços em diversos segmentos do varejo e dos serviços essenciais, manutenção de juros em patamar elevado e elevação do endividamento e da inadimplência –, impactando a disponibilidade para a realização de gastos durante as atrações carnavalescas, configura-se um cenário otimista para os negócios relacionados ao período", avaliou a Fecomércio-PE. 

 

Da Redação com Fecomércio-PE  |  (Foto: Peu Ricardo/DP)

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Empresários estimam crescimento de 17,3% em vendas durante a Black Friday, aponta Fecomércio-PE

A maioria dos empresários pernambucanos espera um bom volume de vendas para este final de ano, comparando com a mesma época de 2021, tanto para o período do Black Friday, quanto para Natal e Réveillon, apontou uma pesquisa realizada pela Fecomércio-PE. A ‘Sondagem de Opinião do Fim de Ano 2022’ foi realizada entre os dias 03 e 09 de outubro, com base em um plano amostral de 1.000 consumidores com renda mensal familiar a partir de 1 salário mínimo, e de 400 estabelecimentos do varejo e dos serviços de alimentação na Região Metropolitana do Recife, Agreste e Sertão. 


Com a maior movimentação no comércio, os empresários pretendem recuperar parte do mal desempenho das vendas realizadas ao longo de 2022. A pesquisa estima que os empresários esperam um crescimento de 17,3% nas vendas referentes ao Black Friday. Já quanto ao período que antecede o Natal/Réveillon, estima-se um crescimento de 19,6%. O estudo ainda revelou que um terço dos consumidores  pretende aproveitar o período Black Friday para antecipar compras de Natal e Réveillon.


Vagas Temporárias - A sondagem revelou que pouco menos que ¼ (23,6%) dos estabelecimentos do varejo pretende recrutar funcionários temporários para colaborar com a realização de vendas relacionadas ao período de descontos do Black Friday. Para as vendas relacionadas ao Natal/Réveillon, por sua vez, 36,0% dos estabelecimentos devem contar com colaboradores temporários.


Black Friday - A sondagem revelou que 54,3% dos consumidores pernambucanos com 18 anos ou mais, pretendem realizar compras no período de Black Friday de 2022, patamar que é aproximadamente 4 pontos percentuais abaixo do projetado às vésperas do mesmo período em 2021, quando a expectativa de realizar compras era de 58,2%.


A proporção dos que não pretendem comemorar nenhum evento do final de ano é maior entre as pessoas da classe de renda domiciliar de 1 a 2 salários mínimos (s.m.), quando alcança 16,1%. Nas classes de 2 a 5 s.m. e de 5 ou mais s.m., o percentual situa-se em 10,9% e 8,4%, respectivamente.


Do Diario de Pernambuco -  (Foto: Leandro de Santana/ DP)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Proporção de famílias endividadas em Pernambuco bate recorde em janeiro, aponta Fecomércio-PE

Realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Pesquisa Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) apontou que a proporção de famílias que se declaram endividadas em Pernambuco chegou a 80,4% neste mês. De acordo com o recorte local realizado pela Fecomércio-PE, o resultado representa o maior percentual de famílias endividadas para o mês de janeiro na série histórica da PEIC em Pernambuco.


Esse também é o maior percentual desde setembro de 2021, quando a proporção ficou em 80,9%. Para o mês de janeiro, o último recorde havia sido registrado no ano passado, com 78,1%. No entanto, de acordo com a Fecomércio, esse desempenho já estava em ascensão desde janeiro de 2020, quando chegou a 72,3%, já 4,6 pontos percentuais acima do patamar observado em janeiro de 2019 (67,7%). Em comparação ao mês de dezembro de 2021, o número de famílias endividadas em Pernambuco está estável.


Compondo o quadro de endividamento em janeiro de 2022, aproximadamente 23% das famílias afirmaram estar muito endividadas, enquanto 35% se declaram moderadamente endividadas, ou seja, em um nível de endividamento prestes a impactar as relações do consumo familiar. Outros 23% se declaram pouco endividadas e 20% registram que não possui nenhum tipo de dívida comprometendo o orçamento doméstico.


Entre os tipos de dívidas mais presentes, o destaque ficou por conta do cartão de crédito, citado por aproximadamente 95% das famílias, e dos carnês (30%). Este último, registrou uma queda de 1,6 pontos percentuais entre janeiro e dezembro. Outro tipo de dívida que também registrou queda foi o cheque especial, citado por 11% das famílias em dezembro e por 8% em janeiro.


A parcela média da renda comprometida com as dívidas ficou em 30,7% em janeiro, patamar considerando limite sobre o orçamento. Em termos de horizonte temporal, as famílias projetam que a composição atual das dívidas seguirá comprometendo a renda por aproximadamente 8 meses.


INADIMPLÊNCIA

O percentual de famílias com dívidas cujo pagamento se encontra atrasado também ficou praticamente estável na passagem de ano, saindo de 32,9% em dezembro para 32,3% em janeiro. Já o tempo médio de atraso sobre o pagamento é de 59,2 dias. Na comparação anual, com janeiro de 2021, a proporção de famílias inadimplentes cresceu 3,1 pontos percentuais e o número médio de dias em atraso cresceu 1,3 dias.


Entre dezembro e janeiro, o percentual de inadimplentes e sem condições de quitar as dívidas em atraso também permaneceu estável, saindo de 17,3% em no mês anterior e para 17,2% no mês atual. Na comparação anual, por outro lado, a proporção de famílias sem condições de pagamento das contas atrasadas já aumentou 5,3 pontos percentuais em relação a janeiro de 2021.


Esse indicador segue em alta desde abril, quando chegou a 12,0%, ilustrando o agravamento das condições financeiras ao longo de 2021. Além disso, passa a preocupar, perante a expectativa para novos aumentos na taxa básica de juros, dificultando as condições de negociação das dívidas em atraso ao longo de 2022.


 Por: Diario de Pernambuco / Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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