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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

De acordo com a Serasa Experian, economia tem em 2014 pior resultado desde 2009

A economia brasileira ficou estagnada em 2014 e atingiu o pior nível em cinco anos, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal). No último mês do ano passado, com ajuste sazonal, houve queda de 0,2% na atividade - taxa que foi a mesma registrada em novembro. Do lado da oferta, a indústria foi a que mais contribuiu para o desempenho desfavorável da economia em 2014. Já do ponto de vista da demanda, houve forte declínio dos investimentos e perda de fôlego do consumo das famílias, que fechou no menor patamar em 11 anos.
De acordo com a Serasa Experian, economia tem em 2014 pior resultado desde 2009. Foto: Coisas de Jornalista
"Com este resultado (dezembro), o crescimento da atividade econômica foi nulo em 2014, sendo este o pior resultado desde 2009 quando, em função dos impactos da crise financeira internacional, a economia brasileira registrou retração de 0,3%" destaca nota da Serasa.

O aperto monetário, a alta do dólar, aceleração da inflação e a queda dos índices de confiança dos consumidores e empresários em relação à economia pesaram de forma negativa sobre o Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, conforme os economistas da instituição. "Sem contar a perda de dinamismo acarretada pela realização da Copa do Mundo no meio do ano", afirmam.

De acordo com a Serasa, a indústria foi o grande destaque negativo da atividade econômica em 2014, ao apresentar contração de 1,9%. Já o setor de serviços e agropecuário registraram crescimento no ano passado. O primeiro fechou o período no azul, porém a alta foi de apenas 0,8%. Já a agropecuária cresceu o dobro de serviços, com expansão de 1,6%. Influenciada pela safra recorde de grãos produzida no ano passado.

Já do lado da demanda, a Serasa mostra que a economia brasileira foi prejudicada principalmente pelos investimentos, que caíram 8 3% em 2014 ante 2013. O motivo, segundo os economistas da instituição, foi reflexo da perda da confiança dos agentes econômicos em relação ao cenário prospectivo da economia. Além disso, o setor externo também não ajudou a atividade ao longo do ano passado. "As exportações de bens e serviços recuaram 1,3% e as importações caíram 1,2%", avalia a Serasa.

Na contramão do setor externo, o consumo das famílias acumulou alta de 0,9% no ano passado. A despeito desse desempenho, os economistas da instituições ponderam que foi o dado mais fraco em 11 anos, superando apenas o tombo de -0,8% de 2003. "Por fim, o consumo do governo registrou elevação de 1,5% no ano passado", concluem.

Com informações da Folha de PE

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mundial esvazia lojas e amarela perspectivas para varejo de moda

A avaliação é de representantes e analistas do setor, que lembram que, diante de um cenário macroeconômico mais fraco, essas empresas são especialmente prejudicadas pelo fato de venderem produtos como roupas e sapatos

Mundial esvazia lojas e amarela perspectivas para varejo de moda. Foto: IG
Por (Reuters) 
Enquanto bares e supermercados comemoram aumento do movimento com a Copa do Mundo, varejistas de moda fecham suas lojas mais cedo nos dias de jogos e veem a permanência do Brasil no torneio esfriar o ímpeto de consumidores já receosos em colocar a mão no bolso.
A avaliação é de representantes e analistas do setor, que lembram que, diante de um cenário macroeconômico mais fraco, essas empresas são especialmente prejudicadas pelo fato de venderem produtos como roupas e sapatos, cuja compra é facilmente adiável --especialmente quando as preocupações se voltam para o que acontece dentro das quatro linhas.
Antes mesmo do início da Copa do Mundo, a Cia Hering já havia afirmado enxergar "incertezas" com o evento, enquanto a Lojas Renner dissera estar preparada para um menor ritmo de vendas no trimestre em função do número de feriados com a competição. 
Membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), Marciel Costa afirmou que nem o Dia dos Namorados, considerada a terceira melhor data em faturamento para o comércio, passou incólume ao efeito Copa.
"O Dia dos Namorados, uma data forte para o varejo de moda, coincidiu com a abertura da competição, fazendo com que os shoppings ficassem literalmente vazios", disse.
O impacto, segundo Costa, foi estendido por feriados decretados em cidades sede nos dias de jogos e pela série de dispensas antecipadas concedidas por empregadores quando a seleção entrou em campo.
"Em dias de jogos, o movimento de consumidores nos shopping centers fica reduzido a 30 por cento de um dia normal de vendas", afirmou ele.
A presença do Brasil entre os finalistas do torneio prolongou esse efeito, segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo, Ruy Nazarian, acrescentando que há um "estado de feriado" mesmo quando não há partidas na agenda.
"O setor de moda está torcendo para a Copa passar", disse. "A expectativa, a ansiedade das pessoas fica direcionada para os jogos. Tudo que se consome é em torno da Copa, que também acontece em um momento não muito favorável economicamente."
De acordo com um investidor do setor que pediu anonimato, as varejistas de moda devem registrar, em média, uma queda de 20 por cento nas vendas de junho. "Quando você considera os poucos dias 'úteis', o que sobrou para vender foi pouco tempo. Isto somou-se ao mau humor que vinha desde o pós-Carnaval com a economia de modo geral", disse.
Em junho, o Índice de Confiança do Consumidor caiu 8,3 por cento ante igual período do ano passado, conforme dados da Fundação Getulio Vargas, refletindo a menor disposição do brasileiro em gastar diante de inflação e juros altos, que encarecem a tomada de crédito.
E as vendas a prazo mantiveram tendência de baixa vista nos últimos quatro meses e recuaram 2,06 por cento sobre junho de 2013, segundo indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
"Depois de um desempenho fraco no primeiro trimestre em vendas nas mesmas lojas (que consideram estabelecimentos abertos há pelo menos um ano), esperamos que o segundo trimestre continue devagar devido à menor demanda por produtos discricionários, juros altos, inflação, mais o impacto negativo da Copa do Mundo neste ano", disse o Citi, em relatório sobre o varejo de moda assinado pela analista Renata Coutinho.
Questionadas pela Reuters sobre o impacto efetivo da Copa para as vendas até o momento, as varejistas têxteis de capital aberto Lojas Marisa, Lojas Renner e Cia Hering não quiseram se pronunciar. A Riachuelo não respondeu ao pedido por comentários.

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