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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Em 2023, foram transacionados R$ 3,73 tri em cartões no Brasil, diz Abecs

A indústria brasileira de cartões movimentou R$ 3,73 trilhões ao longo de 2023, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O volume é 10,1% maior que o observado no ano de 2022, de acordo com a entidade.



Os números foram puxados novamente pelos cartões de crédito, que tiveram R$ 2,4 trilhões em transações no ano passado, um crescimento de 12,1%.


"O cartão de débito andou de lado, cresceu 0,1%", afirmou o vice-presidente executivo da Abecs, Ricardo Vieira, em coletiva de imprensa para comentar os números do setor no ano de 2023. O débito movimentou R$ 1 trilhão no ano passado.


No cartão pré-pago, as transações cresceram 34,1% em relação a 2022, para R$ 321,2 bilhões, mesmo com o teto no intercâmbio da modalidade, que desestimulou a emissão desse tipo de cartão por bancos e fintechs.


No quarto trimestre, o setor movimentou R$ 1 trilhão, um crescimento de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo que R$ 664 bilhões foram através do crédito, um crescimento de 12,8%.


De acordo com Vieira, foi a primeira vez que a indústria ultrapassou o trilhão em volume de transações em um único trimestre.


Compras não-presenciais

Segundo a Abecs, o volume de compras não presenciais com cartões foi de R$ 830 bilhões no Brasil no ano de 2023, um crescimento de 13,2% em relação ao ano anterior. O maior volume foi o do crédito, que somou R$ 799,9 bilhões, alta de 12,8% em um ano.


Ricardo Vieira afirmou que o grande destaque foi o crescimento do uso do cartão de débito no mundo online: a alta foi de 28,3% em relação a 2022, para R$ 14,3 bilhões. "O crescimento do débito é um reflexo das ações das bandeiras e da indústria", disse.


O setor de cartões colocou em prática uma série de ações no ano passado para que os clientes utilizem mais os cartões de débito em compras online, em uma tentativa de conter a migração dos consumidores do débito para o Pix. Essas ações incluem uma padronização de regras para compras sem a necessidade de senha.


Outro forte crescimento foi o das compras presenciais pagas através da tecnologia NFC, por aproximação, que chegaram a R$ 986,4 bilhões, alta de 70,1% em relação a 2022. A maior alta foi do pré-pago, de 76,3%, para R$ 180,4 bilhões.


"A aproximação representa quase 55% dos pagamentos com cartão no mundo físico", afirmou Vieira.


Gastos de brasileiros no exterior

Segundo a Abecs, os gastos de brasileiros no exterior com o uso de cartões somaram US$ 13,2 bilhões no ano passado. "Esse número já está próximo de um crescimento em relação ao ano de 2019, antes da pandemia", afirmou Vieira.


Os pagamentos no exterior foram o indicador mais pressionado durante a pandemia da covid-19, dado que o brasileiro viajou menos e muitos países impuseram importantes barreiras sanitárias para viajantes provenientes do País.


A Abecs calculou ainda o volume de gastos de estrangeiros no Brasil, que somaram US$ 5,5 bilhões no ano passado, um crescimento de 39,8% em relação ao ano de 2022.



Por Estadão Conteúdo | Foto: Pixabay

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Pernambuco marca queda no volume de exportações e importações, em 2023




Pernambuco encerrou o ano de 2023 exportando menos. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Federação das Indústrias (Fiepe-PE), o desempenho do estado caiu 15,3%, na contramão dos números do restante do País, que cresceram 1,7%, em comparação com o ano de 2022. Conforme a entidade, a realidade assinala um cenário decorrente de instabilidades comerciais, contudo, já previsível diante da baixa na movimentação de mercadorias e performance de desaceleração nas empresas. Também houve recuo no setor de importações.



Dentre os principais produtos exportados estão o óleo combustível com destino à Singapura, na Ásia, representando 22% das exportações, seguido de automóveis e outros açúcares de cana. Pernambuco aparece em 17º estado em valor de exportações e como o terceiro da região Nordeste, atrás da Bahia e do Ceará, respectivamente. De acordo com a coordenadora do Centro Internacional de Negócios da FIEPE, Sthefany Miyeko, as exportações em queda afetam a produção industrial, que teve crescimento de apenas 0,9%, recorrendo a um redirecionamento das vendas para o mercado interno.



