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sábado, 24 de junho de 2023

Índice de Desempenho Socioeconômico do Brasil sobe 12,8%

O Índice de Desempenho Socioeconômico (IDS) do Brasil subiu 12,8% entre 2008-2009 e 2017-2018, períodos das duas últimas edições da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). O indicador saiu de 5,452 para 6,147. Somadas as aquisições não monetárias de serviços, o IDS atinge 6,212, captadas apenas na edição 2017-2018.



As categorias que tiveram mais importância na composição dos efeitos marginais do IDS para o Brasil, em 2017-2018, foram educação e acesso aos serviços financeiros e padrão de vida. Os percentuais ficaram em torno de 19%. Moradia atingiu 16,1% e acesso aos serviços de utilidade pública e saúde e alimentação, cerca de 14% do total dos efeitos marginais observados no resultado deste indicador.


 

Considerando as aquisições não monetárias de serviços, os maiores IDS no período 2017-2018, ficaram com o Distrito Federal (6,981) e São Paulo (6,878). As menores taxas foram as do Maranhão (4,909) e do Pará (5,108). Os dados fazem parte da%u202FPOF 2017-2018: Evolução dos indicadores de qualidade de vida no Brasil, divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



Segundo o IBGE, a renda não monetária é a soma de todos os valores dos bens e serviços pelos quais a pessoa não precisou pagar. São incluídos aí valores de bens e serviços prestados pelo governo, como os de saúde, e de famílias que têm despesas pagas por um parente, assim como o aluguel estimado.


 

“Na POF, além de se perguntar por todas as despesas que as pessoas tiveram no período de referência, de produtos e serviços [em] que elas efetivamente desembolsaram dinheiro -- por exemplo, pagou uma consulta médica, então, este é um serviço monetário –, mas tem casos em que quem pagou a consulta foi um parente. Isso entrou de forma não monetária, como no caso de uma consulta pelo SUS [Sistema Único de Saúde] em que também não se desembolsa dinheiro”, explicou a analista do IBGE Luciana dos Santos, em entrevista coletiva virtual.


 

De acordo com a pesquisa, todas as unidades da federação apresentaram ganhos. Roraima (32%) e Sergipe (25,8%) tiveram o maior crescimento e Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, o menor, 9,1% e 5,6%, respectivamente.


 

Qualidade de vida


Em um período de quase dez anos, a perda de qualidade de vida da população recuou de 0,227 para 0,157. No período entre a POF 2008-2009 e a mais recente, de 2017-2018, o Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV) teve retração de 30,8%. “A variação do IPQV de 30,8%, indo de 0,227 para 0,157, reflete não só a melhora de um grupo, mas de todos os grupos. A redução do índice reflete a melhora tanto para pessoas que tinham perdas elevadas, quanto para as que tinham poucas perdas. Nesse período, a melhora foi praticamente generalizada”, disse o analista da pesquisa Leonardo Oliveira, também durante a entrevista.


 

No IPQV calculado após a última edição da POF, o índice ficou em 0,183, quando a pessoa de referência era preta ou parda, o que significa queda de 31,4% em relação à pesquisa anterior, e chegava a 0,122, quando ela era branca, o que equivale a retração de 32,3%. Como as taxas dos indicadores caem em patamares parecidas, a desigualdade entre os dois grupos em termos relativos permanece, acrescentou Oliveira.


 

Apesar das melhoras, houve desigualdades também nos grupos em que a pessoa de referência é mulher (-27,6%) e no que tem como referência o homem (-33,5%). “A melhora no caso do grupo em que a pessoa de referência é o homem é um pouquinho maior”, ressaltou o analista.


 

A pesquisa mostrou que, ao se observar o comportamento das regiões urbana e rural, a retração da perda agregada aproximou-se do mesmo percentual encontrado para o Brasil. Para a área urbana, o IPQV saiu de 0,205 para 0,142 e, para a rural, de 0,337 para 0,244. “Um destaque adicional é que, apesar da redução da perda, as contribuições para a composição do índice nacional ficaram estáveis no tempo, sendo a contribuição da população que vivia na área urbana em torno de 75% do IPQV. Por outro lado, a população concentrada na área rural manteve sua contribuição em torno de 25%”, informou o IBGE.


 

Para dar sequência à série de estudos que apuram a qualidade de vida no Brasil, dentro das estatísticas experimentais do IBGE, a pesquisa faz uma análise temporal do tema, baseada no cálculo do Índice de Perda de Qualidade de Vida e do Índice de Desempenho Socioeconômico relativos às edições de 2008-2009 e 2017-2018. Esta é a primeira vez que o IBGE faz a comparação temporal dos dois indicadores que medem a qualidade de vida da população com base em dados das duas últimas edições da POF.




“O IPQV é apresentado por recortes geográficos; variáveis associadas à qualificação para o convívio social e para o ingresso na atividade econômica, como a escolaridade; e variáveis relativas à inserção da pessoa de referência da família no mercado de trabalho. O IDS, por sua vez, é apresentado para o Brasil e as unidades da federação”, informou o diretor de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo Pereira, no texto de apresentação da pesquisa.


 

O IBGE informou que, por causa da relevância e do impacto dos resultados alcançados com o cálculo dos dois índices para a POF 2017-2018, os pesquisadores decidiram ampliar a análise desses indicadores multidimensionais para a pesquisa 2008-2009 e observar a evolução da qualidade de vida da população brasileira entre as duas edições da pesquisa.


