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terça-feira, 5 de abril de 2016

Financiamento | Cooperativas de crédito já são o 6º maior banco do Brasil

Imagem: Divulgação-Reprodução-Internet
Dobrando a esquina, rumo ao Morro da Igreja, em Urubici, um dos cartões postais da serra de Santa Catarina, chama a atenção o letreiro ‘O Bifão’, estampado na parede do bar e lanchonete que carrega o nome. Recentemente, os donos decidiram fazer uma reforma para melhorar o ambiente, mas precisavam de crédito. Ao contrário do que se imagina, essa foi a parte mais fácil da empreitada. “Sem burocracia. Nenhum empecilho. Contrato na hora. Dinheiro direto pra conta. Metade do preço”, resume um dos donos Luiz Carlos Alves. O dinheiro veio de uma cooperativa de crédito chamada Sicoob, onde há 14 anos está a conta corrente d’O Bifão.

Casos como esse estão se proliferando País afora. Em busca de juros mais baixos, 7,8 milhões de pessoas e empresas se tornaram associados a cooperativas de crédito, segundo dados do Banco Central. E as cooperativas, que tiveram origem no setor agrícola - caso da Sicredi, que tem mais de 100 anos -, agora se espalham por todos os setores. Esse contingente tem feito as instituições crescerem a um ritmo acelerado. Na média, 20% ao ano - acima dos 16% que foram registrados pelos grandes bancos ou dos 11% de avanço dos bancos médios.

Juntas, as quatro maiores do País - Sicredi, Unicredi, Sicoob e Confesol - já seriam hoje o sexto maior banco de varejo, segundo estudo inédito feito pela consultoria alemã Roland Berger.

E não é exagero de Luiz Carlos, d’O Bifão. As taxas de juros são de fato metade das que cobram os bancos. Enquanto o cheque especial fica em média 11% ao mês nos grandes bancos, nas cooperativas é de 5,5%. O crédito pessoal é um terço do valor. Nas cooperativas, sai, na média, por 2,1% ao mês.

Os juros mais baixos são possíveis porque as cooperativas não têm fins lucrativos, já que emprestam basicamente para seus próprios associados, que são, portanto, os donos do negócio. Outro motivo é que os resultados dessas instituições, diferentemente dos bancos, possuem isenção fiscal, segundo conta o chefe adjunto da área de cooperativas do Banco Central, Rodrigo Pereira Braz.

Mas, como diz a máxima americana, “não existe almoço grátis”. Os juros mais baixos da cooperativa também trazem risco aos associados. Por serem donos, eles recebem o rateio dos resultados ao fim do ano, mas também são responsáveis por eventuais prejuízos, ou seja, são chamados a cobrir perdas com seu próprio capital. Braz, do BC, diz que são poucos os casos registrados, mas reforça que é um risco a que se deve ficar atento.

Da Agência Estado

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