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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Petrobras aumenta gás para indústrias pela segunda vez em oito dias

Gás de cozinhaFoto: Arquivo/Agência Brasil
A escalada das cotações do petróleo e do dólar levou a Petrobras a anunciar novo reajuste nos preços do gás de cozinha para uso industrial apenas oito dias após o aumento anterior. Desta vez, a alta será de 3,6%. O reajuste não impacta o preço do botijão de 13 quilos, mais consumido por residências, que é ajustado com periodicidade trimestral. Vale apenas para a venda do gás em botijões maiores ou a granel.

O reajuste anunciado nesta terça (15) é o terceiro aumento consecutivo no preço do gás de cozinha para uso industrial e residencial em apenas 20 dias. No dia 8 de maio, foram 7,1%, e em 27 de março, 4,7%. Assim, a alta acumulada no período é de 16,2%. Já o gás para envase em botijões de 13 quilos foi ajustado pela última vez no dia 5 de abril, com corte de 4,4%. O próximo ajuste só ocorrerá no início de julho.

Desde 2003, a Petrobras pratica preços diferentes para os dois tipos de consumo. O gás envasado em botijões de 13 quilos tem uma fórmula diferente, que garante desconto em relação ao produto destinado a uso industrial e comercial.

Após a escalada de preços em 2017, a estatal decidiu, em janeiro, alterar a periodicidade do gás residencial, aumentando o prazo de ajustes para três meses, com o objetivo de minimizar o repasse de volatilidades internacionais ao consumidor brasileiro. Desde 8 de maio, quando o gás para uso industrial foi reajustado pela última vez, o preço do petróleo Brent subiu 4,5% e o dólar, 2,6%.

Da Folha de PE

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Aumento de 4,5% no gás de cozinha começou a valer neste domingo (5)

Foto: Arquivo/Agência Brasil
As refinarias aumentaram a partir da 0h deste domingo (5) os preços do gás de cozinha para uso residencial em botijões de até 13 kg (GLP P-13). O aumento é de 4,5%, em média.

Segundo a Petrobras, que anunciou o aumento na sexta-feira (3), a causa principal do reajuste é a “alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no hemisfério norte”. Ainda conforme a companhia, a variação do câmbio também contribuiu para a necessidade do aumento.

O valor de elevação anunciado é o aplicado sobre os preços praticados nas refinarias, sem incidência de tributos. Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, o preço para o consumidor dependerá de cada distribuidora e revendedora.

Se o reajuste for repassado integralmente ao consumidor final, o botijão pode chegar a aumentar em média 2%, uma alta de R$ 1,21, segundo os cálculos da companhia – mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Arpe autoriza reajuste na conta de água da Compesa em 8,35%

A Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) informou, nesta quinta-feira (12), que o reajuste na conta de água da Compesa será de 8,35% e começa a vigorar a partir de 20 de março. A principal justificativa para o percentual seria o déficit de 13,26% gerado pelo aumento de 20,62% na conta de energia elétrica.
Arpe autoriza Compesa reajustar conta de água em 8,35%. Foto: Ilustrativa - Barragem de Jucazinho (DNOCS)
Segundo o diretor de regulação econômico-financeira da agência, Hélio Lopes, o cálculo da defasagem da conta de água é feito pela Arpe através da fórmula publicada no Diário Oficial de Pernambuco desta quinta-feira (12). Na conta, são levados em consideração a variação do IPCA e do IGP-M do início de fevereiro de 2014 até o fim de janeiro deste ano.

Também entra no cálculo a defasagem de 13,26% calculada pela própria Arpe referente à defasagem entre o percentual de aumento da energia elétrica que havia sido projetado e o realizado em abril de 2014.

No ano passado, quando foi feita a última revisão tarifária, a conta de água e esgoto sofreu um aumento de 8,75%, afetando 1,8 milhão de pernambucanos, clientes da Compesa - dos consumidores residenciais aos industriais.

Com informações do JC Online

domingo, 11 de maio de 2014

Programa Minha Casa, Minha Vida tem dificuldade para cumprir objetivo principal

Famílias conseguem moradias por meio do MCMV mesmo tendo renda superior à do público-alvo do programa


Jardins das Acácias: carros de valor elevado e mobília sofisticada 
indicam que moradores não atendem a requisitos. Foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press
Uma das principais apostas do governo para garantir votos à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o Minha Casa, Minha Vida tem dificuldades para cumprir seu objetivo principal: permitir o acesso à casa própria, mediante juros baixos e subsídios, de famílias com renda bruta mensal de até R$ 5 mil. Muitas dessas famílias estão perdendo espaço para pessoas que se cadastram apresentando ganhos inferiores aos que têm na realidade. Brechas nas regras e falta de acompanhamento dos gestores responsáveis permitem fraudes como essa desde o lançamento do programa, em 2009, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 


É o caso do professor de educação física Ricardo Vilela, 38 anos, e da mulher, a advogada Lívia Vilela, 32, contemplados com uma casa no Condomínio Jardins das Acácias, no bairro Jardins Mangueiral, em São Sebastião. A renda do casal é de R$ 12 mil, mas apenas um se inscreveu no Minha Casa, fornecendo a renda individual. “Demoramos três anos para sermos contemplados”, conta Ricardo Vilela. 



Carros de alto valor estacionados no condomínio e casas com mobília sofisticada, que não condizem com a renda apresentada para concorrer ao imóvel, são outros indícios de que o programa não está beneficiando apenas quem precisa dele. O governo alega que a estrutura dos governos locais, que realizam o cadastramento das famílias, não é suficiente para checar a veracidade das informações dos candidatos. “Não fazemos uma avaliação policial. Se uma pessoa pertence a uma família rica, mora com os pais, mas não tem renda, pode concorrer, não é ilegal. Essa é uma discussão de conceito familiar. Não discriminamos cor, crença, opção sexual e estado civil”, afirma a secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães.


Fonte: Diário de Pernambuco

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