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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Reparos no canal da Transposição do Rio São Francisco interferem temporariamente no abastecimento de cidades pernambucanas

Foto: Estação Elevatória Moxotó-Sertânia.
Divulgação | Reprodução 
A Companhia Pernambucana de Saneamento- Compesa- informa que o bombeamento do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco para a Barragem do Moxotó, operação realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, foi retomado na última quinta-feira (04) e a previsão é que até o dia 15 de julho a Barragem volte ao seu nível normal, que é de 1 milhão de metros cúbicos de água. Em função desse processo de enchimento, que se estenderá por toda esta semana, o abastecimento dos municípios de Arcoverde, Alagoinha, Pesqueira, Belo Jardim, Tacaimbó, São Bento do Una e Sanharó sofrerá alteração. 

Durante todo o período que o reservatório do Moxotó ficou sem receber água da Transposição do Rio São Francisco, a reserva acumulada foi utilizada e, por isso, o abastecimento desses municípios precisou ser alterado.  Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional, a suspensão do bombeamento foi uma determinação da Agência Nacional de Águas (ANA) que solicitou revisão nas estruturas e equipamentos que compõem o sistema.

Em Belo Jardim, o calendário vigente deverá sofrer atraso de dois dias. Em São Bento do Una, o atual ciclo de rodízio não será concluído e, em Tacaimbó, a Compesa estuda utilizar o Sistema Tabocas-Piaça para não interromper o ciclo atual de abastecimento.

Outras duas cidades atendidas pelo Sistema Moxotó-Adutora do Agreste, Arcoverde e Alagoinha, também terão repercussão no abastecimento. Em Arcoverde, a solução encontrada foi abastecer o município pela barragem de Riacho do Pau e não será possível manter o abastecimento de água 24h por dia nos bairros do Centro, São Miguel e Pôr-do-Sol durante este período. Em Alagoinha, a barragem de Ipaneminha será utilizada para atender a população esta semana. Já em Sanharó, o próximo ciclo de abastecimento será realizado apenas na próxima semana, com o retorno da operação do sistema.

Da Assessoria

terça-feira, 10 de julho de 2018

Primeiras tubulações da Adutora do Alto Capibaribe começam a ser assentadas

Imagem: Divulgação/Reprodução
Obra hídrica estruturadora para região Agreste inicia pelas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Jataúba e Taquaritinga do Norte.

Mais uma obra projetada para levar segurança hídrica à região Agreste começa a ser executada pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Nesta semana, a Compesa inicia o assentamento das primeiras tubulações da Adutora do Alto Capibaribe - obra estruturadora que vai trazer água do Rio São Francisco - captada na Paraíba - para 9 municípios do Agreste Setentrional Pernambucano e 1 do Cariri Paraibano. Os serviços de implantação de quinze mil metros de tubos serão realizados na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, às margens da rodovia PE-160, seguindo sentido a Jataúba e a Taquaritinga do Norte, na estrada de acesso à Barragem de Mateus Vieira, com cerca de cinco mil metros de tubos. 

Essa obra é inédita no país. Pela primeira vez, uma adutora captará água em um rio de outro estado para atender à uma dezena de municípios. A Adutora do Alto Capibaribe vai trazer para Pernambuco água do Rio Paraíba, próximo ao Açude Boqueirão, na cidade de Barra de São Miguel, na Paraíba. 

Por meio dessa engenharia, criada pelo Governo Pernambucano, será possível fazer a “transposição da transposição” e acelerar a chegada da água do Rio São Francisco para 230 mil pernambucanos nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Jataúba, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério e no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus, além de atender ao município de Barra de São Miguel, na Paraíba. Essa obra vai beneficiar um importante polo de confecção de Pernambuco, concentrado nas cidades de Santa Cruz e Toritama. 

“Com criatividade, compromisso e planejamento o nosso Governo tem dedicado atenção especial ao abastecimento de água para a população pernambucana. A Adutora do Alto Capibaribe é um dos melhores exemplos desse trabalho incansável da nossa equipe técnica e da decisão política da gestão em enfrentar os obstáculos que surgem”, argumentou o governador Paulo Câmara. 

"Dessas nove cidades, seis seriam beneficiadas com água da Transposição somente com a segunda etapa da Adutora do Agreste, fase ainda não conveniada e sem previsão de início de obras. Por isso, o Governador Paulo Câmara solicitou a Compesa alternativa para antecipar a chegada da água para essa população, que sofreu com um período severo de sete anos de seca", informou o presidente da Compesa, Roberto Tavares. Serão aplicados R$ 82 milhões na obra, recursos do FGTS, e o prazo de conclusão do empreendimento é de 15 meses. 

A obra consiste na implantação de uma adutora com 70 quilômetros de extensão e de três estações de bombeamento. O trecho mais longo da adutora terá 51 quilômetros e vai transportar 350 litros de água, por segundo, da captação, na Paraíba, até o município de Santa Cruz do Capibaribe - atendendo a cidade e o distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus. De lá, uma derivação da adutora segue até a Barragem de Poço Fundo, para abastecer a cidade de Jataúba. Em Santa Cruz, a Adutora do Alto Capibaribe será interligada às tubulações da Adutora do Agreste para levar a água à ETA Toritama. No meio desse percurso, será implantado um trecho complementar (de cinco quilômetros) para abastecer Taquaritinga do Norte e o distrito de Pão de Açúcar. De Toritama, a água também seguirá pelo Sistema de Jucazinho, de forma invertida, para atender Vertentes, Santa Maria do Cambucá, Frei Miguelinho e Vertente do Lério. 

Convênio - O Governo de Pernambuco assinou um convênio de cooperação técnica e administrativa com o Governo da Paraíba, que permitirá a captação da água da Transposição do Rio São Francisco no estado vizinho. A parceria também inclui o desenvolvimento de estudos para ações de melhoria de abastecimento das regiões de fronteira entre os dois estados. A Compesa e a Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba) são as responsáveis pelo convênio.

Da Assessoria de Imprensa

domingo, 14 de dezembro de 2014

Transposição do Rio São Francisco tem 68,7% das obras físicas concluídas, segundo Ministério da Integração Nacional

O Ministério da Integração Nacional divulgou balanço sobre a execução do Projeto de Integração de Bacias do Rio São Francisco, mais conhecido como Transposição do Rio São Francisco. Segundo o ministério, o projeto está 68,7% de execução física concluídas, um pouco abaixo da meta estabelecida para o fim de 2014, de 70% de execução.
Transposição do Rio São Francisco tem 68,7% das obras físicas concluídas, segundo Ministério da Integração Nacional. Foto: Brasileiros.com

Segundo a Integração Nacional, as obras da transposição estão 100% contratadas e em atividades, nos Eixos Norte e Leste, incluindo a primeira estação de bombeamento do Eixo Leste – que iniciou a fase de testes em outubro. O projeto foi iniciado em 2007, com previsão de conclusão em 2010 e custo estimado em R$ 4,2 bilhões. A obra está prevista para ser concluída em dezembro de 2015, com custo total estimado em R$ 8,2 bilhões.

De acordo com a Integração Nacional atualmente são 11 mil trabalhadores nos canteiros de obras, distribuídos nos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. O projeto tem 477 quilômetros de obras lineares projetadas, quatro túneis, 14 aquedutos, 9 estações de bombeamento e 27 reservatórios.

Com informações do Diário de Pernambuco

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