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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cuidado com os olhos durante o São João é crucial para preservar a visão

Imagem: Divulgação/Reprodução
Além da fumaça, que irrita os olhos, os fogos e cinzas podem causar danos permanentes à visão.

Fogueiras e fogos de artifício são parte da tradição junina. Porém, junto com o tempo instável comum à época, podem agravar problemas respiratórios, auditivos e, claro, de visão. Até quem normalmente não tem problemas relacionados à alergia e irritação dos olhos sofre com a intensa fumaça e pode ser vítima de queimaduras. De acordo com o médico oftalmologista Dr. Lúcio Maranhão, do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), a incidência de problemas na visão aumenta em cerca de 30%. "É preciso ter cuidado com as cinzas que saem das fogueiras e podem atingir os olhos, causando irritação ocular, olho vermelho e traumas mais graves, como queimaduras oculares", explica.

As queimaduras oculares, por exemplo, chegam a aumentar 10%, variando desde queimaduras e traumatismos, até danos permanentes à visão. A córnea e a pálpebra são os locais mais acometidos. Um dos fatores que mais causam acidentes é o fato de as pessoas se aproximarem para tocar nos fogos que não explodiram. Esses estilhaços podem perfurar o globo ocular causando destruição de tecidos e comprometendo seriamente a visão. Até o aparentemente inofensivo traque de massa é capaz de causar lesão à córnea. Para esses casos, a dica é jamais se aproximar dos explosivos, além de acompanhar as crianças na hora de manipular os fogos.

"É importante observar a data de validade e o certificado de garantia dos explosivos, seguir atentamente as instruções do fabricante, não permitir que as crianças façam uso dos fogos sem supervisão de um responsável, nunca segurar os fogos com as mãos e jamais associar bebida alcoólica ao uso de explosivos", alerta Dr. Lúcio Maranhão. Em caso de queimadura, o procedimento correto a se fazer é lavar imediatamente os olhos com água limpa e corrente.

De acordo com Lúcio Maranhão, após o cuidado inicial, faz-se necessário uma avaliação de emergência com o oftalmologista para averiguar a extensão do dano e iniciar o tratamento específico, clínico ou cirúrgico. "Vale atentar que a rapidez do socorro é de extrema importância, pois às vezes a demora em socorrer a vítima é fator determinante para que ocorra a perda da visão", aconselha.

Da Assessoria

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Hemope intensifica campanha de doação de sangue para o São João

Imagem: Divulgação/Reprodução
Quadrilha e forró pé de serra foram alguns dos elementos usados para incentivar a doação de sangue durante o período junino, época em que a demanda pelo material aumenta nos hospitais de Pernambuco, devido os acidentes de trânsito e queimaduras causadas por fogos de artifício.

A campanha da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco, o Hemope, teve início no dia 1 de junho, em Caruaru, no agreste. Nesta segunda-feira (13), as ações começaram a ser intensificadas na capital. De acordo com diretoria de hemoterapia Anna Fausta, a situação á considerada crítica para alguns grupos sanguíneos. A meta é ampliar o estoque em até 15%.

Do Diario de Pernambuco

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Teve início no último sábado (15) a campanha de vacinação contra a Poliomielite

Imagem: Divulgação/Reprodução
Começou no último sábado (15/08), e segue até o dia 31/08, a Campanha de Vacinação contra a Poliomielite. Pernambuco tem a meta de imunizar, no mínimo, 95% dos 625.686 meninos e meninas entre 6 meses e menos de 5 anos (quatro anos 11 meses e 29 dias). Juntamente com a 36º edição da iniciativa, também será realizada a Campanha de Multivacinação para Atualização de Esquema Vacinal. Para isso, os pais de todas as crianças menores de 5 anos devem comparecer aos postos de saúde munidos do cartão de vacina dos filhos para que os profissionais verifiquem se é necessário a aplicação de alguma dose contra sarampo, caxumba, rubéola, meningites, hepatite, coqueluche, difteria, tétano, entre outras doenças. 

"Estamos sem registrar casos de poliomielite no Estado desde 1988. Contudo, há ocorrências no Paquistão e no Afeganistão, com 28 confirmações até o início de julho. Para continuarmos sem a circulação do vírus no Brasil, é preciso que todos entre 6 meses e menores de 5 anos sejam imunizados", afirma a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Ana Catarina de Melo. 

A vacina contra a poliomielite não possuem contra-indicação. As crianças não imunizadas podem desenvolver a doença, que tem como seu principal agravamento a flacidez muscular em pelo menos um dos membros inferiores. Em 2014, Pernambuco imunizou 619.807 (99,08% do público total).

"É importante que os pais ou responsáveis levem a caderneta de vacinação para que os trabalhadores possam avaliar criteriosamente o documento e verificar se é necessário atualizar alguma vacina. Com isso, poderemos aumentar os índices vacinais do Estado e manter as crianças imunizadas contra diversas doenças", ressalta Ana Catarina. 

Histórico – A poliomielite não é registrada no Brasil há 26 anos. O último caso foi no município de Souza, na Paraíba, em 1989. Em Pernambuco, foi em 1988. Desde 1994, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o Certificado Internacional de Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovirus Selvagem. A partir de então, o país assumiu o compromisso de manter altas coberturas vacinais maiores ou igual a 90%. Em 2001, esta meta foi alterada para 95% da população alvo.

Com informações do Governo de Pernambuco

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