“É um cenário desafiador, porém esperado. No ano passado, o mês de abril marcou resultado negativo em produtos exportados, atingindo 20,5%, em comparação com o mesmo período de 2022”, destacou. O Brasil registrou exportações no valor de US$ 311,1 bilhões durante o acumulado de janeiro a novembro de 2023, um acréscimo de 1% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.



As exportações pernambucanas, de janeiro a novembro de 2023, tiveram contribuição mais significativa em municípios como: Ipojuca, com US$ 797 milhões; seguido por Goiana, com US$ 467 milhões; e Petrolina, somando US$ 211 milhões. Considerando o crescimento das exportações, Igarassu foi o município dentre os principais que apresentou maior elevação, de janeiro a novembro de 2023, com 203,2%, seguido por Camutanga, com 102,2% e destaque em açúcares de cana, beterraba e sacarose; além de Jaboatão dos Guararapes, com 50,9%, e ênfase em pilhas e baterias.



“Não é possível especificar números no tocante a baixas produtivas individuais de cada nicho da indústria ou mesmo as perdas de postos de trabalho, por exemplo. No entanto, a percepção é de um certo decréscimo em nossa competitividade, diante de outros estados que estão conseguindo exportar mais. O propósito é sempre do alcance de uma balança mais superavitária e qualquer desenho diferente disto tem o seu peso”, adverte Miyeko.


Os produtos originados na Refinaria Abreu e Lima, com destino à América Central, encabeçam o embarque pernambucano e, consequentemente, a balança comercial. Para além disto, ela pontua dificuldades geradas por barreiras comerciais impetradas pela Argentina, sobretudo na área de veículos, gerando quedas mais bruscas. “Para 2024, se apoiando em projeções do próprio Banco Central, a gente espera uma atmosfera mais positiva. Temos, por exemplo, o fim de empecilhos para exportação de tubos de aço para os Estados Unidos, um importante mercado fabril em Pernambuco”, lembrou. Confira a matéria completa, clique AQUI! Foto: (Reprodução / Petrobras - Jeep)

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Em 2023, Brasil já recebeu 75% de turistas estrangeiros de todo 2022

O Brasil recebeu quase 2,7 milhões de turistas estrangeiros nos quatro primeiros meses de 2023, é o que mostra o levantamento mensal elaborado pela Embratur e o Ministério do Turismo, divulgado no último dia 1°. Segundo a empresa, o número equivale a 75% dos visitantes internacionais que entraram no país durante todo o ano de 2022, que somou 3,6 milhões de turistas.



A Embratur disse que a receita gerada pela visita de estrangeiros no primeiro quadrimestre, conforme dados do Banco Central, foi de R$ 10,8 bilhões, a maior dos últimos quatro anos. No mesmo período do ano passado, os gastos de estrangeiros no Brasil tinham sido de R$ 8,15 bilhões.



“O acréscimo significativo de turistas estrangeiros no país também tem relação direta com o retorno dos argentinos ao Brasil. De janeiro a abril, 1,18 milhão de hermanos desembarcaram nas cidades brasileiras, registrando um aumento de 166% em relação ao ano passado, quando foram registrados 443.993”, informou a empresa.



A estimativa, segundo o Relatório Anual de Impacto Econômico do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), divulgado neste mês, é que, em 2023, a contribuição do setor para o PIB do Brasil superará em 5% os níveis pré-pandemia (2019). Serão US$ 145,7 bilhões na economia nacional, chegando a 7,8% do PIB do país, e quase 8 milhões de empregos gerados.


Além da líder Argentina, no top-3 do ranking de países que mais enviaram turistas ao Brasil vem os Estados Unidos em segundo lugar, com 224.882 visitantes e o Paraguai na terceira posição, com 194.981 turistas. Chile, Uruguai, Portugal, Alemanha, França, Reino Unido e Itália completam a lista dos 10 primeiros.


Por: Agência Brasil | Foto: José Cruz/Agência Brasil

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