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quarta-feira, 17 de maio de 2023

Indústria tem queda na produção e no emprego em abril, aponta CNI

A produção industrial caiu na passagem de março para abril deste ano – o índice de evolução da produção ficou em 42,6 pontos, abaixo da linha de corte de 50 pontos que separa a queda do crescimento da produção. O índice é 2,2 pontos inferior à média para meses de abril, conforme a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada nesta quarta-feira (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 



De acordo com o estudo, além da produção, o emprego industrial também registrou queda no mês passado. O índice de evolução do número de empregados foi de 48 pontos – 1,5 ponto menor em relação a março. O indicador, de acordo com a CNI, se mantém abaixo da linha de corte desde outubro de 2022, “o que mostra que há seis meses o emprego não cresce de forma disseminada na indústria”. 



Intenção de investimento 

A pesquisa mostra ainda que, em maio, a intenção de investimento apresentou queda de 0,7 ponto, alcançando 52,9 pontos. Em 2023, o índice, segundo a CNI, apresenta registros alternados de alta e baixa moderados. “No entanto, a queda de maio, 0,7 ponto, foi um pouco mais intensa, e coloca o indicador no menor patamar desde agosto de 2020”.  


Otimismo dos empresários 

“Todos os índices de expectativas recuaram em maio de 2023. O índice de expectativa de número de empregados recuou 0,6 ponto frente a abril, registrando 49,9 pontos. Esse resultado sinaliza para os próximos meses a estabilidade do número de contratações”, destacou a CNI.  


O índice de expectativa de quantidade exportada apresentou a maior queda mensal: recuo de 2,2 pontos, alcançando 50,2 pontos, praticamente sobre a linha divisória.  


O índice de expectativa de demanda registrou 53,6 pontos, o que representa queda de 1,5 ponto frente ao mês anterior. Além disso, o índice de expectativa de compras de matérias-primas foi 51,7 pontos, resultado 1,4 ponto menor que em abril. 


Por Agência Brasil | Foto: CNI/José Paulo Lacerda/DireitosReservados

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Falta matéria-prima para micros e pequenas indústrias, aponta CNI

O principal desafio enfrentado por micro e pequenas indústrias (MPEs) de transformação e construção em 2020 foi a falta ou alto custo de matéria-prima. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (8) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).


O dado compõe o “Panorama da Pequena Indústria”, realizado a cada três meses. O atual levantamento — do terceiro trimestre de 2021 — também diz que as indústrias extrativas não foram afetadas pela falta de matérias no ano passado. Isto é, especificamente há um ano e três meses.


Outro problema é a elevada carga tributária e a falta ou alto custo de energia. “A questão energética é um ponto de atenção, dado o contexto de crise hídrica atualmente vivido no Brasil”, destaca o levantamento técnico.


Principais problemas das MPEs


Indústria da Transformação:

Falta ou alto custo da matéria-prima (61,3%)

Elevada carga tributária (35,4%)

Falta ou alto custo de energia (29,2%)


Indústrias de Construção:

Falta ou alto custo da matéria-prima (51,9%)

Elevada carga tributária (27,8%)

Burocracia excessiva (20,9%)


Indústrias extrativas:

Falta ou alto custo da matéria-prima (39,3%)

Falta ou alto custo de energia (39,3%)

Elevada carga tributária (35,7%)


Otimismo

Conforme o Panorama da Pequena indústria, dois indicadores tiveram alta no último trimestre. O primeiro é o Índice de Desempenho, que marcou 48,3 pontos. O valor está acima do índice médio do segundo trimestre deste ano (46,5 pontos). E também é superior à média histórica (43,3 pontos). O segundo indicador é o de Situação Financeira (42,6 pontos), “pouco diferente do índice do trimestre anterior (alta de 0,3 ponto)”. “Quando comparado ao mesmo período de 2020, o indicador registrou uma alta um pouco maior, de 0,7 ponto”, diz a CNI.


“A melhora da situação financeira está relacionada às iniciativas que visam facilitar o acesso ao crédito. O governo federal vem implementando medidas que contribuem positivamente para a melhora da situação financeira. O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que foi aprovado como política permanente em junho deste ano, e o início da segunda fase do Open Banking são algumas delas”, avaliou o Panorama da Pequena Indústria.


  Por: João Vitor Tavarez Por: Correio Braziliense / Foto: Arquivo/Agência Brasil

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