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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Aedes aegypti derruba produção das indústrias de Pernambuco

Imagem: Divulgação/Reprodução
Um mosquito transmissor de doenças está atrapalhando diretamente o setor produtivo no estado. Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) mostra que os afastamentos derivados de qualquer doença relacionada ao Aedes aegypti afetaram 79% das empresas do estado em diversas proporções e derrubaram a produtividade em 42,3% das empresas do setor industrial, de todos os portes. 

A Região Metropolitana do Recife (RMR) foi a área com o maior número de indústrias atingidas (92%), mas de pouco impacto no quadro de funcionários. Já o Agreste sofreu com o maior ônus na produtividade, com a queda em 62% da empresas da região. A situação gerou a necessidade de medidas extras. A federação ainda não consegue medir o impacto financeiro desse efeito e se juntou ao Sesi para lançar campanha de prevenção e enfrentamento ao avanço do mosquito.

O levantamento quantitativo teve a participação de 144 indústrias dos setores mais diversos, como alimentos e bebidas, têxtil e higiene pessoal e cosméticos. Foram 75 da Região Metropolitana e 69 do interior (Agreste, Sertão do São Francisco e Sertão do Araripe). A pesquisa questionava a quantidade do quadro de funcionários que precisou se afastar em janeiro e fevereiro de 2016 em consequência do mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya. As respostas tinham os recortes: entre 1% e 5%; entre 5% e 10%, entre 10% e 20%, entre 20% e 40%; entre 40% e 50% e mais de 50%.

“Ainda que a Região Metropolitana do Recife tenha sido afetada em 92% das empresas, quase metade se posicionou na primeira faixa de afastamentos, entre 1% e 5% dos empregados, ou seja, quase todas atingidas, mas sem impactos expressivos no quadro de funcionários”, destacou o coordenador da pesquisa e gerente do Núcleo de Economia e Negócios Internacionais da Fiepe, Thobias Silva.

De acordo com o presidente da Fiepe, Jorge Côrte Real, a preocupação com o mosquito vai exigir uma atuação em diversas frentes. “Questionamos sobre as providências tomadas para resolver esses problemas e as principais medidas foram fazer as realocações de trabalhadores para outras funções de forma temporária e o aumento de hora extra, em uma média de 6,5%”, pontuou. “Vamos apresentar esses dados ao governo para buscar alternativas, porque não é simples. A gente sabe que os danos do mosquito vão exigir verbas que não foram colocadas em nenhuma previsão orçamentária e o resultado é ter que tirar de setores que receberiam investimentos. É uma força-tarefa que precisa trabalhar fortemente na prevenção”, afirma. Todos os trabalhadores da indústria em Pernambuco vão receber folhetos informativos, além de cartazes colocados em locais estratégicos nas empresas.

Do Diário de Pernambuco

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