 

“A análise temporal ora empreendida também tem natureza experimental, por contemplar estatísticas novas, que ainda estão em fase de teste e sob avaliação”, completou o IBGE.



Segundo o IBGE, a Pesquisa de Orçamentos Familiares traz informações sobre a composição orçamentária doméstica, as condições de vida e o perfil nutricional da população, medindo as estruturas de consumo, dos gastos, dos rendimentos e parte da variação patrimonial das famílias. “Possibilita traçar, portanto, um perfil das condições de vida da população brasileira a partir da análise de seus orçamentos domésticos.”


Por Agência | Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Confiança do Varejo avança pelo sexto mês consecutivo em Pernambuco; alta é de 5,8%

O índice de confiança dos empresários do varejo em Pernambuco avançou pelo sexto mês consecutivo, alcançando 133,1 pontos, segundo a Fecomércio-PE. A variação é de 5,8% na comparação com setembro. Em relação a outubro de 2021, o índice cresceu 15,8%. 


O resultado de outubro é o maior patamar da série desde janeiro de 2013, quando chegou a 135,3, e foi impulsionado especialmente pelo componente de avaliação da situação atual, que cresceu 8,2% comparado a setembro e 21,1% em relação a outubro do ano anterior, chegando a 116,8.


Conforme a Fecomércio-PE, o avançp foi influenciado, principalmente, pela opinião dos empresários do varejo sobre as condições da economia brasileira. Para 59,7% dos varejistas, a situação no semestre atual é melhor que a observada por eles no semestre anterior, proporção que era de 51,4% em setembro e de 43,6% em outubro de 2021.


O componente das expectativas sobre o próximo semestre, que registra melhor avaliação sob o ponto de vista dos empresários, chegou a 165,3 pontos, com variação de 3,9% em relação a setembro e de 13,8% em relação a outubro de 2021. Já o índice que investiga as intenções de investimento no curto prazo, especificamente nos próximos três meses, cresceu 6,2% comparado a setembro e 13,6% em relação a outubro do ano anterior. As intenções são voltadas principalmente para a contração de funcionários, embora a intenção de investimento na infraestrutura também registre melhora em outubro.


Entre setembro e outubro, o percentual de empresários que apontam intenção de aumentar o quadro de funcionários passou de 73,9% para 81,7%, demanda que é puxada pela expectativa de movimentação no comércio em função das festividades no último trimestre.


Quanto a intenção de investir diretamente na infraestrutura dos estabelecimentos, o avanço é de 60,2% em setembro para 65,1% em outubro, contra 51,3% no mesmo mês do ano anterior. 


Do Diario de Pernambuco -  (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Com queda de 2,8%, recuo da indústria pernambucana é o 2º maior do país em junho

Após crescer 1,4% em maio e igualar o patamar registrado no período pré-pandemia, a produção industrial em Pernambuco voltou a cair em junho. Com recuo de 2,8% na série com ajuste sazonal, o resultado do estado foi o segundo pior do país para o mês. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF). 


Além de Pernambuco, outras nove das 15 regiões pesquisadas também apresentaram taxas negativas. As quedas mais acentuadas ocorreram no Paraná e no Pará, que dividiram o primeiro lugar com o maior recuo, -5,7%. 


Por outro lado, a Bahia e a Região Nordeste registraram as expansões mais elevadas, com 10,5% e 6,4%, respectivamente. Amazonas (4,4%), Ceará (3,8%) e Rio de Janeiro (2,8%) conseguiram os demais resultados positivos do país em junho de 2021. Na comparação com junho de 2020, Pernambuco também acumulou uma variação negativa, -2,7%. 


 

Já no acumulado do primeiro semestre do ano, o resultado é positivo, com crescimento de 8%. Nesse período, se destacaram as atividades de fabricação de outros equipamentos de transporte exceto veículos automotores, com alta de 110%.


A fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (38%), fabricação de produtos de minerais não metálicos (25,6%), metalurgia (24,2%) e fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (23,5%) também obtiveram um desempenho positivo neste período. Enquanto a fabricação de produtos alimentícios e a fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal apresentaram queda de -4,8% e -2,0% respectivamente.


Do Diario de PE / Foto: Divulgação / Reprodução

domingo, 20 de dezembro de 2020

Exportações de carne do Brasil devem crescer 8,8%

O volume de carnes bovinas exportadas pelo Brasil deve ser de 2,2 milhões de toneladas até o fim deste ano. A estimativa, 8,8% maior do que o total de 2019, foi divulgada nesta sexta-feira (18), em São Paulo, pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que representa 32 empresas.

 

Caso a previsão se confirme, o setor deve encerrar o ano com faturamento de US$ 8,53 bilhões, 11,8% acima do atingido no ano passado. De janeiro a novembro, as vendas somaram 1,84 milhão de toneladas, superando em 9% o volume registrado nesse intervalo, em 2019. Ao longo dos últimos onze meses, o faturamento cresceu 13,9%, chegando a US$ 7,76 bilhões.


Segundo a Abiec, o desempenho do setor está associado à relação que o Brasil mantém com a China, principal destino das exportações brasileiras de carne.

 

Para 2021, a projeção deve ser  "mais conservadora", disse o presidente da Abiec, Antônio Camardelli. Espera-se que o volume exportado aumente 6%, alcançando 2,14 milhões de toneladas e gerando alta de 3% no faturamento, com receita total de US$ 8,78 bilhões.


Da Agência Brasil (Frigorífico - Foto: Divulgação/Abiec)


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